Dec 13, 2012

Papinhas!

E é claro que eu estava doida esperando por este momento: descobrir os gostos e o paladar do filhote, ver as caras feias das primeiras colheradas e cozinhar para ele!

O pediatra me explicou dos 5 grupos de ingredientes, sendo um deles uma proteína animal (frango ou carne) e que nas duas primeiras semanas os grãos ainda não fazem parte. A importância do azeite e de não bater a papinha no liquidificador. Também disse que papinhas prontas são práticas para a correria, mas para evitá-las principalmente no começo pela dificuldade de reproduzir o sabor e a consistência delas depois.

O mix de cozinheira + engenheira traz planilhas de papinhas, combinações e pesos de quanto ele come, tudo anotado em um caderninho. Por enquanto, a papinha é oferecida somente no almoço, jantar só mês que vem. Começou com 40g e hoje, pouco mais de uma semana depois, está em 85g. Fiz as seguintes combinações e estou testando tudo: a quantidade de ingredientes, tempo de cozimento, método da "amassada" e reações do Dani.


Contra todas as expectativas, ele gosta mais de papinhas pedaçudas. A primeira papinha foi passada em uma peneira - que sufoco! - e hoje uso um amassador de batatas (esse da foto abaixo). Tenho certa dificuldade em passar folhas de couve, então essas eu acabo batendo no mixer com um pouquinho da papinha. Com essa novidade toda, o intestino dele ficou um pouco preguiçoso, então estou investindo nos ingredientes ricos em fibra.



Como dá para ver, tenho a opção de não cozinhar todos os dia e criei duas semanas para alternar. Faço o dobro, deixo na geladeira e requento no dia seguinte. Tento da melhor forma usar os ingredientes nas nossas refeições também, porque o pequeno não vai dar conta de um maço de couve sozinho!

A experiência tem sido muito divertida. Tentei usar uma panela de vidro, numa vibe mais natureba, mas voltei para o aço inox. Acho que a panela que comprei tem o fundo muito fino, os tubérculos grudam, mesmo com água, e queimam. E nem com gostinho de queimadinho o guloso deixou de comer, esse puxou à mãe.

Sempre tento colocar um ingrediente mais docinho, como beterraba, mandioquinha ou abóbora. Isso porque a referência anterior de sabores dele eram as frutinhas, que começaram há um mês. Exclui alguns ingredientes da lista que nunca fizeram parte da nossa alimentação aqui de casa, como acelga e inhame. No grupo da beterraba e batata também estão o arroz e o macarrão, mas exclui estes dois por achar que tem um menor valor nutricional.

E claro, sempre que sobra papinha, vira sopa ou purê de acompanhamento do meu jantar! Basta colocar sal, um pouco de leite no caso da sopa, esquentar e pronto! Ah, e as colheradas de papinha voadoras são devidamente devoradas e limpas pelo Milo.

Nov 10, 2012

Nhoque sem sujeira

Adoro comer nhoque, mas detesto aquela coisa da farinha na bancada, ficar enrolando as minhoquinhas, cortá-las e depois colocar em água para cozinhar, trocar a água porque ficou cheia de farinha... Ai, preguiça só de pensar.

Se você se mexeu na cadeira só de ler essa meleca, seus problemas acabaram. Sabe aquele saco de confeiteiro para decorar bolos, fazer suspiros e massa de bombas de chocolate? Pois é, aquilo resolve a farinhada na bancada! E o melhor: a água de cozimento não fica grudenta, porque não há farinha nenhuma para fazer as minhocas. E quer saber mais uma vantagem? Quanto menos farinha, mais molinho fica o nhoque!

A única meleca que sobrou é lavar o saco de confeiteiro. É meio anti-meio-ambiente, eu sei, mas usei um saco de plástico descartável. Comprei nos EUA esse que é um saco de confeiteiro de verdade, não sei se é fácil de encontrar por aqui, mas acho que qualquer saco plástico mais firme serve. Vamos lá, gente, meu tempo é curto entre mamadas e sonecas!

Amarrei um barbante nas alças da panela, super-super esticado, e aí é só apertar o nhoque no saco e "cortar" no barbante, sobre água fervendo com sal. Assim que flutuar, tiro com uma escumadeira, escorrendo o excesso de água, e vai pro refratário. A única coisa é que a cada bolinha é necessário mudar o ponto de corte do barbante, se não todas caem no mesmo lugar da panela e podem ficar meio grudadas. A panela tem que estar bem cheia de água, se não ela espirra.


As laterais não ficam tão perfeitas como quando o nhoque é cortado com a faca, mas eu não me importo com esse ar mais rústico. Enquanto eu fazia os nhoques, deixei ali ao lado uma cebola refogando, um dente de alho, adicionei tomate, um pedacinho de cenoura ralada (meu segredo para um molho não ácido e sem adição de açúcar!), e depois tudo foi pro liquidificador, porque molho muito pedaçudo não é comigo. Falta só colocar o molho por cima, um queijinho ralado e vai forno pra gratinar.

E a receita do nhoque? Eu acho essa [receita da Dedo de Moça] infalível! Fiz o dobro da receita ontem para o jantar, e vai virar almoço de hoje também. Só que desta vez, com molho 4 queijos.

Nov 7, 2012

Feira Escandinava

Depois que o Dani nasceu, criei a expressão "mãe evoluída". São aquelas mães que levam os filhos pra cima e pra baixo, saem pra qualquer canto, viajam, desbravam tudo com um pequeno a tira-colo. Aquelas nova-iorquinas que andam quarteirões sob neve com seus filhos. As mães que voam de avião com bebês pequenos. Enfim, pegou a ideia, né?

Confesso, não sou assim. Frequento a casa de amigas para almoços, recebo amigos em casa e até cozinho, mas tento sempre fazer de uma forma que não perturbe o sono e a mamada do filhote. Nóia? Primeiro filho? Pode ser tudo junto, mas é do jeito que sou. Pode ter a ver ou não, mas o Dani tem 5 meses, noites inteiras de sono, é um bebê super calmo e paciente.

