Feb 18, 2013

Viajando com um bebê

Há algum tempo, escrevi um post para o [Inquietos blog] sobre minha experiência em viajar com o Milo dos EUA para o Brasil. Para ler o post, [clique aqui]. De tempos em tempos, recebo emails de outros donos de bichanos com dúvidas, ideias e sempre penso como foi legal ter escrito e compartilhado isso com outras pessoas. Tenho certeza de que se hoje alguém me perguntasse, eu não lembraria com tantos detalhes como foi tudo.

E pensando nisso, resolvi compartilhar a minha viagem com um bebê de 8 meses. O que isso tem a ver com comida? Fora as papinhas que fiz, como faço aqui, a cada dois dias, nada. Peguei dicas de duas amigas viajadas, mas não tenho muitas amigas com filhos, então várias coisas foram naquele feeling - e imagina, né? Feeling de mãe quer dizer excesso de bagagem!

Vamos lá, bebês tem passaporte! Ele é válido por 1 ano e, diferentemente dos passaportes de pessoas com mais de 3 anos, você tem que levar a foto 5x7. Poucas pessoas se atentam para esse detalhe, e claro que tem um tio com uma máquina ali ao lado. Mas você consegue imaginar a tarefa de tirar uma foto do seu filho na cabine às pressas?

Fomos para Santiago, no Chile, passar 12 dias em casas de amigos chilenos. Pensamos em passar menos tempo, mas a sugestão foi de uma das pessoas que nos hospedou: em uma viagem mais longa, teríamos tempo para a adaptação do Dani e para curtir depois. Eu me sentia mais segura indo para um lugar onde tínhamos amigos locais, com vidas e hábitos parecidos com os meus do que se eu estivesse indo para a Bahia, onde não conheço nada nem ninguém, mesmo estando no meu país. É nóia minha (e mãe tem muita nóia), mas lá eu sabia que haveria uma boa indicação de pediatras e hospitais caso necessário.


A comodidade de ficar na casa de alguém também ajudou muito a manter alguns hábitos dele, como as papinhas que eu faço. Aí surgiu uma dica de uma amiga: acostume seu filho a comer a papinha pronta, dando uma vez a cada 1-2 semanas. Pois é, essa dica só veio quando eu já estava lá. Então no primeiro dia, o almoço do Dani foi uma mamadeira e uma banana, sentados no saguão do aeroporto, porque ele não queria a papinha pronta de jeito nenhum.

Algumas dicas para o avião também foram legais, mas acabei não testando todas porque o Dani hibernou. Me falaram para levar, além da papinha pronta e seus apetrechos (babador, colher e um saquinho para colocar tudo sujo depois), mamadeiras com leite em pó, e qualquer aeromoça te ajuda a misturar um pouco de água de chá e um pouco de água fria... E também a esquentar um pouquinho mais o leite que ficou frio. Também levei umas 4 chupetas, tem a que voa, a que cai, a que some, enfim, e elas ajudam muito a equalizar a pressão nos ouvidos. Levei, mas não usei, 2 roupas extras para mim e para o maridão, em caso de vômito. Eu tinha, na mala de mão, uma toalha pequena de rosto, lenços umedecidos e lenços comuns, 3 mudas de roupa do Dani (não só para acidentes, mas caso a mala dele fosse passear por algum lugar) e fralda, mas acho que esse item ninguém iria esquecer. Também levei uma farmacinha - feita a partir de uma lista passada pelo pediatra - com Tylenol, Dramin e alguns outros remédios básicos. Os dois foram muito úteis na volta, pois nós dois pegamos uma virose por lá.

Mas a dica MAIS preciosa da viagem foi "Leve o leite em pó", já que a marca que o Dani toma (Enfamil) não é vendida no Chile. O ar mais seco fazia com que ele sentisse mais sede, e principalmente nos primeiros dias, se ele estivesse de bode, cansado, num lugar diferente, tomava uma mamadeira a mais mas não tomava água nem suco. Com o cansaço, eles podem ficar com preguiça de comer, mas uma mamadeira é mais fácil e bem aceita. Não seria nada legal ficar aflita porque o filho pulou uma refeição, pensando se ele está com fome e etc.

E aí teve um outro fator: a virose. E por 3 dias, o Dani não quis saber de comida. Nem de muita coisa qualquer, mas a gente fazia a mamadeira em intervalos de 3 em 3 horas e oferecia. Imagina ficar fazendo continha se a quantidade vai ser suficiente ou não?

E tiveram todas as coisas deliciosas: as frutas super doces e gostosas chilenas, passear por lugares diferentes, fazer papinhas com legumes gostosos, interagir com crianças de idades tão parecidas com a dele... Confesso: bateu aquela agonia na véspera da viagem, a ansiedade, o "será que esqueci algo?", a dúvida se deveríamos ter ido sozinhos, se a viagem deveria ser mais curta. Mas não, foi ótimo e recomendo.

2 comments:

Carol do Val said...

E o Milo??? Foi junto ou ficou por aqui??? Beijosssss!!!

π said...

Ele ficou, Carol! Levar um bebê não exige documentos de importação e exportação de animais ;) bj!