May 31, 2013

É pique!

Será que tem alguma mãe que não fica hip-hip-hip-hurra com o aniversário de um ano do filho? Que não tem um marido que a ache exagerada, maluca, fazendo uma festa desproporcional? Que as amigas sem filho acham completamente desmiolada, que não sabe falar de outra coisa, mas em alguns anos vão fazer a mesma coisa? Alguns pensamentos tem passado há um tempão pela minha cabeça.

- Não quero festinha-casamento. Daquelas super duper master produções. Vou ter flores da feira e decoração feita em casa. Já viram as fotos do Intagram? Passei 3 horas na 25 de março - ui! - num sábado - credo! - e comprei um monte de coisa. Ah, eu curto até o perrengue.



- Pensei em fazer no salão do prédio, mas desisti. Não queria o sobe e desce de coisa, o salão passou por uma reforma e não está pronto, então eu teria que alugar os móvei$. Eu tinha alguns limites pra não deixar essa festa com a tal cara de casamento, e o financeiro é um deles. Acho que começa a ficar meio sem sentido sair alugando mesa e cadeira para um aniversariante que nem se senta a mesa. Então vai ser em casa, pessoas se espalhando pela sala, pela cozinha, todo mundo bem juntinho.

- Vou transformar minha casa. Fiz uma cortina de 3.4m de fitas penduradas. Tenho uma lista quase infinita de coisas que quero pendurar, e nem sei bem como. Festeiras de plantão, aceito todas as dicas, porque ninguém vai querer aquele enfeite caindo na cabeça no meio da festa. Apesar de que isso renderia uma ótima foto.

- Não vou fazer toda a comida. "OOOOOOOHHHH! Como assim?" É o que todos me perguntam. Simples: isso iria me consumir muito, eu ia passar 3 dias na cozinha querendo fazer de tudo e pra tudo, ia ficar noiada com o que estivesse médio, não ia nem sentir o gosto do que eu fiz e provavelmente estaria descabelada 5min antes das pessoas chegarem. Peguei uma amiga aqui, uma conhecida ali, e todas as comidinhas serão caprichadas, mas terceirizadas, e vou montar só um sanduichinho ou outro belisco fácil.

- Nem tinha pensado sobre o assunto quando alguém comentou, na vibe pós Kinder-Ovo pra menino e pra menina: "Que legal, não vai ser com cores de menino!". Ah, gente, a Páscoa foi-se há meses e ainda se fala no assunto (o texto da Rosely Sayão desta semana ainda falava sobre esse tema). Não estou falando que não há motivo para que as pessoas questionem os rótulos e incentivem seus filhos a usarem rosa e azul. Mas deveríamos fazer isso com leveza, não é um big deal se meu filho tem escova de dente rosa! Eu tinha helicóptero, adoraaaaava montar pistas de carrinhos, aprendi com meu tio pequenas coisas para consertar a casa (trocar uma tomada, fazer furo de furadeira, instalar máquina de lavar), tudo "coisa de menino". E daí? E de onde veio a inspiração das cores? De um dos brinquedos favoritos dele. Um dia ele estava brincando, encaixando peças e montou essa combinação de 4 cores. Simples assim, sem machismo nem feminismo.

- UM ANO. Dizem que ele passa mais rápido do que os 9 meses de barriga. Eu diria que ele passou mais rápido do que os meus 4 meses de enjôos. E - lá vem clichê, minha gente! - tanta, tanta, tanta, tanta, tanta coisa aconteceu. A primeira risada, o primeiro mãmã, as primeiras engatinhadas, a primeira papinha, os primeiros passos. Vai me dizer que não é motivo suficiente pra muita comemoração?

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