E hoje era dia de Feira Escandinava, lá no Clube Pinheiros. Depois de conviver com vários amigos nórdicos, fazer uma viagem pela Escandinávia e amar os produtos deles, eu precisava ir. Mas e o caos? E a muvuca? Uma amiga minha me convidou para ir antes da feira abrir ao público, e lá fomos nós, de carrinho, mala, chupeta e cuia.

Pode ser que eu estivesse usando um filtro "mãe de primeira viagem", mas achei uma loucura. O filtro até se dilui, pois ouvi diversas vezes frases como "um bebê aqui!", "nossa, que coragem"... Dani não estava nem aí, ficou observando tudo, enquanto velhinhos se estapeavam pelo kaviar em tubo de pasta de dente, senhoras pegavam 30 (sim, 30! eu estava ao lado do caixa quando contaram) queijos de pasta de dente, pessoas corriam com latas de biscoitos e queijo marrom... Será tão impossível assim achar esses produtos nos outros 363 dias do ano?

Se não fosse por uma voluntária muito fofa, eu teria saído de lá com o compartimento embaixo do carrinho vazio. Mas uma boa alma me ajudou e pegou dois chocolates para mim. O stand da Lego e da Bodum eram impossíveis de se aproximar, então fica pro ano que vem. Mas babei ao ver os produtos de longe.

E o saldo? Positivo. Em dia de repeteco do Yes, we can (viva!!), foi uma experiência boa. E ano que vem? Se me convidarem, vou com certeza! Mas com a emoção de hoje, ainda estou em dúvida se levo o Dani para pegar fila preferencial ou se chego cedo e enfrento a fila que atravessa o quarteirão.

Nov 1, 2012

Attimo

Já faz mais de 2 meses, mas queria escrever mesmo assim. Pela primeira vez, saímos de casa só eu e maridão desde que o pequenino nasceu. Para alguns isso é besteira, eu sei. Por que é tão difícil assim? Não faz muito sentido sair de casa sozinhos ser um big deal. Bom, para mim era.

A escolha do lugar foi difícil! Com a proibição dos meus sushis semanais, a diabetes gestacional no final da gravidez, a dificuldade de locomoção, azias, enjôos no início, fiquei mais caseira e saía menos. A lista de lugares para conhecer só cresceu naqueles 9 meses!

O lugar escolhido foi o Attimo, do chef Rueda. A ideia dele é muito interessante, junta o conhecimento de massas com a comida de vovó do interior: ítalo-caipira. Simpático, né?

O couvert é delicioso, nada de pão com algumas coisinhas, patês e manteiga, esse é de respeito, com tomates defumados, torresmo e pães maravilhosos. A entrada de ovo caipira, aspargos e espuma de Grana Padano é fantástica. Eu que não sou muito fã de cogumelos, escondidinhos ali embaixo, devorei. Acho que eu poderia ficar falando aqui dos pratos por mais uns 3 parágrafos, mas não precisa, né? Basta dar um Google e há diversas reviews interessantes, detalhadas e com fotos lindas.

A maior surpresa para mim foi o contraste dos pratos com as sobremesas. Uma leveza surreal, combinação de texturas perfeita que me deixou com vontade de pedir um segundo doce! Tudo bem, me conformei em devorar quase metade da sobremesa do marido. Mas da próxima vez, vou guardar um espacinho a mais no compartimento das sobremesas.

Este post está meio romântico, né? Fui levada pela emoção de sair para comemorar? Talvez. Achei até difícil escrever sobre este restaurante, só indo mesmo. E fica a dica: é um lugar perfeito para levar os gringos que cansaram das churrascarias e feijoadas.

Oct 24, 2012

Cozinha da Matilde

Em uma dessas coisas da vida, conheci a Letícia. Amiga querida, cozinheira de mão cheia, que conhece os ingredientes brasileiros como ninguém. Aliás, de verdade, não conheço nin-guém-nin-guém que saiba tanto dos nossos produtos como ela.

Um chá para acompanhar, uma bela cadeira para sentar, e já ficamos horas conversando sobre comidas, fogões, panelas e outros assuntos também - afinal, ainda temos o passado da engenharia e do direito em algum lugar ali. Se ficou com vontade, entre no Cozinha da Matilde e você vai entender bem do que estou falando.

Já fiz um Rôle Garfo & Foco pelo Centro com ela e a Gabi. Fomos ao CEASA Santa Rosa, Mercadão, num mix de comida e fotografia muito interessante. Na época, escrevi um post para o Dedo de Moça com algumas fotos deliciosas.

E voltando ao que interessa, Letícia foi viajar pelas suas terras e trouxe muita coisa boa na mala. Até agora não sei como nem onde ela conseguiu colocar tanta muamba. E assim, num sábado de chuva, ela abriu a casa dela para seus amigos.

Gente, que delícia. Matei os biscoitinhos de nata e as goiabinhas em uma tarde. Os figuinhos, então! Assaltava o pote com o dedo mesmo, lambuzando-me da calda da compota. Depois a gente lambe e seca na calça (eca). E descobri que nasci com um 'téquin que Goiás em mim ao comer a farinha de pequi e a paçoca (farinha com carne seca). Agora só falta algum dia eu provar do seu jiló.



Oct 19, 2012

Bolo Cookie

Sempre me imaginei uma daquelas mães que cozinha muito para os filhos. Já já virão as papinhas, depois os lanches de escola, e me vejo cozinhando aquele super café da manhã aos finais de semana com waffles e panquecas, fazendo bolos e recebendo os amiguinhos.

Mas nunca imaginei que um bolo seria o hit da tchurma da natação... Do marido! Há uns meses, ele participou de uma travessia. Dia ingrato, horas de busão, chuva, quase 4km nadando no mar. Eu fiz na véspera um bolinho, aquele bolo cookie, e ele levou para comerem depois da saída.

