Dec 4, 2014

Cookies Natalinos

Estava conversando com uma amiga um dia desses sobre a minha cozinha. Há 3 anos, quando começamos nossa reforna, eu fazia questão de uma cozinha para receber. Aberta para a sala, daquelas que abraça sempre mais um, onde os amigos entram e pegam comida, bebidas e o que quiserem da geladeira.

Uma coisa que também sempre passou pela minha cabeça eram os momentos em família, fazendo panquecas para o café da manhã, bolos para o chá e algumas outras coisas. O Dani ainda é pequeno, mas já nos aventuramos juntos em bolos, pipocas e até um nhoque - que sobrou comigo aqui fazendo toda a lambança que um bom nhoque caseiro faz.

E aliado a isso, veio essa conversa sobre como a cozinha é um ambiente ridiculamente definido como feminino. Aliás, algo super contraditório, porque a gente é mandada de forma pejorativa para pilotar o fogão, mas as maiores e mais famosas cozinhas são em sua grande maioria comandadas por homens. Vai entender.

E nessa mesma conversa, falei como achava que, apesar de tentarmos sempre incluir meninos na cozinha, cookies decorados acabavam sendo uma atividade "de menina". Mas que injustiça!

E lá fomos nós, mães e meninos, hoje para a cozinha. Com este post aqui eu quero não só dividir a receita, mas também alguns passos que me ajudaram bastante na organização desse dia. Comandamos uma empreitada com 4 crianças de 2 a 3 anos de idade. Dá pra imaginar que eu estou até agora com farinha na cabeça?


A receita é bem simples. Procurei em vários sites e achei uma que [era comparada à PlayDoh], uma massinha americana. Ótimo! Tem algumas receitas de cookies, aqueles mais macios, que levam bastante manteiga, precisam ser refrigeradas depois de moldadas, tudo nada muito compatível com crianças tão pequenas. Essa receita que achei era super fácil de mexer, gostei bastante.

Eu também comecei a receita ontem, assim seria mais fácil já ter a massa pronta para os meninos. E quem tem criança pequena sabe que não dá para passar tanto tempo na cozinha e cuidar deles ao mesmo tempo.

Com uma batedeira, misture 200g de manteiga em temperatura ambiente, 60g de cream cheese e 1 xícara de açúcar. Bata bem até obter uma massa leve e esbranquiçada. Adicione 1 ovo e 1 colher de chá de essência de baunilha, e bata um pouco mais.

Incorpore com uma espátula 3 xícaras de chá de farinha de trigo, 1½ colher de fermento em pó e raspas das cascas de 1 limão. Misture até ter uma massa lisa e homogênea.

Aqui, eu cortei a massa em 4 partes, estiquei com um rolo de macarrão até ter um pouco menos de 0,5cm de espessura e coloquei sobre um pedaço de papel manteiga. Empilhei as 4 massas e foram para a geladeira.

Hoje, mais ou menos 1 hora antes da bagunça, tirei da geladeira. Os meninos se divertiram, amassaram, comeram, decoraram e os biscoitos foram para o forno em cima de um papel manteiga para assar por 15 minutos a 180 ºC. Para guardar, é legal colocar em um pote bem fechadinho, mas os biscoitos tem que estar completamente frios.

Oct 10, 2014

Laranja revolution

Dani nunca foi muito de laranja. Lááá em tempos de um passado remoto, que parece ter acontecido há trocentos anos e na verdade nem foram dois, ele não curtia. Mãe perde mesmo a noção de tempo e acha que dois anos são vinte. Enfim, voltando ao assunto, sabe aquela ideia do suquinho de uma laranja, às vezes até lima? Não rolava. E eu sempre ficava pensando em como contornar a situação.

O mesmo aconteceu com melão, e fiz bolinhas divertidas, super sucesso. Postei no Instagram há um tempão e podia jurar que tinha colocado a foto aqui no blog... Mas não achei. Então lá vai, foto com quase um ano de atraso! Comprei este utensílio fofo com um nome mais óbvio impossível - melon baller - lá em NY, mas dá para encontrar por aqui também.

E voltando à laranja, depois de um tempo, descobrimos que ele se encantou pelas tangerinas descascadas, sem bagaço. Uma vovó super paciente descascou gomo por gomo, e muitas laranjas começaram a ser devoradas.

Aí lembrei das tal supremes. Aprendemos no curso de gastronomia que as supremes são os gomos dos cítricos cortados com uma faca, sem bagaço nem casca. Sempre falo nas aulas de como tirar a casca da laranja para usar em doces ou mesmo em uma receita de lagarto assado, e comparo com a famosa laranja da feijoada, aquela das rodelinhas.

Pois esse bicho começa como as laranjas da feijoada. Tiramos as cascas, sem deixar o bagaço. Em vez de cortar pedaços contra os bagaços internos, tiramos o "recheio" com uma faquinha pequena, deixando o gomo inteiro, no formato meia-lua. E vamos ser sinceros por aqui: eu sempre achei isso bem intútil. Ou melhor, nem tão inútil, mas com usos bem limitados.

Eu faço supremes de limão, corto em pedacinhos bem pequenos e sirvo em cima de uma mortadela dobrada. Pode ser no salame também, dobrado em 4, num formato triangular. Ó a dica do aperitivo! Basta espetar um palito e pronto, não tem nada daquela lambança de limão espremido, gente sujando os dedos, espirrando limão para todos os lados e saindo com medo de tomar um solzinho e ficar com bronzeado da mariposa que pousou na cara.

