Dec 12, 2013

Pão de Cebola

Há alguns meses, alguém lá pelo mundo das redes sociais compartilhou uma receita de pão de cebola. Não me lembro quem foi. Se você estiver lendo essa receita e ela for sua, me conta, por favor?

Pois o tempo passou e resgatei a tal receita. Achei que tinha farinha e alho demais, resolvi reduzir essas quantidades. Falava em fermento fresco... Oh, well! Eu tinha o seco biológico, e foi esse mesmo. Pensando bem, com tantas alterações assim, mesmo que o autor dessa receita leia este post, provavelmente nem vai reconhecê-la!

Vale dizer que não sou fã de cebola. COMO ASSIM?! Então por que raios a pessoa faz um pão de cebola?! Porque tenho um marido que gosta de cebola, uai! E também porque minha relação de ódio à cebola se restringe a sua forma crua e crocante. Mas claro que eu fiz uma versão bem levinha, e lá vai:

Pão de cebola

Para a massa:
1 pacote de fermento biolófico seco de 10g
1 colher de sopa de açúcar
1½ xícara de leite integral morno
2 colheres de sopa de manteiga derretida
1 colher de sopa de azeite
1 colher de chá de sal
1 colher de sopa de salsinha picada
½ cebola ralada
2 dentes de alho amassados
1 xícara de chá de farinha de trigo integral
3 xícaras de chá de farinha de trigo

Em um recipiente, misture o fermento em pó, açúcar e um pouco de leite morno para diluir tudo. Deixe ali descansando. Cuidado para não colocar em um pote muito pequeno, pois a mistura cresce.

Em um outro recipiente grande (onde vá caber todo o seu pão), coloque o restante do leite, manteiga, azeite, sal, salsinha, cebola e alho. Misture e adicione a farinha de trigo integral. Coloque também a mistura do fermento e vá, aos poucos, colocando a farinha de trigo. Misture bem com as mãos.

A massa não pode ficar ressecada, mas ela fica leeeeevemente grudentinha. Ela tem que formar uma bola só e não deixar massa grudenta entre os seus dedos. Se esse for o caso, polvilhe um pouco mais de farinha, misture e faça isso até a massa parar de grudar. Sove por uns 10 minutos.

Eu untei uma assadeira com azeite e dividi a massa em 12 bolinhas pequenas. Pesei as bolinhas, elas tinham em média 70g. Coloquei uma ao lado da outra e deixei descansando por 1 hora, até dobrar de tamanho. Hoje o dia não está muito quente (uns 20 ºC), o tempo para a massa crescer depende do calor, da umidade do ar e da felicidade da massa também, portanto, faça uma massa feliz. Brincadeira, mas eu tenho a teoria de que fazer pão em um dia ruim, não dá certo.

Leve para assar em forno pré-aquecido a 180 ºC por 20-25 minutos, até a massa ficar dourada.

Para finalizar:
2 colheres de sopa de manteiga derretida
½ colher de chá de sal
2 colheres de sopa de azeite

Misture todos os ingredientes e pincele sobre os pães. Ainda joguei uns flocos de sal Maldon (flor de sal em flocos), mas você poderia jogar sal grosso comum, alecrim ou nada mesmo. A receita original incluia um pouco de pasta de alho com a manteiga, mas achei que poderia ficar muito forte e não coloquei. Leve de volta ao forno até dourar, demora uns 5 minutos.

Dec 11, 2013

As papinhas: antes, durante e depois

Estou enrolando há tempos para escrever este post. Ele é comprido, detalhado - quase chato! Mas nesses útlimos dias, troquei mensagens com duas amigas que estão se aventurando pelo mundo das papinhas, me perguntaram suas dúvidas, o que fazer, o que misturar.

Eu vou colocar um disclaimer aqui: as sugestões dadas e papinhas feitas são uma combinação das recomendações do pediatra com as minhas impressões pessoais. Eu acredito que nós, pessoas grandes, adultas e responsáveis, temos os nossos dias de bode de certas comidas. Se até a gente faz da jaca a pantufa num dia de fast-food, por que o pequeno não pode comer uma comida bem molinha, quebrando regras de texturas e combinações, num dia ruim?