Pois não é que fez um sucesso? Domingo agora tem outra travessia e já encomendaram mais do meu bolinho. Dessa vez vou fazer duas assadeiras!

E percebi que, apesar de falar bastante dele, ter feito a versão com mini M&M's que apelidei de bolo aquarela, a receita não está publicada neste blog.

Só um detalhe: eu não coloco a cobertura no "bolo travessia" porque ficaria uma melequeira para se comer com a mão. Neste caso, coloco na massa 200g de chocolate picado a mais.


Massa:
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 colher (chá) de sal
200g de manteiga (temperatura ambiente)
100g de cream cheese
1 colher (sopa) de essência de baunilha
1 xícara (chá) de açúcar mascavo bem apertado na xícara
4 ovos
1 garrafinha de leite de coco (200mL)
200g de chocolate meio amargo em cubinhos miúdos ou em gotinhas
Manteiga para untar
Farinha de trigo para polvilhar

Para a cobertura:
200g de chocolate ao leite picadinho
200mL de creme de leite

Aqueça o forno a 180 ºC, unte com manteiga e polvilhe com farinha uma assadeira pequena.
Misture numa tigela os secos: a farinha, o fermento e o sal.
Em outra tigela, coloque a manteiga, o cream-cheese, a baunilha e o açúcar e bata com uma batedeira até ficar homogêneo. Adicione a esse creme os ovos, um a um.
Desligue a batedeira e adicione, misturando com uma espátula, o leite de coco e 1/3 da mistura de farinha, bata até incorporar e prossiga juntando mais 1/3 da mistura de farinha e depois o 1/3 restante.
Com delicadeza, adicione os cubinhos de chocolate à massa. Despeje tudo na assadeira.Asse por 35 minutos ou até que o bolo esteja dourado, crescido e, enfiando um palito no meio, que ele saia limpo.
Enquanto o bolo esfria, derreta o chocolate da cobertura em banho-maria ou no microondas, junte o creme de leite e misture até alisar.
Espalhe a cobertura sobre o bolo frio.

Algumas observações:

1. Se a manteiga não estiver amolecida, não a coloque no microondas. Ok, ok, eu já coloquei e as vezes até dá certo, mas a manteiga não pode se liquefazer. O melhor é deixá-la em cima da pia e esperar um pouco.

2. Já substitui o cream cheese por requeijão e funcionou bem.

3. Já troquei a farinha de trigo para untar a assadeira por açúcar cristal. Fica gostoso também, mas um pouco mais doce. Funciona bem no bolo sem cobertura. 

3. O bolo não dá certo usando chocolate branco. Ou melhor, até dá certo, mas ele não fica com os pedacinhos espalhados como um cookie. Parte do chocolate branco derrete, e o resto afunda ao assar, gruda no fundo e fica bem difícil de desenformar este bolo. O gosto fica bom, mas a aparência não é das melhores. Mas eu já fiz, coloquei uma pitada de canela e dei uma escondida nas partes quebradas.

Oct 12, 2012

Casa em ordem, mente em paz

Já morei em tanta casa que nem me lembro mais. Foram mesmo muitas casas, 2 de mamãe, 4 durante a faculdade e 5 desde casada. Uma amiga muito próxima me falou uma vez que, independente do tempo que eu passasse em cada casa, eu sempre dava um jeito de deixá-la com uma cara pessoal. Com pequenos detalhes, uma passada ao Ikea mais próximo ou à Leroy, não há nada que não se resolva. Fortemente acredito que, por 2 meses ou 20 anos, nosso lar tem que ter nossa cara, nos passar uma paz de espírito e tranquilidade.

E casa nova sempre tem mil coisas pendentes. Eu me mudei literalmente da maternidade para a nossa casa, com algumas caixas ainda por aí, marido cuidando dos retoques finais da obra, sentindo um pouco a diferença tão nítida de house e home que não existe na língua portuguesa (talvez semi-traduzida para lar e casa). Há móveis que não chegaram, quadros embrulhados em papel pardo encostados no chão, ideias guardadas e escritas em papéis que algum dia serão implementadas.

Recentemente li um post do Apartment Therapy muito interessante sobre 10 coisas que nos fariam nos sentir mais felizes em casa. O título brega, com um quê de auto-ajuda em promoção, esconde alguns pontos bem legais. Isso veio bem na semana que minha empregada foi afastada por razões médicas, e tive meus dias de passadeira, faxineira, cozinheira e de bff com o aspirador de pó. Contei com a super mãe para passar roupas do Dani, me ajudar com as tarefas, mas oscilei entre a vontade de jogar tudo pra cima e deixar a cama bagunçada por 3 dias e uma certa felicidade-Monica-Geller em arrumar a cama, colocar lençóis novos e limpos. Vai entender.

Para quem quiser ler o post inteiro, basta clicar no link. Abaixo os 10 itens, alguns com alguns comentários pessoais.

1. Make your bed.
 
2. Bring every room back to ready.

3. Display sentimental items around your home. A foto não tem que ser perfeita, o cabelo pode estar meio bagunçado, mas um porta-retrato faz toda a diferença.

4. Start a one-line-a-day gratitude journal. Não faço, não pretendo fazer, mas parece interessante.

5. If you can't get out of it, get into it. Louças não somem. A cama não se faz sozinha. Então faça de uma vez e pronto. Mas elas se acumulam de tempos em tempos, e tudo bem.

6. Before you get up each morning, set an intent for the day. Faz muito sentido quando se tem um filho pequeno, nos primeiros dias de volta da maternidade.

7. Do small favors for your housemates, expecting nothing in return (not even a thank you!).

8. Call at least one friend or family member a day.

9. Spend money on things that cultivate experiences at home. Essa não precisava falar duas vezes! Investimento na cozinha para receber pessoas!

10. Spend a few minutes each day connecting with something greater than yourself. Independente da religião ou falta dela. Something greater pode ser um passarinho que vem tomar água na sacada. 