E juntando tudo isso, consegui achar um jeito que servir a laranja para o Dani que ele ama: super-supremes-surpresa! São 3 passos simples:


1. Tirar a "tampa" da laranja dos dois lados, para deixá-la reta na tábua;
2. Descascar toda a laranja, deixando sem bagaço;
3. Cortar, com uma faca bem afiada, ao lado de cada gomo. Para o Dani, eu ainda corto ao meio, fica um tamanho melhor para ele comer sozinho, sem engasgar.

Oct 6, 2014

Macarrão chique pro domingão

Em tempos de tantas desgraças, tanto ódio entre pessoas, tantas críticas, tanta falta de água, tantos políticos, tanta exaltação em relação às opiniões e aos gostos políticos, eu faço uma pausa nos posts de Barcelona para falar do macarrão de ontem.

Sim, porque eu não aguento mais ler, falar e pensar em tanta coisa chata. A comida alegra, anima, muda o tópico, deixa as pessoas menos mal-humoradas.

Tem gente que olha e pensa: "Mas noooooossa? Camarão? Até parece que farei essa receita chique e cara. E ainda com lula? É tão difícil fazer, vai ficar borrachuda, nem vou tentar" Pois eu truco.

Comprei os camarões e lulas na barraca de peixe ali da feira perto de casa no sábado. Peguei a maior lula, que custava R$36/kg. E os camarões, não o mais pitico, mas não eram grandes, e custavam R$37/kg. Com R$32,00, comprei 4 lulas e 300g de camarão, que servem super bem 4 pessoas.

Nas minhas aulas, eu sempre falo sobre o descarte de ingredientes que podem ser usados e a gente nem lembra. Mas tá, né? Ninguém gosta de jogar comida fora, então vamos aos exemplos. Talos de salsinha bem picadinhos são um ótimo tempero, que podem ser refogados com a cebola e dão uma cor linda ao prato final. Eles também dão um super sabor aos caldos. Tá dando sopa ali, mas não tem mais nada, fora uma preguiça imensa de picar os tais talos? Jogue estes talos na água do arroz, nem precisa picar. Tire assim que estiver pronto, e o arroz-nosso-de-cada-dia ficará com um sabor diferente. Vai fazer um caldo de mandioquinha e tirou as folhas para decorar no final? Então coloque os talos enquanto a mandioquinha cozinha.

Pensando nesse aproveitamento dos produtos que vão pro lixo, pedi para o peixeiro separar as cascas dos camarões e me entregar. E sabe, você até pode comprar só o peixe e perguntar se tem cascas de camarão ali. Na barraca que fui, tinha uma caixa enooorme com um monte de cascas que seriam descartadas. Um caldo de camarão dá um up em muitos pratos, e é super simples de fazer. Se a grana está curta, peça um monte de cascas de camarões, faça um belo caldo, coloque em um risoto e finalize com alguns poucos camarões por cima ou picadinhos no meio!

Para o caldo, eu usei:
1 colher de sopa de óleo
Cascas de camarão (usei as cascas retiradas de 300g)
2 cenouras cortadas em rodelas
1 cebola cortada em quartos
1 dente de alho inteiro
1/2 xícara de caçhaça
Sementes de mostarda (opcional)
3 talos de salsinha
3 ramos de tomilho
Grãos de pimenta rosa (ou do reino)

Em uma panela, esquente bem o óleo e frite as cascas de camarão até mudarem de cor. Acrescente as cenouras, cebola e alho e frite um pouco mais, até começar a formar uma crostinha marrom no fundo da panela. Com cuidado, para não flambar sua mão, despeje a cachaça e misture, desgrudando todo o fundo, até secar bem. Cubra os ingredientes com água fria e adicione as sementes de mostarda, salsinha, tomilho e grãos de pimenta. Deixe cozinhando por 1h30, com cuidado para a água não secar. Depois é só coar o caldo, que pode ser congelado em potes pequenos ou forminha de gelo.

Tá aí, um caldo super chique com pouco dinheiro. Eu tinha em casa também umas sementes de juniper e coloquei ali no caldo. Vale lembrar que a gente nunca salga um caldo, para ajustar só na receita final!

Bom, e aí, né? Aprendemos o caldo com cara de fino, mas e o tal do macarrão?

Peguei uma frigideira larga e coloquei um fio de óleo para esquentar. Quando estava bem quente, joguei os camarões até mudarem de cor. Virei para o outro lado, deixei mais uns 10-15 segundos, e tirei da panela. Sim, é MUITO rápido. Este é o segredo, jamais cozinhar demais. E vale lembrar que depois, com o calor do macarrão, ele vai cozinhar mais um pouco.

Sai camarão e, na mesma frigideira, entra a lula. Elas ficaram 45 segundos ali, misturando levemente, tempo suficiente para mudarem de cor. Só depois de cozidas é que levam sal. O sal retira a umidade, e deixa a carne mais dura.

Pronto, camarão e lula selados, O macarrão capellini foi para a água fervente com sal e ficou lá 3 minutos. É o tempo da embalagem para um macarrão al dente, e como depois ele vai cozinhar um pouquinho mais, levamos a sério e com cronômetro.