Não sei nem se lembro muito bem todos os passos, mas vou tentar. A primeira fruta que dei foi mamão. Não dei banana, por ser mais grudenta. Os bebês sabem fazer a sucção do peito ou da mamadeira, mas engolir é um processo completamente diferente para eles, por isso escolhi algo que fosse mais líquido. No primeiro mês, a fruta era somente um lanchinho, um extra, para começar a aprender a engolir. Quando digo que no começo era uma colherzinha, é verdade! Todo o resto ia para os lados, para a roupa, para o chão. Por um mês, ofereci mamão, pêra, maçã e banana, nessa ordem, uma fruta por semana, sem variações nem misturas.

Depois disso, com 6 meses, começamos as papinhas. Li algumas coisas americanas sobre oferecer só 1 ingrediente por vez, mas o pediatra do Dani não restringiu dessa forma. Começamos com uma tabela, que já publiquei antes. Coloquei aqui no blog receitas de algumas papinhas também. Não passei as papinhas pela peneira. No começo, usava aquela peneirinha do amassador de batatas, que tem furos maiores, ou então o mixer, que deixa pedaços. Liquidificador não funcionou aqui em casa, acho que ficava uma meleca só, e o pediatra não recomendava. Mais pra frente, acabei usando o amassador de batatas que vai pra panela, coloquei uma foto dele neste post aqui, ó

A gema chegou aos 7 meses, e aos 9, em março deste ano, comecei a dar algumas coisinhas separadas. As fotos não são das melhores, todas tiradas com meu telefone. Nunca tive tempo para fazer uma super produção, luz boa e etc. Era a correria, esquenta comida, coloca no prato, deixa a fruta preparada, muitas vezes tudo de uma vez com uma mão só.

Eu comecei a separar os ingredientes assim: comecei só com um. Se eu cozinhasse tudo junto, separava um pouco de batata, por exemplo, amassava e dava a batata em colheradas separadas. Fazia isso por algumas refeições. Na seguinte, separava a abóbora. Quando tudo foi cozido junto, a abóbora obviamente pegava o sabor dos outros ingredientes, mas ainda assim a textura é mantida.


Depois, comecei a separar dois ingredientes. Na foto acima e a esquerda, legumes, lentilha e frango foram cozidos juntos. Fiz um purê com os legumes e separei o frango. Para ficar mais fácil de engolir, o frango bem desfiadinho tem um pouco do purê dos legumes. Macarrão e arroz sempre foram cozidos a parte, então eram mais fáceis de serem separados, mas ficavam meio sem graça. Ao lado, a cenoura (cortada em cubos pequenos, do tamanho de ervilhas) foi separada depois de cozida. Também tem cubinhos de pão, que sempre fizeram sucesso.

Aos 10 meses começamos com clara e peixe, e investi em separar mais ingredientes. Essas fotos foram todas tiradas entre abril e junho de 2013.


A primeira foto tem uma mistureba bem lisinha com ovo mexido a parte, logo que a clara foi liberada. No começo, eu picava o ovo (já cozido) muito bem. Há uns meses, eu faço o ovo e coloco em um potinho separado, daquele jeito que sai da panela mesmo. Ele se diverte comendo sozinho, com as mãos. Recentemente começou a se aventurar com o garfo, a colocar a comida na mesa, colocar de volta no pote, picar e amassar.

Nas outras fotos seguintes, tenho todos os ingredientes separados e amassados. Às vezes, uma cenoura, pão ou beterraba picados. Também fazia misturinhas de ingredientes dois a dois, até porque nem a gente come arroz separado do feijão, né?


Teoricamente, com 1 ano, muitos médicos dizem que a criança pode começar a se alimentar como nós e comer a nossa comida, respeitando os horários das refeições de bebês. Mas eu demorei mais. Tentava um ingrediente separado, uma coisa nossa. Em uma semana, ia super bem! Na seguinte, tudo pra fora. Alguns pratos de gente grande foram um sucesso de cara, como panqueca de ricota com espinafre e o macarrão, mas carne e frango não iam. Nunca-nunca-nunca. Tentei colocar com caldinho de feijão, misturar com um purê, refogar, moer e nada.

