Nov 14, 2015

Bolo de abóbora com chocolate

Há tempos não testava um bolinho novo. Mas com toda a empolgação do Halloween, vi uma receita de cookies com abóbora, daqueles americanos bem fofinhos, que me inspirou. Tinha uns pedaços de cabochá cozidos aqui na geladeira, o Dani adora comer com um salzinho e azeite nas refeições, mas acho que a receita ficaria boa com outro tipo de abóbora também.

Como sempre, tento fazer minhas receitas usando o mínimo de potes possíveis e também sem batedeira ou liquidificador: detesto lavá-lo, acho que sempre fica um sujinho eca embaixo das lâminas, vou lá limpar e corto o dedo.

A receita é assim:

1 xícara de açúcar mascavo
½ xícara de óleo
1 ovo
1 xícara de abóbora cozida e amassada
1/4 de xícara de água
1+½ xícara de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
1 colher de chá de canela em pó
½ colher de chá de sal
1 xícara de chocolate picado (ou gotas)

Coloque o açúcar, óleo e ovo em um recipiente e misture bem. Adicione a abóbora e a água, e misture um pouco mais. Para esta etapa, eu sempre uso um fouet, mas você pode usar um garfo grande.

Com a ajuda de uma espátula, incorpore os secos: farinha de trigo, fermento, canela e sal. Por último, misture o chocolate. A receita original pedia chocolate em gotas, mas não tinha aqui em casa, então peguei uma barra e cortei com a faca em pedaços pequenos.

 Leve para assar em forno pré-aquecido a 180 ºC até que um palito saia limpo quando espetado. A minha receita rendeu 16 bolinhos em forma de cupcake e assou por 25 minutos.

Aug 5, 2015

O bolo de mel

Sou a parida louca dos bolos. Aconteceu com o Dani e aconteceu, de novo, com a Lalá. É só esses micro-seres saírem da minha barriga que sou tomada por uma vontade enorme de assar coisas. Os bolos são práticos, servem as visitas, viram lanches da madrugada entre mamadas... Mas fico muito feliz também com pães, pudins e o que mais vier pela frente.

E agora tenho um pequeno ajudante que escolhe sabores, mistura ovos e adora "experimentar" farinha de trigo. Hoje ele me pediu para fazermos um bolo de mel. Não sei de onde saiu isso, se viu em algum desenho, ouviu de algum amigo... E lá fui eu achar uma receita.

Procurei no Google e descobri que há algumas receitas judaicas de bolo de mel. E lembrei do xerox de um livro que ganhei de uma amiga. Há alguns anos, fiz algumas receitas para um jantar de [ano novo judaico]. Ela comentou comigo que iria passar essa data sozinha, e acabei fazendo algumas receitas do livro da avó dela na nossa casa. Foi uma delícia.

Essas receitas foram parar em uma pasta que, de relance, parece um caos. Um monte de recortes, receitas de embalagens, impressos, fontes diferentes, receitas escritas a mão, sem índice - nem parece minha! Mas é exatamente esta bagunça que a deixa tão especial: são receitas que comecei a juntar desde que casei, em ordem cronológica e que fazem parte da nossa vida.

Lá tinha um bolo de mel que testamos hoje e ficou uma delícia. Substitui alguns ingredientes e exclui outros, como as uvas-passas, que passam longe da minha casa. Reduzi a receita para a metade, porque achei que seria um bolo muito grande.

A minha versão da receita vai aqui:

2 ovos
½ xícara de açúcar mascavo
½ xícara de de óleo
3/4 xícara de de mel
1½ xícara de de farinha de trigo
1½ colher (sopa) de fermento em pó
1/4 colher (sopa) de bicarbonato de sódio
½ xícara de chá (usei chá preto)

Misture bem, com um fouet, os ovos, açúcar e óleo. Incorpore o mel e misture um pouco mais.

Em outra vasilha, misture todos os ingredientes secos (farinha de trigo, fermento e bicarbonato).

Coloque metade dos ingredientes secos na mistura de ovos e, com uma espátula, misture levemente. Incorpore o chá e, por fim, adicione o restante da mistura seca.

Asse em forno pré-aquecido a 180ºC por 30 minutos ou até um palito de dente sair limpo ao ser espetado na massa. Eu usei uma forma anti-aderente de bolo inglês, mas se a sua não for anti-aderente, é melhor untá-la com manteiga e um pouco de açúcar mascavo.

Uma breve explicação do meu sumiço desde o ano passado: engravidei. E enjoei. O tempo todo, todo o tempo, todos os meses, as semanas e os dias até a Lalá nascer. Sobrevivi me alimentando daquilo que tinha os cheiros menos ruins, exclui mandioquinha e brócolis do meu cardápio por todo esse tempo e fui a maior devoradora de sorvete de menta do inverno paulistano. E de guacamole também, o desejo mais incontrolável e constante. Voltei para a cozinha há duas semanas! Agora cozinhando com um pequeno ao meu lado e esperando ansiosamente para que o número de mãos ajudantes pequeninas dobre pela minha cozinha.