Naquela frigideira em que selamos o camarão e a lula, coloquei 1/3 de xícara do caldo de camarão, deixei ferver e adicionei o macarrão (suficiente para 4 pessoas, aproximadamente 400g). Quando o caldo quase secou, foi a hora de voltar o camarão e a lula, e deixar mais uns 30 segundinhos para esquentarem. Desliguei o fogo, ajustei o sal, coloquei um fio de azeite e salsinha picada. Pronto!

Oct 3, 2014

Barcelona - parte 2

Barcelona é realmente uma cidade incrível. Lá vem a deslumbrada, mas me apaixonei. Depois de uma viagem puxada, daquelas em que a gente literalmente senta e chora de exaustão em algum canto do aeroporto, fomos recebidos por um calor agradável e um taxista educado. Eu sei, nossos padrões mudam depois de algumas idas e vindas de NY, em que taxistas educados vira um plus para a cidade.

A escolha de ficar em um apartamento foi com certeza um dos melhores pontos da nossa viagem. Tivemos o luxo de estar super bem localizados, em um apartamento espaçoso, com varandinha para fazer bolhas de sabão, dois quartos e uma cozinha aconchegante. Podíamos deixar na geladeira uma manteiga gostosa para passar no pão, um leite gordo e nada UHT para colocar no café... E também estocar muita comida, tanto para nós quanto para o Dani. E não, eu não passei hoooooras na cozinha, os ingredientes eram incríveis e incorporei a praticidade das tapas, comprando pães frescos, algumas coisinhas que precisavam de pouco preparo e pronto.

Ali ao nosso lado, tínhamos um mercado super legal chamado [Mercat de La Concepció]. Imaginem barracas de frutas frescas, legumes e carnes, massa fresca com molho caseiro e burrata a alguns quarteirões de casa! (Parênteses aqui que sim, eu chamo de "casa" o local onde estou hospedada. Eu volto e vou pra casa, levo coisas pra casa e fico em casa, tá?) E, pra completar, o andar debaixo do mercado tinha um supermercado para aquelas coisas básicas como papel toalha, água e arroz. Eles até entregavam, mas para ninguém ter que ficar esperando pelo delivery, o Dani voltou a pé ou no colo e o carrinho dele virou um excelente meio de transporte de sacolas reutilizáveis cheias de coisas.

Mary's Market
Bem pertinho, no quarteirão ao lado de casa, tínhamos o [Mary's Market], um empório fofo, cheio de produtos maravilhosos e não uma, mas três opções de jamón! Foi de onde veio o sal, o azeite e todos os ingredientes do nosso primeiro dia. Sabe aquele dia de cão em que você chega fedendo avião? Sim, eu uso essa frase, eu sinto um cheiro exclusivo de avião em mim quando passo muito tempo dentro dele. Mas voltando, aquele primeiro dia em que você desempacota malas sem fim, sem ter dormido nas últimas 30 horas, e só quer comer alguma coisinha antes de dormir? Um simples pão crocante com jamón e muita água?

Boldú
Ali pertinho também descobrimos a [Boldú], uma padaria simpática, de onde compramos alguns pães e doughnuts maravilhosos. Eu também fui pega de surpresa por esses doughnuts, algo que não imaginei comer na Catalunya. Outro achado delicioso foi uma amêndoa coberta por uma camada de caramelo crocante, praliné e cacau em pó da [Colmado Quilez], uma mercearia cheia-cheia-cheia de coisas, vinhos, chocolates, biscoitos, de onde trouxe muito mais coisa do que devia e poderia de volta ao Brasil.

Outra descoberta foi um café bem comum por ali chamado Il Caffe di Francesco. E melhor ainda foi provar um tal de biberó, que na sua simplicidade se resume a um espresso com leite condensado. Nem me venham os cri-cris de plantão dizendo que café bom se toma puro, sem adoçar, tá? Café bom é o café bom pra gente, e o meu vem recheadinho de leite condensado!

E fala sério! Será que esta pessoa que lhes escreve não fez nada mais além de comer, visitar lugares de comida e ficar em casa comendo? Eu fiz sim, mas eu já disse antes aqui e repito: uma boa viagem para mim quer dizer pelo menos 60% do tempo gasto em boas experiências gastronômicas.

Então entre um mercado, restaurante e lanchinho, fomos visitar a Casa Battló, a Sagrada Família, Parc Guell... Com pausas para cafés, galettes e sorvetes deliciosos! Vamos combinar que as dicas turísticas qualquer um encontra em um guia de viagens. Mas a gente tem que contar que esbarrou com uma linguiça artesanal acompanhada de cerveja gelada, com um sorteve caseiro em uma ruazica de nada, e quem sabe mais gente vai poder lambuzar os dedos - próprios e dos filhos! - como nós fizemos!

Sep 11, 2014

Ansiedade, toctoctoc! Barcelona - parte 1

E lá vamos nós! Estamos a alguns dias da nossa próxima viagem e já começo a pensar em tudo. Mentira, estou pensando em tudo há tempos, mas agora os preparativos ficam a mil!

Conversando com uma amiga, ela me sugeriu que eu fizesse um post sobre essa nossa próxima viagem. São dicas específicas de um destino só, mas quem sabe mais gente não se aventura por este mesmo canto de mundo que vamos visitar. Engraçado escrever antes, e pensar em tudo que vem depois, o que deu certo e, claro, o que não deu.