Exatamente no dia em que o Dani completou 18 meses, as comidas foram. Todas! Carnes desfiadas, moídas e picadinhas. Assim, fácil, fácil. Alguns dias depois, comecei a montar os seus pratos sem cozinhar nada extra: quibe de ricota amassadinho, arroz 7 grãos com feijão e brócolis. Não sei se ele gostou da comida da empregada nova. Não sei se os dentes pararam de incomodar. Não sei se ele, simplesmente, estava pronto para isso. Mas foi simples assim.


Hoje tivemos arroz integral, feijão, brócolis e carne de panela cozida com batata e cenoura. É claro que os dias de comida molinha não se foram por completo. Quem já passou por uma virose sabe como a criança não consegue comer, e vou apelar para minha infalível combinação de mandioquinha, berinjela, espinafre e frango, sem feijão nem lentilha, tudo amassadinho. Mas por enquanto, vamos com comida de gente grande! Bem amassadinha, para gente pequena.

Dec 9, 2013

Pudim!

Pra mim, pudim é sem furinho. Gosto dos densos, daqueles que grudam na colher.

Resolvi testar um pudim diferente. Trouxe do Chile uma latinha de Leche Evaporada para algum dia fazer um suspiro limeño. A base dele lembra um creme de confeiteiro com leite condensado, e por cima vai um merengue finalizado com canela. Confesso que bateu uma preguiça master de fazer o merengue. Onde já se viu ser tão cara-de-pau assim, mas é verdade. Merengue bom-bom-bom dá muito trabalho. E fazer merengue-merreca não ia rolar.

O tempo passou e meu (ou é minha?) Leche Evaporada chegou perto do vencimento. Resolvi testar a minha tradicional e infalível receita de pudim, substituindo a lata de leite pelo Leche. Honestamente, não sei bem o que é esse ingrediente, mas pelo que li na embalagem, é leite integral com um regulador de acidez e espessante. Tem uma carinha do soro do creme de leite brasileiro, mas não é tão gorduroso. Simples assim.

Pois o pudim ficou incrível! Ficou menos doce do que o tradicional e um pouco mais denso, mas não tão pesado quanto o pudim com creme de leite (testei uma vez e não curti). Resolvi deixar o pudim mais metido e coloquei um pouco de baunilha de verdade, os pontinhos da fava. Difícil ficar ruim, né?

A receita original segue abaixo. E pra quem estiver viajando e quiser fazer um contrabando de Leche Evaporada, basta subsituir o leite integral por 1 latinha. Super recomendo!


Pudim

1 lata de leite condensado
1 lata de leite
2 ovos
1/3 de fava de baunilha

Calda
1 xícara de açúcar
1/2 xícara de água

Coloque o açúcar na forma de pudim e jogue delicadamente a água por cima. É importante que a água forme uma camada sobre o açúcar. Se, em algum ponto, o açúcar ficar na superfície, em contato com as laterais, a calda vai cristalizar. Cozinhe em cima do fogo no fogão até ficar dourado e desligue o fogo. Cuidado! A calda está lá, toda pálida, e de repente ela fica dourada. Cuidado também com queimaduras, é uma das piores que existem na cozinha.

Com um pegador ou panos, segure a forma e vá girando, espalhando a calda e cobrindo toda a parte interna da forma. A forma esfria e a calda endurece. Não esqueça o "furo", no meio da forma! Use uma colher para cobrir sua superfície e deixe esfriar.

Misture todos os ingredientes do pudim - leite condensado, leite, ovos e baunilha - em um recipiente. Se quiser um pudim menos metido, use uma tampinha de essência de baunilha. Eu uso um fouet para misturar tudo, mas pode bater no liquidificador também.

Despeje o líquido sobre a forma e leve para assar em banho-maria, em forno pré-aquecido a 180ºC por 40-60 minutos.

Quando o pudim amornar, coloque-o na geladeira por pelo menos 2 horas.