Nov 10, 2012

Nhoque sem sujeira

Adoro comer nhoque, mas detesto aquela coisa da farinha na bancada, ficar enrolando as minhoquinhas, cortá-las e depois colocar em água para cozinhar, trocar a água porque ficou cheia de farinha... Ai, preguiça só de pensar.

Se você se mexeu na cadeira só de ler essa meleca, seus problemas acabaram. Sabe aquele saco de confeiteiro para decorar bolos, fazer suspiros e massa de bombas de chocolate? Pois é, aquilo resolve a farinhada na bancada! E o melhor: a água de cozimento não fica grudenta, porque não há farinha nenhuma para fazer as minhocas. E quer saber mais uma vantagem? Quanto menos farinha, mais molinho fica o nhoque!

A única meleca que sobrou é lavar o saco de confeiteiro. É meio anti-meio-ambiente, eu sei, mas usei um saco de plástico descartável. Comprei nos EUA esse que é um saco de confeiteiro de verdade, não sei se é fácil de encontrar por aqui, mas acho que qualquer saco plástico mais firme serve. Vamos lá, gente, meu tempo é curto entre mamadas e sonecas!

Amarrei um barbante nas alças da panela, super-super esticado, e aí é só apertar o nhoque no saco e "cortar" no barbante, sobre água fervendo com sal. Assim que flutuar, tiro com uma escumadeira, escorrendo o excesso de água, e vai pro refratário. A única coisa é que a cada bolinha é necessário mudar o ponto de corte do barbante, se não todas caem no mesmo lugar da panela e podem ficar meio grudadas. A panela tem que estar bem cheia de água, se não ela espirra.


As laterais não ficam tão perfeitas como quando o nhoque é cortado com a faca, mas eu não me importo com esse ar mais rústico. Enquanto eu fazia os nhoques, deixei ali ao lado uma cebola refogando, um dente de alho, adicionei tomate, um pedacinho de cenoura ralada (meu segredo para um molho não ácido e sem adição de açúcar!), e depois tudo foi pro liquidificador, porque molho muito pedaçudo não é comigo. Falta só colocar o molho por cima, um queijinho ralado e vai forno pra gratinar.

E a receita do nhoque? Eu acho essa [receita da Dedo de Moça] infalível! Fiz o dobro da receita ontem para o jantar, e vai virar almoço de hoje também. Só que desta vez, com molho 4 queijos.

Nov 7, 2012

Feira Escandinava

Depois que o Dani nasceu, criei a expressão "mãe evoluída". São aquelas mães que levam os filhos pra cima e pra baixo, saem pra qualquer canto, viajam, desbravam tudo com um pequeno a tira-colo. Aquelas nova-iorquinas que andam quarteirões sob neve com seus filhos. As mães que voam de avião com bebês pequenos. Enfim, pegou a ideia, né?

Confesso, não sou assim. Frequento a casa de amigas para almoços, recebo amigos em casa e até cozinho, mas tento sempre fazer de uma forma que não perturbe o sono e a mamada do filhote. Nóia? Primeiro filho? Pode ser tudo junto, mas é do jeito que sou. Pode ter a ver ou não, mas o Dani tem 5 meses, noites inteiras de sono, é um bebê super calmo e paciente.

E hoje era dia de Feira Escandinava, lá no Clube Pinheiros. Depois de conviver com vários amigos nórdicos, fazer uma viagem pela Escandinávia e amar os produtos deles, eu precisava ir. Mas e o caos? E a muvuca? Uma amiga minha me convidou para ir antes da feira abrir ao público, e lá fomos nós, de carrinho, mala, chupeta e cuia.

Pode ser que eu estivesse usando um filtro "mãe de primeira viagem", mas achei uma loucura. O filtro até se dilui, pois ouvi diversas vezes frases como "um bebê aqui!", "nossa, que coragem"... Dani não estava nem aí, ficou observando tudo, enquanto velhinhos se estapeavam pelo kaviar em tubo de pasta de dente, senhoras pegavam 30 (sim, 30! eu estava ao lado do caixa quando contaram) queijos de pasta de dente, pessoas corriam com latas de biscoitos e queijo marrom... Será tão impossível assim achar esses produtos nos outros 363 dias do ano?

Se não fosse por uma voluntária muito fofa, eu teria saído de lá com o compartimento embaixo do carrinho vazio. Mas uma boa alma me ajudou e pegou dois chocolates para mim. O stand da Lego e da Bodum eram impossíveis de se aproximar, então fica pro ano que vem. Mas babei ao ver os produtos de longe.

E o saldo? Positivo. Em dia de repeteco do Yes, we can (viva!!), foi uma experiência boa. E ano que vem? Se me convidarem, vou com certeza! Mas com a emoção de hoje, ainda estou em dúvida se levo o Dani para pegar fila preferencial ou se chego cedo e enfrento a fila que atravessa o quarteirão.

Nov 1, 2012

Attimo

Já faz mais de 2 meses, mas queria escrever mesmo assim. Pela primeira vez, saímos de casa só eu e maridão desde que o pequenino nasceu. Para alguns isso é besteira, eu sei. Por que é tão difícil assim? Não faz muito sentido sair de casa sozinhos ser um big deal. Bom, para mim era.

A escolha do lugar foi difícil! Com a proibição dos meus sushis semanais, a diabetes gestacional no final da gravidez, a dificuldade de locomoção, azias, enjôos no início, fiquei mais caseira e saía menos. A lista de lugares para conhecer só cresceu naqueles 9 meses!

O lugar escolhido foi o Attimo, do chef Rueda. A ideia dele é muito interessante, junta o conhecimento de massas com a comida de vovó do interior: ítalo-caipira. Simpático, né?

O couvert é delicioso, nada de pão com algumas coisinhas, patês e manteiga, esse é de respeito, com tomates defumados, torresmo e pães maravilhosos. A entrada de ovo caipira, aspargos e espuma de Grana Padano é fantástica. Eu que não sou muito fã de cogumelos, escondidinhos ali embaixo, devorei. Acho que eu poderia ficar falando aqui dos pratos por mais uns 3 parágrafos, mas não precisa, né? Basta dar um Google e há diversas reviews interessantes, detalhadas e com fotos lindas.

A maior surpresa para mim foi o contraste dos pratos com as sobremesas. Uma leveza surreal, combinação de texturas perfeita que me deixou com vontade de pedir um segundo doce! Tudo bem, me conformei em devorar quase metade da sobremesa do marido. Mas da próxima vez, vou guardar um espacinho a mais no compartimento das sobremesas.

Este post está meio romântico, né? Fui levada pela emoção de sair para comemorar? Talvez. Achei até difícil escrever sobre este restaurante, só indo mesmo. E fica a dica: é um lugar perfeito para levar os gringos que cansaram das churrascarias e feijoadas.