Time out Magazine
Bom, uma grande amiga minha vai se casar em Barcelona. Resolvemos juntar essa ocasião tão especial à nossa viagem anual, e vamos passar 2 semanas por lá.

Sobre o vôo, conversei com a comadre e segui a recomendação de uma expert em viagens longas: apesar da Singapore fazer vôos diretos entre São Paulo e Barcelona, descartamos essa opção pois a volta seria em um vôo diurno. Entre as opções, pegamos um vôo com uma escala de quase 4 horas em Londres. Outra recomendação aqui foi pegar uma escala maior, assim o Dani vai correr, fazer uma refeição e espairecer para o vôo seguinte.

Chegaremos 5 dias antes do casamento para curtir a cidade, desempacotar com calma e acostumar com um ritmo diferente antes do casório. Recebemos a recomendação do Majestic Residences, por ser um hotel/apartamento, e reservamos. Não é Airbnb, é um prédio de apartamentos com estrutura de hotel mesmo. Frescura? Pode ser, mas escolhemos essa opção porque o Dani dorme cedo, às vezes tira um cochilo a tarde, então é legal ter uma divisão entre sala e quarto para podermos jantar num dia que ele capotou cedo, tomarmos um lanche enquanto ele descansa e não termos que ficar mudos (o que acaba acontecendo num quarto de hotel, por exemplo).

Eu também gostei desta opção para poder cozinhar algumas coisas, comprar ingredientes diferentes e - claro! - fazer um feijãozinho para o Dani! Outro ponto para mim do apto é que eu sempre fico numa encruzilhada entre levar roupas para o Dani que sejam suficientes para 2 semanas ou tentar viajar com uma volume menos ridículo de malas. Como sou gato escaldado - nós pegamos umas viroses nas duas últimas viagens maiores com ele, eu tinha levado o dobro de roupas para ele para 1 semana e ele usou absolutamente tudo - também acho legal ter, no próprio apartamento, uma estrutura para lavar roupa.

Recebi também uma dica super legal: o Bebitus, um site que vende artigos de bebê lá na Espanha! Ele aceita cartão brasileiro, então consegui comprar algumas coisas básicas e enviá-las ao hotel. Vamos lá que "coisas básicas" dá uma bela caixa enorme! Tem fralda (Dodot, mesmo fabricante da Pampers que o Dani usa aqui), leite em pó (Enfalac, o Enfagrow de lá), sabonete, colheres e copos de criança, 1 Lego e até potinhos para congelar o tal feijão (que vou fazer [sem pressão]). Parece besteira, mas é uma economia enorme de espaço na mala e uma tranqüilidade sem preocupações com extravio de mala e de saber que, chegando lá, teremos algumas coisas do dia a dia no meio da bagunça de desempacotar e de ajustes ao fuso.

E é isso! Na volta tem dicas de passeios, restaurantes e muitas histórias dessa nossa viagem!

Jul 2, 2014

O couscous

Essa época do ano é terrível para quem tem filhos pequenos, alergias respiratórias... Imagine a combinação dos dois, que linda sinfonia temos aqui em casa.

E não tem jeito, com resfriados e o mal estar que os acompanha, o apetite do pequeno diminui, e a gente fica correndo atrás de ideias mirabolantes para conseguir garantir algumas garfadas nas refeições.

O Dani tem alguns ingredientes favoritos: mandioquinha, berinjela e couscous marroquino. Fora ovo, que por ele faria parte de todas as 5 refeições do dia. Eu continuo com os 3 semanais, mesmo que isso garanta que meu ouvido, que já nem está ouvindo tão bem graças à ultima gripe, ouça ainda menos e fique zunindo com alguns choros reclamões.

Voltando, pensei em compartilhar a receita que hoje, com gripe, nariz entupido, dores de ouvido e tudo mais, garantiu uma refeição de 230g do Dani.

1 berinjela japonesa picada
2 abobrinhas picadas
200g de peito de frango
1 beterraba ralada
1/2 pé de brócolis ninja cozido no vapor
1/2 xícara de feijão (ou lentilha) cozido
1/2 copo de couscous marroquino
Azeite e sal a gosto.

Em uma panela, coloque a berinjela, abobrinha, frango e beterraba. Cubra com água e deixe cozinhando até secar, por uns 40 minutos. Desfie o frango e volte-o ao cozido.

Para cozinhar o couscous, basta ferver 1/2 copo de água. Assim que levantar fervura, desligue o fogo, coloque uma pitada de sal, um fio de azeite e misture o couscous. Tampe a panela e deixe por 7 minutos. Solte os grãos com um garfo.

Na hora da refeição, eu monto o prato e falo pro Dani que é um super couscous colorido, colocando um pouco do cozido de legumes com frango, feijão, brócolis picadinho e couscous. Fica tudo misturado mesmo, contra algumas recomendações para essa idade, em que as crianças já podem e devem comer tudo separadinho. Mas funciona, fica lindo e Dani raspa o prato em dias de fúria, raios e trovões. 

Jun 24, 2014

Água

Se tem uma coisa que me tira o sono é pensar em que o mundo não terá água. Engraçado, acho que todos têm seus medos e aflições, poucos falam disso, mas tenho certeza de que você, aí, também tem o seu. Tem gente que tem medo de chuva. Outros de raios e terremotos. De incêndio, dilúvio, de gato, de elefante e assim vai.