Oct 1, 2012

Challah

Adoro fazer pães, e estava atrás de uma nova receita. Esqueci de incluir pão à lista de compras, então ontem a noite fui fazer um pão para ter o que comer no café da manhã de hoje.

A receita original, que rende 2 pães, você encontra no site Panelinha, da Rita Lobo. Aliás, este challah faz parte de um livreto bem interessante que qualquer um pode fazer download de graça lá também.

Claro que não seria uma receita minha sem pitado e alterações! Além da redução para a metade - já que 2 pães para 2 pessoas parecia uma enormidade e iam ficar velhos! - mudei alguns ingredientes: adicionei farinha integral, tirei o mel e troquei iogurte por leite. Também mudei um pouco algumas etapas do modo de preparo.

5g de fermento biológico seco
½ xícara de chá de água morna
¼ xícara de açúcar
1 xícara de farinha de trigo
1 xícara de farinha de trigo integral
1 ovo ligeiramente batido
1 colher (sopa) de óleo de canola
2 colheres (sopa) de leite integral
3 colheres (sopa) de manteiga derretida
1 colher (sopa) de azeite
1 colher (chá) de sementes de papoula
manteiga e farinha de rosca para untar

Em uma tigela, coloque um fundinho da água morna e o fermento. Os tabletes geralmente tem 15g, então usei 1/3 dele. Amasse com um garfo até ficar uma pasta, depois adicione o restante da água morna e o açúcar. Misture bem e deixe descansar por 15 minutos. Como ontem estava frio, eu deixei em cima do fogão, que estava morninho. A água tem que estar morna, mais ou menos na nossa temperatura. Se estiver muito quente, ela mata o fermento. Se estiver fria, o fermento não espuma. Nos dois casos, o pão pode virar sola de sapato.

Em um pote, misture o ovo, óleo, leite e manteiga derretida.

Em uma tigela grande, coloque as farinhas e a misturinha do fermento. Misture levemente com um garfo e adicione a mistura líquida (ovo, óleo etc). Misture bem com as mãos. Como a receita original não falava em sovar a massa, eu misturei por uns 5 minutos. Se algum entendedor de challah souber, por favor me diga se a massa é sovada ou não. Deixe descansando (pode ser no mesmo pode onde você misturou todos os ingredientes) por 1 hora.

Sobre uma superfície limpa, divida a massa em 3 pedaços. Eu usei uma tábua, então não polvilhei farinha de trigo, mas se você for fazer na pia, é melhor espalhar um pouco de farinha.

Deixe pronto ao lado uma forma untada com manteiga e farinha de rosca. Eu gosto mais da farinha de rosca do que a de trigo, pois o pão não fica esbranquiçado depois de assado. Mas pode usar qualquer uma.

Faça rolos de uns 30cm com cada pedaço. Junte as pontas e trance os rolos. No final, coloque as pontas para baixo. Coloque o pão na forma e deixe descansar por mais 30 minutos. Deixei descansando em cima do fogão, enquanto o forno pré-aquecia (180ºC).

Se você tiver um azeite com bico dosador, basta espalhar uns fios direto no pão, sem frescura. Depois espalhei com os dedos. Se não for o caso, coloque o azeite em um pote e espalhe com um pincel. Salpiquei papoula e um pouco de flor de sal, mas pode usar um salzinho grosso. A receita também fala em pincelar uma gema, mas eu não tinha mais ovo!

Leve para assar por 40 minutos. Para saber se o pão está pronto, você precisa levantá-lo e bater no fundo (pode ser com uma colher mesmo). Um pão pronto fará som de oco. Sirva quentinho com uma manteiga gostosa!

Sep 28, 2012

Cadeirão

Nem só de receitas se faz este blog. Eu sei, faz um tempo que não escrevo sobre outra coisa! Talvez por toda a restrição durante a gravidez - fossem os enjôos ou a diabetes gestacional - acabei deixando de curtir um pouco sair para comer e escrever sobre restaurantes. Calma lá, aos poucos eles vão voltar.

O post de hoje tem a ver sim com a hora de comer: do pequeno. Há quase dois anos, quando filhos ainda não faziam parte do meu universo, eu comprei um cadeirão. Coisa de louco? Vou me explicar.

Há mais de 4 anos, minha amiga norueguesa me contou a história das cadeiras Tripp Trapp da Stokke. Ela me explicou como ela, marido, amigos e irmãos tinham essa mesma cadeira, cada uma de uma cor. Os pais compram a cadeira, que no início serve de cadeirão para as refeições. Por causa do seu desenho, peças que desmontam e mudam de posições, a cadeira acompanha a criança até a ida para a faculdade, quando geralmente ela sai de casa.

Achei a história o máximo, e queria muito uma cadeira dessas para meus filhos. Alguns anos depois, quando planejávamos a nossa mudança, eu não sabia muito bem quem faria a importação para o Brasil nem quanto custava. Partindo do ponto que a única coisa que eu consegui achar melhor e mais barato no Brasil foram sapatos, comprei a Tripp Trapp, que foi pro container. 

E hoje, no Apartmento Therapy (blog de decoração que espio sempre que possível), saiu um [post] sobre o look moderno/clássico de algumas mesas de jantar com as cadeiras. Ainda não sei como será a configuração daqui de casa, mas adorei ver este post!

Sep 10, 2012

Com Nutella

Estava meio sem ideias para o bolo desta semana. Perguntei para o maridão há alguns dias, e ele sugeriu repetir algum. Achei meio sem graça, mas estava mesmo pensando em repetir o bolo de cenoura.

Alguns dias depois, recebo um email dele com um link para [um bolo de Nutella com iogurte] que saiu no Uol. Oba! Ingredientes comprados e lá fui eu para a cozinha.

Para variar, fiz algumas alterações na receita. Primeiro, achei que Nutella com massa de chocolate seria muito chocolate para um bolo só, então exclui o chocolate em pó. As medidas são em "copos de iogurte", que parece prático, mas lavar um copo de iogurte com resto de óleo para conseguir medir o açúcar e a farinha não é NADA prático. Acabei pesando os ingredientes para a próxima vez que fizer este bolo.

