Mar 19, 2013

De papinhas para comidas

As pessoas dizem que para mim é fácil fazer papinhas. Eu adoro cozinhar, passar tempo no fogão, sei combinações que funcionam melhor. Até concordo, mas acho que cozinhar é realmente um sofrimento quando não se tem uma cozinha bem equipada.

Isso não quer dizer rios de dinheiro, investimentos, utensílios caros e Le Creusets pra lá e pra cá. Para as papinhas, um bom ralador, uma faca afiada, um amassador simples de batatas e uma panela resolvem os problemas. Ralar uma beterraba em um ralador cego é uma tortura pra qualquer um.

Mas ainda assim, pessoas que gostam de cozinhar também tem os seus dog days. Tudo é questão de perspectiva, né? Tem aquele dia em que a gente colocar todo o amor do mundo e não, o gosto não agrada. Tem dias que a gente faz uma papinha não tão inspirada e ele devora 280g. Vai entender.

Eu acho que a transição das papinhas para a comida de gente grande é a fase mais complicada e trabalhosa. O bebê tem que começar a acostumar com diferentes consistências e sabores separados, e fica aquela tensão para ele não recusar um verdinho ou uma verdura.

Tentei há dois dias fazer uma papinha que era assim:

A primeira couve-flor

4 mandioquinhas
1 brócolis pequeno
1 couve flor pequena
1/2 xícara de grão de bico pré cozido
200g de frango
um talo de cebolinha

Cozinhei tudo junto, com água até cobrir, por 1h30. Em vez de amassar tudo com o amassador de batatas, eu separei as porções com todos os pedaços inteiros. Também desfiei um pouco do frango.

Quando virei em um prato, coloquei a colher de chá de azeite e amassei com um garfo, mas sem misturar tudo. Assim, tinham partes com mais brócolis, outras com mais couve-flor, mas o sabor ainda estava meio misturado porque tudo foi cozido junto.


Pra se ter ideia, no pote azul da última foto tem 15g de frango e ele só experimentou alguns fios. Ele não achou ruim, mas está aprendendo a mastigar. Quando eu colocava na boca dele, colocava um pouco pra mim também e mastigava na frente dele, porque crianças da idade dele já conseguem aprender assistindo os adultos. Há dois pratos porque 250g não cabiam em 1 pratinho só para amassar direito, sem misturar tudo.

E tudo ia bem, quando ele engasgou. Não sei se foi com alguma casquinha, algum pedaço ou se simplesmente algo foi pro lugar errado. E aí, toda a comida que tinha ido, voltou. Tudinho, ali no chão.

Não quis forçar, então nesse dia o almoço do Dani acabou sendo uma mamadeira com mamão e banana. No jantar, dei uma bela amassada na papinha toda, misturei tudo, sem fazer novas experiências, sem frango desfiado, sem casquinha de grão de bico, e ele comeu super bem.

Hoje é dia de papinha nova e lá vou eu tentar de novo. Essa tem os seguintes ingredientes:

A primeira batata doce

2 abobrinhas
3 batatas doces
3 folhas de couve bem picadas
Algumas colheres de macarrão cozido e picado
200g de carne
Salsinha

Cozinhei tudo junto, de novo, com água até cobrir, até que ela secasse. Montei as porções, colocando 1 gema cozida na porção que ele vai almoçar hoje. Cozinhei o macarrão a parte, piquei bem e coloquei uma colher de sopa em cada porção.

Para fazer essa transição, a couve é picada bem fininho, como salsinha, e não se tritura no mixer. Dá um trabalho, mas ele parece não reclamar. Hoje não desfiei a carne, decidi fazer uma coisa por vez.


Na hora de servir, eu coloco um pote dos potes de vidro em banho-maria. O pote verde é o almoço dele de hoje, por isso não vai ser requentado. Depois de quente, coloco 1 colher de chá de azeite, passo para um prato (ou dois!) e amasso com um garfo. Vamos ver se dou mais sorte desta vez.

1 comment:

Carol do Val said...

Tadinho!!! rssss
Batata doce é uma delícia, ele vai adorar!!!
Beijos!