Eu me lembro bem da primeira vez que tive um pouco mais de consciência sobre a escassez de água. A Jennifer Aniston, na época Rachel de Friends, era a garota da água SmartWater. Ela saiu em um anúncio em que dizia que seus banhos duravam 3 minutos. Lembro que eu cheguei a ver quanto tempo durava meu banho e também comecei a tentar tomar banhos mais curtos. Lembro também de algum imbecil falando que quando ganhasse os US$1mi que ela ganhava por cada episódio do Friends, também tomaria banhos curtos. Ah, os ídolos da adolescência! Olha só, até parece que o Justin Bieber faria isso com alguma fã hoje em dia.

E por que estou aqui escrevendo sobre isto? A história ainda vai longe. Nós nos mudamos para o prédio em que moramos hoje há dois anos. Foi tudo com muita emoção, barrigão de 8 meses empacotando a casa, guardei minhas Le Creusets com 38 semanas, naquela época em que dizem para fazermos exercícios e caminhadas leves, sabe? Só que não, eu levantava panelas para ver se o Dani se animava a sair do quentinho. O cheiro de tinta me espantou para a casa da minha mãe aos 45min do segundo tempo, fui de lá para a maternidade e voltei então para nosso novo lar.

E neste tempo todo muita coisa mudou no nosso prédio, mas a conta de água, não. Houve troca de síndicos - ainda bem - e, depois dos possíveis racionamentos deste ano, uma conta estratosférica e as metas de redução da Sabesp, a síndica tomou medidas bem polêmicas.

Um encanador foi contratado para inspecionar cada apartamento, ver cada pia, privada, cano, registro. Depois, este mesmo encanador arrumou vazamentos e instalou redutores de pressão em algumas torneiras. Essa, para mim, foi a medida mais chocante. Aqui em casa não instalaram nada, já que, com a reforma que fizemos, já tínhamos colocado torneiras melhores. Eu tenho minha mania maluca em relação à água: enquanto a àgua do chuveiro (a gás) esquenta, eu deixo um balde e uso para a descarga do banheiro. Sabe que a água fria enche um balde inteiro? O marido já me chamou de doida, e tenho certeza de que um monte de gente também vai achar o mesmo. Nem ligo, tá?

E imagina alguém sair instalando coisas na sua casa? Com certeza nem todo mundo gostou. Pois o tempo passou e recebemos um comunicado. A conta de água em março tinha o valor de R$10mil. A conta de maio veio de R$5mil e uns quebrados. E, como o prédio conseguiu bater a meta de redução da Sabesp, com os descontos, a conta final foi de R$3,5mil.

Eu cai da cadeira quando vi estes valores. Como pode, pessoas tinham vazamentos em casa que eram o equivalente, como dizia no documento, à uma torneira aberta. A consciência do prédio, de um só prédio, reduziu o consumo de água em 50%. Fico pensando em todos os outros prédios sem síndica que got balls para peitar todo mundo e fazer o que foi feito aqui. Fico vendo ainda pessoas lavando calçadas com mangueira e pensando nos acomodados que deixam seus vazamentos pra amanhã. E aí, será que essa pessoa parou para pensar se vai mesmo ter água amanhã?

Jun 5, 2014

O bolo de 2 anos

Lá na escola do Dani, tem bolo no dia do aniversário. Não é nada sofisticado, as mães os pais (vamos ser politicamente corretos) mandam muitos bolos caseiros e simples - até porque as crianças têm entre 2 e 3 anos. A ideia é levar um complemento ao lanche, um bolinho para espetar a vela, cantar parabéns e comemorar com os amiguinhos.

Vamos lá, né? Pode dizer. Era só o que me faltava comprar um pronto. Nada contra os bolos prontos, mas com tanta receita testada e feita quase semanalmente, ia ser um desaforo. Apesar de que poderia ter dado tudo errado, porque é assim, quando é importante a farinha sente, o fermento encolhe e o leite desanda. Já pensou eu lá na loja de bolos caseiros da moda que abriu aqui pertinho amanhã de manhã?

Bom, fiquei pensando sobre esse bolo e o que faria. Cenoura com chocolate é infalível. Iogurte com geleia de frutas seria uma opção bem levinha. Fubá? Coco? Ou será que o chocolate com cobertura de brigadeiro, para melecar tudo mesmo?

Pensando e repensando, cheguei no bolo cookie. Não é daqueles bolos pápum que você consegue até bater com 2 garfos (como o de iogurte) já que precisa de batedeira, mas ele vale a pena. Se for feito em uma forma redonda com furo no meio, ele fica com uma cara de cookie gigante. Quase dá dó de jogar uma cobertura em cima. Mas quando a cobertura fica pronta, a dó passa, eu garanto.

Fui divagando e lembrei de uma versão dele que fiz com mini-M&M. E cheguei a conclusão de que ele seria o bolo perfeito! Isso porque grande parte das atividades semanais das crianças são chamadas de Atelier. Vale tinta, farinha, pó de café, fita crepe, sucata e adesivos. A ideia é estimular a criatividade e deixar a criança brincar e criar.