Também não gosto muito de rechear bolos, acho que a gente acaba enchendo de cobertura para desfarçar o corte, não fica tão bonito... Ok, recheio e cobertura de Nutella nunca é demais, mas vamos não fazer da jaca nossa pantufa, né? Resolvi fazer cupcakes e colocar uma colher de Nutella no fundo de cada forminha. Testei também alguns sem Nutella, para colocar por cima na hora de servir.

Minha receita final ficou assim:

1 copo de iogurte integral natural de 170g
3 ovos
1 pote (do iogurte) de óleo
1 pote (do iogurte) de açúcar (150g)
1 colher de sopa de canela em pó
3 potes (do iogurte) de farinha de trigo (330g)
1 colher de sopa de fermento em pó
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 pote grande de Nutella para rechear e/ou cobrir

Em um recipiente, misture (com um fouet) o iogurte e os ovos até ficar meio esbranquiçado. Adicione o óleo, o açúcar e a canela. Com uma espátula, misture a farinha, fermento e bicarbonato de sódio.

Já falei antes do bicarbonato, que deixo a massa descansando 5 minutinhos para ele fazer efeito. Outro dia, me perguntaram como é a cara do "efeito".

Tirei essa foto, com o celular mesmo, nada muito bonita, mas dá para entender, né? Ficam esses furinhos, lembra a aparência de uma massa de pão.

Como fiz cupcakes, coloquei 1 colher de chá de Nutella no fundo de cada forminha e completei com a massa. Vale lembrar que, como eles crescem, é sempre bom deixar 1cm sem massa na borda. Os cupcakes demoraram 20 minutos para assar em forno pré-aquecido a 180ºC, e a receita rendeu 18 cupcakes.

A Nutella assada fica um pouco ressecada no fundo do bolinho. Parece chocolate quando passa do ponto ao ser derretido. Não fica ruim, mas perde a cremosidade. Considerando que um dos meus braços geralmente está ocupado carregando o pequeno, é mais fácil de comer sem melecar tudo.

Como fiz alguns cupcakes sem recheio, coloquei a Nutella depois, com uma espátula. Isso exige paciência, porque a Nutella é sensível ao calor e derrete se colocada em cima do bolo quente.

Outra coisa, achei que 1 copo de óleo foi muito, talvez porque exclui 1 copo de chocolate em pó e não substitui por nada. Para o próximo, vou usar 2/3 de copo de óleo.

Agora vou em busca de uma receita para este final de semana. Se alguém tiver uma receita de mãe, de avó, se viu em algum lugar e está com preguiça de fazer, por favor, mande para o meu email!

Sep 5, 2012

Bolo Prestígio

O bolo desta semana ficou tão gostoso que, apesar de ser uma adaptação de uma [receita que eu já postei] - aquela dos cupcakes de chocolate - achei que valia escrever sobre ele. Então lá vai!

Em um recipiente, coloque os ingredientes secos:
1¾ de xícara de farinha de trigo
½ colher de chá de bicarbonato de sódio
½ xícara de chocolate em pó (aquele do Padre mesmo)
50g de coco ralado
1 colher de sopa de fermento em pó
Uma pitadinha de sal

Em outro recipiente, um pouco maior para caber toda a mistura final do bolo, misture com um fouet (ou dois garfos):
½ xícara de óleo
1 xícara de açúcar
Incorpore os 4 ovos, um a um. A partir daqui, troque o fouet por uma espátula. Sempre que for adicionar farinha à mistura, não bata muito, só incorpore com leveza para que o bolo não fique duro. Adicione, alternando, metade dos ingredientes secos, 1 xícara de buttermilk e o restante dos ingredientes secos.

Nesta semana, inovei: troquei o buttermilk caseiro (que se faz com 1 xícara de leite integral e 1 colher de sopa de suco de limão) pela mesma medida de iogurte integral natural. E deu certo!

Despeje a mistura em uma forma untada com manteiga e açúcar cristal (dá para ver na foto a crostinha que se forma no bolo!). Peguei uma barra de Hershey's Cookies 'n' Cream, piquei na mão mesmo em cubos e coloquei por cima. Eles afundam na massa. Nham.

Leve para assar em forno pré-aquecido a 180ºC por 40-50 minutos, ou até crescer, ficar douradinho e um palito de madeira sair limpo quando espetado na massa.

Aug 31, 2012

O bolo da semana passada

Onde foi parar a semana passada?
Passou tão correndo, quase na mesma velocidade em que o bolo aqui em casa acabou.

Não sei quem viu o delicioso post dos 7 anos do Comidinhas, da Ale Blanco. Foi emocionante ler um post de alguém que também tem essa vontade de fazer bolos caseiros nessa nova fase da vida. O marido também ficou mais tranquilo, não sou a única que sente esse desejo inexplicável pela comida de mãe.

E aí, claro, eu tinha que fazer o bolo de fubá que ela escreveu. Há tempos procurava uma receita gostosa, mas não consegui achar alguma. Tentei fazer um diet nas épocas da diabetes gestacional que foi uma catástrofe, parecia pamonha dura e velha.

Este bolo é ótimo, super fofo e molhadinho. Adicionei apenas mais coco ralado e a minha infalível colher de bicarbonato de sódio.

Ah, vale contar o que aconteceu em casa: fui pegar o fubá... E só tinha 1 xícara! Isso não é desculpa para não fazer o bolo, tá? Reduzi a receita toda, peguei uma forma menor e deu certo. Abaixo segue a receita original da Ale com os meus pitacos.

Bolo de Fubá do Comidinhas

1 xícara de chá de farinha de trigo
2 xícaras de chá de fubá
3 xícaras de chá de açúcar
1 xícara de chá de leite
1 xícara de chá de óleo
1 colher de sopa de fermento em pó
1 colher de chá de chá de bicarbonato de sódio
4 ovos
50 gramas de coco ralado [eu usaria 100g, pois coloquei 50g no meio-bolo]
Um punhado de erva-doce seca [não sou muito de erva doce, então não coloquei]

Bata todos os ingredientes no liquidificador ou na mão, com um fouet, em uma tigela. Deixe para acrescentar por último o fermento, o coco e a erva-doce. Misture bem e leve ao forno pré-aquecido a 180°C até ficar dourado [aproximadamente 35-40 minutos].

