Mar 9, 2013

Papinha com rúcula

Hoje uma amiga me falou que copia as receitas de papinha do blog, cola em um arquivo e deixa guardado para o futuro, quando o filho, que hoje tem 3 meses, começar a comer. Achei tão legal! Me inspirou a escrever mais um pouco sobre esse infindável assunto que são as papinhas.

Alguns progressos dos 9 meses: o Dani vai começar a experimentar comidas não misturadas. Por exemplo, hoje fiz uma papinha que tinha abóbora. Cozinhei um pedacinho a parte, em água, amassei no garfo e ofereci um pouco antes da papinha. Também catei alguns grãos de feijão cozidos, amassei e coloquei na boca dele. As casquinhas não são muito apreciadas ainda, então entreguei uma casquinha a ele, para entender a textura, ficar amassando, colocar e tirar da boca... Desapego, depois a gente limpa a sujeira! Olha aí mais uma vantagem de ter um cachorro.
 
Aos poucos, a mistureba de carne, legumes, tubérculos, macarrão, cereais e hortaliças vai se transformar em pequenas quantidades de purê, todos separados, amassados com um garfo, em um prato. Engraçado como parece que quando a gente se acostuma com a nova fase, ela muda. Entrei na rotina das papinhas, das quantidades, dos ingredientes, e puft, fui pra próxima fase do videogame. Lá vou eu refazer a lista da feira.

Também posso oferecer algumas comidas da casa, como purê de batata (desde que não tenha derivados de leite, que são liberados a partir de 1 ano), um espinafre refogado, um brócolis no vapor, uma couve refogada bem picadinha. O que acho que vai acabar acontecendo é que vou coincidir os cardápios da casa muito mais com as papinhas dele. Hoje combino ingredientes e listas de compras, mas não como as mesmas coisas nos mesmo dias.

Já cozinho com pouco sal, então fazer um purê de mandioquinha para nosso almoço e deixar uma porção para a refeição do Dani não vai ser difícil. Basta planejamento, lembrar de colocar um pouco a parte antes de adicionar o requeijão, sal e pimenta. E assim vale pra tudo.

Ele pode começar a experimentar todos os vegetais, sem restrição. Um molho de tomate caseiro - aqui em casa não entra o vidrinho pronto de jeito nenhum - com um cabelinho de anjo mole picado já pode ser provado. Olha aí a valiosa dica do meu molho de tomate sendo útil também: sabe aquela história de adicionar açúcar para tirar a acidez? Não, não, não! Eu adiciono sempre um pedaço pequeno de cenoura ralada bem fininha. Assim, além de não ficar com um molho doce, não vou dar açúcar ao pequeno.

Em alguns dias, uma carne ou frango moído refogado, com um nadinha de cebola, azeite e sal, vai ser provado também. E ele mastiga isso? Siiiiim! Incrível, né? Bom, se você nunca levou uma bela mordida de gengiva de bebê, vou te contar que acredito sim que ele consegue triturar o que quiser.

E a papinha? Fiz a receita abaixo há 2 dias, uma bela mistureba, com um pouco da rúcula italiana. Ela tem as folhas mais rasgadinhas e é menos amarga. Como ele não fez cara feia, testei a rúcula hoje de novo, mas com outros ingredientes. Aprovada!


Rúcula 1
Coloque na panela:
5 cenouras descascadas e picadas (elas estavam bem magras e pequenas)
1 abobrinha picada
1 xic de chá de rúcula (não precisa amassar a rúcula para medir, pode deixar bem fofinho)
1/2 maço de brócolis ninja
1/4 xic de lentilha
200g de carne
Água para cobrir e salsinha

Quando a água secar, adicione 100g de macarrão cozido.
Retire a carne. Amasse tudo e adicione o azeite na hora de servir.

Rúcula 2
Coloque na panela:
500g de abóbora descascada e cortada em cubos
1 xic de chá de rúcula
1/2 maço de brócolis ninja
1/2 xíc de feijão pré-cozido em água
3 beterrabas descascadas e raladas
200g de frango
1 pedaço de uns 5cm de cebolinha
Água para cobrir

Quando a água secar, retire o frango e a cebolinha. Amasse tudo e adicione o azeite na hora de servir.

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