Nem preciso dizer que meu pitico sempre volta cheio - cheio, cheio, cheio! - de tinta. Pincel pra quê, se podemos usar a barriga? Confesso que já desisti de tirar a tinta toda nos banhos, e às vezes elas duram uns 2 dias. Acho que não sobrou uma peça de uniforme que não tenha sido batizada por tinta! E foi daí a minha inspiração: um bolo cookie atelier!

E como não poderia deixar de faltar: Parabéns, pitico! O segundo de tantos e tantos bolos que faremos para você!

May 22, 2014

A super básica salada de frutas

Outro dia me chamaram para fazer um almoço-reunião. Dez pessoas, algo tranquilo, brasileiro e simples. Tem pra todos os gostos, e a gente tira da cartola um almoço com a cara que precisar. Às vezes é comida leve, outras chiquetosas, mas neste eu pensei numa comida de mãe mesmo.

Fomos numa salada brasileira com a combinação que tem em toda casa de alface, tomate, palmito e etc, um caldo de mandioquinha - com bacon crocante! - e um picadinho de carne na cerveja acompanhado de arroz e farofa de banana. Pra sobremesa, levei pudim! Simples e clássico, fiz em casa na véspera. E, já que tem sempre alguém com restrições, resolvi deixar uma salada de frutas como opção.

Achei curioso porque quem me ajudou ali na cozinha a preparar tudo comentou que não era comum ver salada de fruta. "É coisa que teria no almoço na casa da minha avó." E, puxa! Como ela pode ser versátil, saborosa, saudável e agradar a todos com um ar tão brasileiro.

Então lá vai essa salada que eu fiz rapidinho. Eu sempre achei que salada de frutas não tivesse segredo, mas descobri que muitos não conseguem fugir de algumas combinações ou não tem idéia da quantidade de ingredientes e as proporções. Acho que a única fruta que não coloco é melão, e não porque não gosto, mas porque toda salada de frutas insossa americana tem pedaços enormes daqueles melões laranja e verde... É trauma mesmo.

Salada de frutas

1 abacaxi descascado e picado
1 limão
2-3 maçãs picadas
Suco de 3 laranjas pêra
4-5 bananas picadas
1 cacho grande de uva sem sementes
1/2 mamão formosa maduro picado

Vai tudo picadinho, misturado, colorido! Mas a dica que consigo pensar é em relação a ordem dos ingredientes. 

1. Pique primeiro o abacaxi. É o mais trabalhoso! Tire a fibra do miolo (eu adoro comer essa parte, a mais doce do abacaxi! Mas se não quiser, descarte). Veja se a frutaria não vende já descascado, mas pergunte se é feito antes de você levar pra casa, é melhor aprender a descascar um espinhudo do que pegar um velho.

2. Corte o limão ao meio. Assim que descascar as maçãs, esfregue o limão na superfície, para que elas não escureçam. Esprema o suco do limão em cima do abacaxi e coloque as maçãs picadas, misturando bem. A acidez evita que, mesmo cortada, a maçã fique escura. Pode colocar o suco de laranja aí também.

3. As bananas foram cortadas em pedaços pequenos, mas poderia ser em meia-lua. Como era um almoço de negócios, eu não queria deixar nada muito grande e pedaçudo, pra ninguém abrir aquele bocão, né?

4. Se você não tem uma faça afiada para cortar as uvas ao meio, use uma de serra. Eu não curto uva inteira, acho um charme assim, cortadas ao meio, mas é um pouco trabalhoso cortar uma a uma.

5. Por fim, o mamão. A cada ingrediente, eu vou misturando tudo, e por isso acabo deixando o mais mole por último. 

Algumas ideias: poderíamos ter folhas de hortelã picadinhas, um creme de leite (ou chantilly), há quem goste de um licor na mistura ou até uma pimenta! Ui! Já vi até trocar a hortelã por manjericão ou alecrim (eu deixaria o alecrim de "molho" no suco de laranja, mastigar um pedaço dele não vai ser muito agradável). 

O principal é o equilíbrio. O abacaxi poderia ser substituído por morangos ou kiwis, fazendo a vez do azedinho. Framboesas poderiam entrar no final, com cuidado porque também são bem delicadas. Mirtilos dariam um colorido incrível ao conjunto! Carambolas fatiadas e estreladas também ficam lindas e gostosas, mas aí os pedaços seriam maiores, para não ficar tudo picadinho e aquela estrela gigante. E se você curte melão, vai em cubos também.

May 21, 2014

Mudanças e o suco verde

Quando as meninas da Dedo de Moça fizeram uma [dieta detox], láááá em 2011, eu pulei fora. Confesso que o principal motivo era que não ia passar os dias com sucos esquisitos, que levam ingredientes de salada.

Não mudei minha opinião. Continuo achando que a definição de dieta, aquela em que as pessoas eliminam grupos alimentares ou ingredientes, não é legal. Fora algumas coisas óbvias e deliciosas como batata frita, torresmo, brigadeiro, que a gente sabe que não são lá grande coisa nutricionalmente, acredito que a gente não deva se privar de nada. NADA mesmo. Eu como salsicha, e não me venha com o blábláblá, porque eu trabalhei em um frigorífico, sei como elas são feitas e como mesmo assim. Eu adoro batata frita, e a frita em banha de porco, duplamente peso na consciência, é uma das melhores lembranças que tenho de uma viagem. Eu como brigadeiro, paçoca, ovo de Páscoa, pão de queijo e o que mais tiver vontade.