E o bolo desta semana? Lembram do [bolo de chocolate]? Fiz de novo, adicionando à massa os 50g de coco que estavam sobrando na geladeira e também uma barra de chocolate branco Cookies'n'Cream que estava dando bobeira aqui. Está no forno, deixando a casa toda perfumada!

Aug 17, 2012

É de cenoura

Amanhã, algumas amigas da faculdade virão aqui em casa pela primeira vez. Tem muita gente que não entende essa minha "frescurite", mas as mães que já foram de primeira viagem sabem como às vezes é difícil receber visitas.

O acúmulo de noites mal dormidas, os dias em que tomo café às 14:00 porque o Dani teve cólicas a manhã toda, a falta de banho - calma lá, ainda consigo tomar 1 banho por dia, mas tem dias em que ele acontece só no fim do dia - não nos deixam pessoas muito agradáveis. E temos que concordar que só mãe aceita levar uma resposta atravessada, é compreensiva e esquece 100% do seu mal-humor, né?

Para recebê-las em casa, fiz um bolo de cenoura. O formato cupcake não foi planejado, confesso. Achei que tinha 3 cenouras em casa, e só encontrei 2 na geladeira. O ovo também estava acabando, então tive que reduzir a receita original.

Este é mais um desses bolos que dispensam o "ingredientes e modo de preparo". Bata em um liquidificador 3 cenouras descascadas, 5 ovos, 1 xícara de óleo e 2 xícaras de açúcar. Despeje tudo em um recipiente e adicione 3 xícaras de farinha de trigo, 1 colher de sopa de fermento em pó e 1 colher de chá de bicarbonato de sódio.

Tenho colocado essa colher de bicarbonato em todos os meus útimos bolos e deixo descansar por 5 minutos. A massa fica meio fofa, e o bolo assado fica ainda mais fofinho.

Deixe assar em forno pré-aquecido a 180ºC até que o palito de madeira, depois de espetado, saia limpo. Um bolo grande, tradicional, demora uns 40 minutos. Os bolinhos assaram por 20 minutos e estavam prontos. Para 18 bolinhos, reduzi a receita para 2/3 da original.

Amanhã vai ter brigadeiro fresquinho self-service na hora de comer. Pensei em colocar em cima, decorá-los quase como cupcakes, mas acho que fica mais divertido servir em um pote, e cada uma colocar o quanto quiser. Acompanhado de um chazinho, só faltará a cartela de bingo e as bengalas apoiadas na parede.


Aug 9, 2012

Bolo da semana: Chocolate!

Semana passada acabei fazendo uma criação que deu certo: bolo de maracujá (com pistache moído na massa), cobertura de brigadeiro branco e pistache torradinho picadinho por cima. Nem precisa dizer que a segunda-feira nem viu o cheiro desse bolo, né?

E pra essa semana eu queria algo mais simples. Pensei num bolinho de fubá, talvez um de milho, mas fui no velho e bom chocolate. Também queria algo prático, e peguei as forminhas de cupcake. É tão prático, né? Desembrulha, come e pronto!

Bom, e a receita? Gosto muito das receitas do livro da Magnolia Bakery, elas são infalíveis. Alterei algumas coisas e reduzi a massa à metade - afinal de contas, 9 bolinhos está de bom tamanho! E o melhor: não usei a batedeira, foi na mão mesmo, no melhor amigo fouet.

A receita é bem simples, nem precisa de passo a passo, vai assim, contando em frases como numa conversa com um amigo. Vou escrever a receita inteira, que rende 18 cupcakes, pois as medidas da receita reduzida são mais chatas.

Em um pote, misture 1¾ de xícara de farinha de trigo, ½ colher de bicarbonato de sódio, ½ xícara de chocolate em pó (aquele do Padre mesmo), 1 colher de fermento em pó e uma pitadinha de sal. Esses são nossos ingredientes secos.

Em outro recipiente, um pouco maior, pois toda a massa será misturada nele, coloque ½ xícara de óleo, 1 xícara de açúcar e misture bem com o fouet. Adicione 2 ovos, um a um, misturando bem também. 

Adicione, alternando, metade dos ingredientes secos, 1 xícara de buttermilk caseiro (lembram dele?) e o restante dos ingredientes secos. Sempre que adicionar a farinha à mistura, não bata muito, só incorpore com uma espátula, para que o bolo não fique duro. 

Eu adoro uma pitadinha de canela com chocolate, mas é opcional. Uma tampinha de extrato de baunilha também é bem-vinda. Pimenta? Enfim! Use a criatividade.

Não lembrou do meu buttermilk caseiro? Misture 1 colher de sopa de suco de limão com 1 xícara de leite integral e deixe descansando por 15 minutos. Essa mistureba vai talhar e ficar super estranha, mas funciona!

O segredo para bolos com bicarbonato de sódio é deixar a massa descansando uns 5 minutinhos depois de misturar tudo, e antes de virar na forma. Você vai ver que fica meio cheio de bolhas, fofinha. 

Divida a massa em 2 assadeiras de cupcakes, totalizando 18 cupcakes. Não tem a forminha de papel? Tudo bem, unte a forma com manteiga e açúcar. Pode-se também assar um bolão em uma forma untada com manteiga e açúcar. Sim, açúcar! Dá um crocante gostoso à casquinha, e combina com esse bolo que não é muito doce.

Leve para assar em forno pré-aquecido a 180ºC por 25 minutos. Devore quentinho, com uma colher de doce de leite em cima e um chá bem gostoso.

Aug 3, 2012

Cadê?

Nem eu sei. Onde foi parar a inspiração? Onde estão meus posts?