Então não, eu não faria uma dieta com restrições de glúten, lácteos, carne vermelha por um tempo limitado acreditando que isso limparia meu organismo de qualquer outra substância ruim. Ok, se algum dia eu me descobrir celíaca, aí não tem jeito. É o fim do meu mundo, mas paciência. Não estou falando de doenças, estou falando que sou contra o "hoje acordei com vontade de seguir uma dieta assim e assado".

E eu até acho que as substâncias que meu próprio corpo iria produzir, ou deixar de produzir, graças ao bode federal pela restrição aos alimentos, seriam piores ainda. Eu quase tive diabetes gestacional, e foi o caos na Terra, terror do marido e distanciamento das amigas. Eu fiquei intragável, insuportável. Eu não me aguentava.

Maaaaas a vida muda a gente. E estou tentando incorporar o tal do suco-salada nos meus hábitos alimentares. Não acordei do dia pra noite assim. Não, foram dois anos com problemas de saúde e duas cirurgias que causaram a mudança. Eu cheguei a conclusão de que este tal suco, que leva couve, abacaxi, limão, hortelã e linhaça, se tomado pela manhã, garantiria algumas das minhas necessidades básicas de nutrientes diários. E que - claro que não dou ponto sem nó - garantir isso logo cedo, pela manhã, me libera da culpa de um hamburger ou hotdog no jantar. Tcharam! Viu como não tem nada de tão saudável assim? É só um plano!

Piadas a parte, com a rotina do Dani, da minha casa, dos meus trabalhos, eu cheguei a conclusão de que eu posso garantir um café da manhã tranquilo e equilibrado, mas que eu não consigo fazer o mesmo sobre as minhas outras refeições. E, por causa disso, comecei há uma semana a tomar o tal suco verde. Mas vamos ser práticas: eu fiz 7 porções e congelei para a semana.

COMO ASSIM? Eu congelando coisas? Eu que defendo os legumes frescos, que já dei mil explicações das moléculas de água explodindo com o congelamento e destruindo vitaminas, que já falei sobre a alteração do sabor? É, não dá pra fazer a gororoba todo dia. Não dá pra ter todos os ingredientes toda a semana. Então vai assim mesmo. E o sabor nem altera tanto assim, ufa.

Pode ser que meu próximo post seja a confissão do abandono do suco verde. Tomara que não. E digo já: tem tanta coisa ruim por aí que o meu suco salada até que nem é tão intragável assim.

May 20, 2014

Estamos de volta em novo endereço!

Fiquei pensando naquelas placas de estabelecimentos comerciais que mudam de endereço, para um número ali do lado.

Passada a raiva, alguns aprendizados novos em relação a blogs e afins, ajuda de amigos, aqui estamos de novo! Em novo endereço, mas bem parecido, né? Só ficou com um pouco mais de ziriguidum com a adição do .br.

Atualize por aí: www.cozinhandosempre.com.br

Mar 25, 2014

Viajando com o Dani

A gente sempre fica em busca de coisas para fazer com os filhos. O Dani ainda não curte teatros, muito menos cinema. Ele é uma criança cheia de energia, não fica parado e gosta de fazer coisas ao ar livre. Quem não gosta, né?

O maridón começou a falar de uma travessia de natação que seria no Club Med de Rio das Pedras. Por ter um grupo que iria nadar, os preços eram melhores e a oportunidade parecia imperdível!

Saímos de São Paulo na sexta, mais ou menos 1pm, logo depois do almoço do Dani. Ele tira uma soneca a tarde, e dormiu no carro por um tempo. Quando acordou, paramos em um posto para o lanchinho (que eu levei na mala). A estrada, lá no final, é meio chata, típica de serra. Mas chegamos super bem, logo antes das 7pm.

Para o primeiro dia, eu levei um jantar para ele, porque não sabia a que horas chegaríamos, como seria o jantar lá nem o que teria. Na véspera, empacotei um escondidinho de frango com purê de mandioquinha e espinafre. Tudo em um congelado só. Eu odeio congelados, vocês devem lembrar bem disso. Mas essa combinação é a prova de células d'água que explodem, não fica com uma consistência ruim como se tivesse purê de batata, e o frango também sofre menos alteração no sabor do que carne bovina. Sem contar que é um dos favoritos, daqueles rápidos e que vão em qualquer situação, em lugar diferente, com muita coisa para prestar atenção! Chegou lá ainda meio congelado, esquentei no microondas e pronto.

Aliás, aí foi minha primeira boa impressão do lugar: uma copa 24hrs com tudo (leite em pó, iogurtes, muitas frutas, papinhas prontas, cadeirão) para bebês. E que charme essa parede toda pintada, com flores e bichinhos por todos os cantos!

Chegando no quarto, havia um berço, piniquinho e redutor de assento, aquecedor de mamadeira e folhas de cardápio. Há a opção de escolher o almoço do bebê para o dia seguinte, bastava preencher o cardápio e entregá-lo na recepção até as 9am.

Eu acabei não fazendo isso porque a entrega da refeição era entre 11:30-12:00 no quarto, e não estava muito a fim de ficar presa lá bem no meio do dia. Mas achei legal pela variedade, opção de uma papinha mais batida, comidas mais sólidas, que abrangem diversas faixas etárias. Achei curiosa a ideia de polenta e me dei conta de que nunca ofereci uma polenta ao Dani! Vai pra ideias do que fazer no fim de semana!

Para a comida dos maiorzinhos, há uma outra opção: em um cantinho do refeitório, eles deixam uma refeição para crianças com cara de comida de casa: arroz branco, feijão sem bacon, macarrão, 2 tipos de proteína, legumes e purê de batata. As refeições são servidas a partir de 11am para almoço e 6pm para jantar. Achei muito bem feito, e o Dani gostou das comidinhas de lá!


A única falha que consigo listar é a falta de divulgação dessa comodidade toda. Não há informações no site, perguntamos à agência que coordenou toda a viagem sobre facilidades para crianças pequenas, mas só descobrimos que havia tanto um cardápio quanto um cantinho do bebê quando chegamos lá. E mesmo sobre o cantinho, quem me contou foi uma mãe que conheci na copa! Os pais com crianças pequenas podem entrar no refeitório às 11am ou às 6pm, mesmo com uma baita placa de fechado na porta. 

E como nem só de comida se faz uma viagem - apesar de eu sempre dizer que comer bem faz parte de pelo menos 60% das minhas viagens, o resto pode ser categorizado como passeios, turismo e cultura - vamos para outras qualidades de lá! Diferente de alguns lugares que já conheci, eles tem atividades com monitores para crianças a partir de 2 anos. O Dani, com 1 ano e 9 meses, poderia participar, porque a idade máxima deste grupo é 3 anos. O serviço é a parte e pago por dia. Como tínhamos só, na prática, 1 dia inteiro, acabei nem vendo como era. A gente passou o dia todo grudados mesmo! Mas achei interessante para uma estadia mais longa.


A praia é tranquila, pequena e nem preciso dizer que a fresca aqui virou milanesa brincando com o filho, né? Juro que este post não foi patrocinado! Mas foi uma experiência tão tranquila e curtida, que vale compartilhar!

Jan 17, 2014

Frango com laranja

Sempre que alguém me fala que cozinhar dá muito trabalho, minha resposta é a mesma: faltam 3 coisas na sua cozinha:

1. Você não tem os utensílios adequados;
2. Você precisa de um parceiro para lidar com a louça - seja o marido, esposa, namorad@, amig@, empregada ou máquina de lavar;
3. Você não tem uma boa companhia enquanto cozinha. Abre um vinho!

E, além disso, eu acredito que as pessoas mistificam a cozinha. Um território esquisito, com uma infinidade de opções, perigos e desafios. Já ouvi também de gente que não cozinha por falta de tempo. Pois eu truco. Não é falta de tempo, muitas vezes é falta de planejamento, de organização, de saber como dispor os ingredientes e utensílios da melhor forma. Falta fazer uma lista de compras, um cardápio, passar na feira ou no mercado.

Estava pensando nisso enquanto fazia o almoço do Dani (e meu) hoje de manhã. Deixei o arroz cozinhando, feijão na panela, brócolis no vapor e milho, mandioquinha e abobrinha cozinhando. Simples assim. Lava, descasca, pica, corta e pronto. Pra completar, um franguinho simples.

Tudo isso feito enquanto terminava minha xícara de café com leite, brincava com o Dani ali no chão da cozinha, colocava-o no colo quando ele ficava entediado, achava uma colher para ele bater... Pensei que qualquer um poderia preparar esta refeição com facilidade. Até mesmo o feijão, já falei como fazer feijão sem panela de pressão - que não é das tarefas mais rápidas, mas é possível. Dos itens preparados, acho que só o frango precisaria de algumas dicas, nem acho que é uma receita em si. Então lá vai:

Cortei 400g de peito de frango em cubos pequenos. Depois coloquei 1 colher de sopa de óleo de canola na panela até esquentar um pouco.

Adicionei os cubos de frango e deixei um pouco ali, enquanto espremia 2 laranjas. Quando o suco ficou pronto, dei uma misturada no frango, deixei dourar mais um pouquinho e adicionei 1 colher de chá de shoyu ao frango. Pode ser até o pacotinho do delivery de sushi que sobrou. Eu coloco bem pouquinho, por causa do Dani, mas você pode colocar um pouco a mais se quiser mais salgado. E vale lembrar que só comecei a colocar tiquinhos de shoyu e sal na comida dele depois que ele fez 1 anos e meio.

Depois foi 1 colher de chá de farinha de trigo, espalhando e misturando bem. Deixei cozinhar por uns 3 minutos e coloquei, bem aos poucos, o suco de laranja. Precisa ser aos poucos mesmo e misturando bem para que a farinha não empelote.

Pronto. Tampa a panela e espera ficar com uma cara bonita. Pode jogar uma salsinha picada, uma colher de mostarda. Poderia ter também uma colher de sopa de cebola picada e refogada, mas o Dani anda com uma certa implicância com a cebola. Deve ser genética, já que é um dos ingredientes que faz parte da minha lista de "só como se não percebo que está lá".

Antes do almoço, amasso com um garfo, no próprio prato dele, a abobrinha e a mandioquinha, fazendo um purê não tão bem misturado. O arroz 7 grãos faz um super sucesso, o milho foi beliscado com os dedinhos, assim como o brócolis. E esse pratão, que tinha quase 300g de comida, acabou!