Eu comecei a categoria dos [Melhores do mundo do meu mundo] e nunca mais escrevi! E tem TANTOS na minha lista mental, mas não consigo sentar e escrever.

Falando em listas, e nada relacionado a receitas e comidas, vi um filme bobinho um dia desses com a Sarah Jessica Parker (I don't know how she does it) em que ela tem mil listas mentais que atormentam suas noites e seus dias. Sério, só eu me identifiquei com isso? Quantas vezes já não peguei o telefone para anotar aquela coisa pra não esquecer? E aí, né? Se ela é tão importante, por que eu esqueceria? Ou então se tem tantos itens assim, por que todos são tão importantes?

Mas enfim, minha cabeça anda nas nuvens, os posts sumiram e não tem muita receita saindo do forno por um motivo lindo que me fez comer que nem a Magali durante 9 meses e que agora me faz comer ainda mais - mais até que o maridão.

A única coisa que tenho pique para fazer é... Adivinhem. BOLO! Claro. Lembram do [bolo cookie]? Esse bolo é hit de sucesso garantido. Mas lá fui eu inovar e, confesso, quando tirei o bolo da forma, achei que tinha dado errado.

Primeiro, troquei os 200g de chocolate meio amargo picado da receita por 400g de Toblerone branco picado. Bom, o que aconteceu? Um pouco do chocolate do fundo grudou e ficou uma bela "tampa" de massa grudada na assadeira. Sorte que foi um grude uniforme, então não ficou muito feio. E esse grudadin' que comemos com colher estava muito bom.

Pra equilibrar o chocolate branco, coloquei 1 colher de sopa de canela, ficou ótimo!

E, a maior surpresa: não sei exatamente qual a diferença da composição do chocolate branco e o tradicional ao leite e/ou amargo. Sem paciência de procurar agora o porquê. Mas acho que alguém que já fez cookies com chocolate ao leite viu que as gotas derretem com o calor, mas não perdem a forma. Então se você assar o cookie/bolo e não cutucar o chocolate molinho, ele endurece e pronto.

Pois é, isso não aconteceu com o Toblerone branco! Ele derreteu e sumiu na massa. O bolo ficou completamente diferente, super molhadinho, parecia que tinha uma calda surpresa escondida ali dentro, injetada uniformemente. O açúcar do Toblerone também derreteu e sumiu, só sobrou as castanhas. A aparência dele não é tão bonita, fica um bolo dourado (por conta do açúcar mascavo) comum, sem a beleza das gotinhas de chocolate ou das bolinhas de M&M, como fiz da última vez.

E foto? Nem tirei, o bolo estava feio, mas gostoso e sumiu. Hoje é sexta-feira, dia de bolo. Entre uma mamada e uma choradeira, lá vou eu pra cozinha. Preciso de receitas novas, estou sempre nas mesmas, alguém aí tem alguma sugestão?

Mar 23, 2012

O melhor mil folhas do mundo

Fico constantemente em busca de algum mil folhas que tire o do Jacques Genin do pódio. Era um dia terrível, frio, chuvoso em Paris. Me perdi horrores, atravessei poças de água, o guarda-chuva virou do contrário e me deixou com aquela cara de pastel do dia seguinte molhado. Metrô fedido, ruas meio vazias... Enfim, imaginou o cenário, né?

Entrei na loja chiquetésima, que parece uma joalheria, com aquela cara de pastel molhado. Estava me sentindo a mais mal vestida - afinal, eu já estava em Paris, onde eu, por mais que me esforçasse, sempre ficava com a impressão de que a linda e esbelta francesa ao meu lado se arrumou em 5 minutos e me deixou com o título de patinho feio.

O mil folhas me acolheu, acompanhado de um cházinho quente recomendado pelo garçon. Parecia que dava para sentir o sabor de cada pontinho de baunilha dele, e a massa - ah, eu e minha tara pelas massas! - era perfeita. Nem muito, nem pouco, nem fina, nem murcha, em uma proporção perfeita de quantidade para o recheio a cada garfada.


Foi na companhia deste mil folhas que também reencontrei uma amiga que não via há um bom tempo, e passamos horas conversando, tomando chá e colocando a conversa em dia. Contribuiu para minha boa lembrança dele? Acho que sim, mas a bomba de chocolate dela não tinha nada de tão memorável, então acho que ele especial mesmo.

Nos dias de desespero, o mil folhas da Boulangerie do Sofitel é minha escolha, lembrando que eu não curto mil folhas nem com chantilly nem com sabores. Mas nenhum outro mil folhas, mille foglie ou mille feuille me deixou tão nas nuvens quanto aquele do JG. Alguém aí tem alguma sugestão para o próximo destino da busca pelo mil folhas perfeito?

Mar 15, 2012

A melhor geleia do mundo

Já escrevi sobre essa geleia no meu blog falecido, em um [post] sobre alguns dias que passamos em Amsterdam. Nunca comi nenhuma coisa parecida. Ela lembra uma mousse, uma geleia com consistência meio de doce de leite, inexplicável.


Atormentei as pessoas que foram para a Holanda para passarem na [De Bakkerswinkel], tomarem café da manhã lá e trazerem na mala um potinho dessa geleia.

Nem precisa dizer que cada pote era consumido em quantidades super moderadas e ocasiões especiais! Mas tem só uma coisa que a deixaria ainda mais perfeita: vir sem as sementinhas.

Mar 13, 2012

Categoria nova!

Outro dia estava conversando com a família e descobri e eu tenho - ou melhor! Eu e o maridão temos - muitos "os melhores do mundo". Que bom, né?

Mas o que exatamente significa isso? Quer dizer que temos aquele melhor chocolate, o melhor pão, a melhor geleia em diversos cantos do mundo.

Não estou falando somente de sabores, muito pelo contrário. Nessa avaliação, claro que entram as espectativas, a situação, a companhia, o momento, o bode, a felicidade... Enfim! Não vou escrever sobre o que eu acho que é o melhor do mundo para todo mundo, mas o que um dia eu considerei a melhor coisa e pronto!

Estou sempre em busca de bater essas atuais marcas, de conhecer e provar coisas ainda mais gostosas em situações ainda melhores. Mas, por enquanto, vou começar a escrever sobre alguns melhores da vida por aqui. Só ainda não decidi por onde começar.

Jan 26, 2012

Quindim

Nunca acreditei muito em "desejos de grávidas". Desde que me conheço por gente, sempre fui uma pessoa que tinha as mais descabidas, descontroladas e inusitadas vontades gastronômicas.

Mas há duas semanas estou MA-LU-CA por quindins. Foram 2 quindins, 2 dias seguidos, e a vontade continua. Tentei esperar uns dias para ver se passava, mas não adiantou e comi mais um. Sou bem específica - e mala - com meus quindins: não gosto muito da parte do coco, então ela tem que ser muito gostosa e não ressecada pra valer a pena. E não pode estar muito queimada também, se não como só a "tampinha".

Num pedido por recomendações de bons quindins pelo Facebook, surgiram sugestões em Atibaia, Campinas e Tatuapé - nada muito perto de casa, né? Mas um amigo meu me falou do quindim da mãe, receita de família, que passa de gerações para gerações. Peguei a receita, fui em busca da 1½ dúzia de ovos e acabei de fazer um lindo quindão! Pra complementar, comprei coco fresco ralado, não sou muito fã do coco em saquinho esfarelento.

Neste exato momento espero pela tortura de "esfriar completamente antes de desenformar". A superfície ficou linda, nada queimada, bem douradinha, com flocões de coco. Obrigada aos palpites, e principalmente, obrigada Ana Lúcia por compartilhar a receita de família!!

Quindim da Ana Lúcia

18 gemas peneiradas
1 colher (sopa) de manteiga derretida
2 xícaras (chá) de açúcar
1 tampinha de essência de baunilha
50g de coco ralado fresco
1 vidro de leite de coco

Misture todos os ingredientes e deixe a mistura descansando por 1 hora.
Despeje a mistura em uma forma untada com manteiga e açúcar.
Leve para assar em banho-maria em forno pré-aquecido a 180ºC por 1h-1h20min.
Espere esfriar para desenformar.


2 horas depois...

Claro que não poderia faltar um update deste post com o quindim pronto, né? Definitivamente o melhor quindim que já comi na vida. Os fios do coco fresco ralado fazem toda a diferença! Ah, e sem ser apressadinho e deixar o forno alto! Para que ele não fique engrumado - que acontece quando as gemas talham a alta temperatura - tenha paciência, use o banho-maria e deixe assando bem devagarzinho!

Outra observação: a receita original levava o coco ralado de saquinho. Acho que o descanso da mistura serve para hidratá-lo, mas acho que isso não precisa ser feito se você usar coco ralado fresco. Testei a receita pulando essa etapa e deu certo!

Jan 24, 2012

Ele não morreu!

Blog abandonado, sem desculpas. Fim de ano, férias, dores nas costas e eu não escrevi mais.

E eu perdi o pique para escrever sobre o resto da viagem, sobre os dias de Oktoberfest na Alemanha. E que crueldade e falta de consideração com aqueles dias que passamos por lá. O remorço de deixá-los de lado e escrever sobre algum outro assunto bloqueouos neurônios e sumi. Mas voltei.

Nunca fui para o sul na Oktoberfest brasileira, então não posso comparar. Mas aquilo que vi foi surreal. Além de ser absolutamente chocante você ver pessoas andando fantasiadas a semana toda - sim, elas vão a carater ao trabalho! - a festa em si tem uma proporção MUITO maior do que eu imaginava.

Durante o dia, pais, famílias, crianças vão se divertir, almoçar, brincar na roda gigante, nas montanhas russas e sentam para comer todos juntos naquele parque imenso em uma das tendas. Cada tenda é organizada por uma das 6 cervejarias de Münich, e cabem zilhões de pessoas em cada uma delas. A noite a coisa muda, vira uma maluquice deliciosa!

Contei com a grande sorte de ter uma amiga local, e acho que isso fez a festa ficar ainda mais animada. Os amigos dos amigos nos acolheram e com eles dançamos - e cantamos em alemão! - bebemos e até subi no banco carregando meu 1.5L de cerveja. "Pequena" caneca, e extremamente pesada, me deixou com um belo hematoma no dia seguinte, pelo peso concentrado entre o indicador e o polegar.

E foram muitos schnitelz, linguiças e batatas. Perdi completamente meu preconceito contra a comida alemã. Não é refinada, não tem glamour, mas é maravilhosa. O schnitzel da velhinha, os morangos no espetinho e a linguiça de 0.5m deixam muitas Boulangeries no chinelo.

E pulando de Münich a Berlin, vamos aos currywürst. Ele existe em qualquer esquina, e cada um tem seu favorito, geralmente uma biboca escura. A versão tradicional leva uma linguiça sem pele frita em óleo, molho de tomate, curry em pó e é acompanhada de batatas fritas com maionese. Se o seu colesterol já foi para os 300 só de ler a descrição, sabia que vale a pena! E essa meleca maravilhosa não sai bem em fotos, então vamos deixar por conta da imaginação.

Lá por Berlin também descobri uma coisa muito divertida: a RitterSport, marca famosa daqueles chocolates quadradinhos, tem uma loja super fofa. Além de comprar MUITOS chocolates - a quantidade de sabores e combinações é de deixar qualquer um fora da dieta - também é possível fazer seu próprio chocolate. Funciona assim: você escolhe a base (ao leite, amargo, branco) e o que quer nele. Aí vai da sua criatividade, pode ser castanhas, frutas, combinações.

Eles só pedem 30 minutos, tempo que demora para o chocolate endurecer. Tranquilo, tempo para uma caminhadinha pelo bairro e um pitstop para uma cervejinha. Depois disso tudo, precisa falar que voltei direto pro regime?