Jul 15, 2011

Receita do bolo do Jamie Oliver

Bom, eu falei, falei, falei sobre o tal bolo de limão do Jamie Oliver, que eu também fiz com mexerica. Levei para as minhas queridas cobaias do pilates e lá me pediram a receita traduzida. Segue a receita abaixo, com as alterações que eu fiz. Quem quiser a original, [clica aqui].

Bolo de limão {mexerica} do Jamie Oliver

115g de manteiga, temperatura ambiente
115g açúcar
4 ovos, separados
180g farinha de amêndoas (basta comprar amêndoas sem casca e triturar no liquidificador)
10g de papoula (se não achar, não tem problema)
2 colheres de sopa de suco de limão {mexerica}
raspas da casca do limão {mexerica}
125g de farinha de trigo peneirada
1 colher de sopa de fermento em pó peneirado

Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Bata as claras em neve.
Em um outro recipiente, ainda usando a batedeira, misture a manteiga com o açúcar até ficar homogêneo. Adicione as gemas uma a uma.
Com uma espátula, incorpore à mistura de manteiga e açúcar: a farinha de amêndoas, a papoula, o suco de limão {mexerica} e as raspas.
Adicione as claras em neve, e misture levemente, para não murchar.
Adicione metade da farinha de trigo, misture, e adicione o restante da farinha com o fermento em pó.
Despeje a massa em uma forma untada com óleo e farinha e leve ao forno por 30 minutos, ou até o palito sair limpo.

Uma dica: bolo quentinho é MARAVILHOSO, mas ele resseca a massa. Isso porque o vapor lindo que sai dali de dentro iria condensar na massa, deixando-a molhadinha. Quando cortamos, essa umidade sai e não tem como recuperar. Então resista! Por um bolo mais molhadinho quando frio.

Jul 14, 2011

Bolo de mexerica

Vocês se lembram do bolo de [limão siciliano] do Jamie Oliver que eu fiz há algumas semanas, né? E ele me rendeu umas ideias muito boas, como substituir o cítrico.

Semana vai, semana vem, tem um MONTE de mexerica lá do sítio do meu avô na minha geladeira. Vendo que os sucos diários não dariam conta da gaveta de mexericas, resolvi testar a ideia do bolo.

Desta vez, fiz um bolinho simples, sem calda nem cobertura, com a forma de bolo inglês. Novamente, bati as claras em neve separadamente com uma pitada de sal e açúcar. Aliás, hoje uma aluna me perguntou: "Como sei se as claras estão em neve?" Quando você levantar as espátulas da batedeira, tem que ficar assim, ó:


Além da clara em neve, misturei as farinhas (de amêndoas e de trigo) com uma espátula de forma delicada, adicionei o fermento bem no finzinho e também substitui o suco e as raspas de 2 limões por 2 mexericas.


O que não me conformo é que sucos de frutas deveriam vir em quantidades mais padrão: quem nunca pegou um limão suculento ou aquele seco que dói? E aí, né? Enfim, sugiro 3 colheres de sopa de suco, seja de limão, laranja ou maracujá. Nham!

Ah, e apesar das tantas aulas de fotografia, essas foram do celular mesmo!

Jul 7, 2011

Mapa Guloso de Paris - republicando

Sou neurótica, metódica e detalhista com o planejamento de cada viagem. Me dá faniquito da possibilidade do momento "Putz! Deveria ter conhecido aquele lugar" quando já fui embora.

Então tenho me organizado cada vez mais e melhorado as técnicas. Além dos guias de viagens que sempre tenho em mãos (meu favorito é o DK Eyewitness), comecei a levar Moleskines/caderninhos e anotar TU-DI-NHO: endereços, restaurantes, lugares, preços, sites e o que mais fosse importante.

Pra quê?! Eu curto esse pré-viagem, começar a viajar sem sair do lugar. Além disso, eu sempre peço dicas para pessoas que já foram aos lugares, e também as ofereço para os próximos viajantes. A Gi até leu meu Moleskine do Japão de cabo-a-rabo (que paciência, né?!).

Na minha última ida à França, eu já estava mais no modo "gastronômico" de viajar. Fizemos um tour incrível pela Borgonha pelos restaurantes mais charmosos e deliciosos. Além disso, também fiz explorações gulosérrimas por Paris, que viraram um post no falecido blog [50th&8th].

Hoje resolvi republicar este post aqui no Cozinhando depois de receber um email de uma amiga que tem uma Pâtisserie lá em NY pedindo dicas de Paris. Lá vai!

Antes de ir pra Paris, dei uma pesquisada em lugares para conhecer. Há vários blogs de outros comilões que me ajudaram muito com a minha pesquisa, e assim saí com uma lista de coisas gostosas, algumas simples, outras bem refinadas, e umas visitas a alguns museus pelo caminho.


View Minha Paris mais gorda in a larger map

Fui em busca do melhor mil folhas de Paris, e o encontrei na doceria do Jacques Genin, acompanhada da Monica, uma grande amiga minha que mora por lá. É realmente o melhor que comi - e não foram poucos - e vale a viagem de metrô até lá (133 Rue de Turenne). Pedimos o tradicional de baunilha, além de uma bomba (éclair) de chocolate maravilhosa. Para acompanhar, uma carta inspiradora com muitos tipos de chá. Tentei voltar pra comer antes de embarcar de volta pra casa, mas eles fecham às segundas-feiras.


Também fui em busca do melhor macarron, e o encontrei na [Gérard Mulot]. O favorito foi um de caramelo, puxa-puxa e doce na medida, recheio molhadinho e casquinha crocante.


O melhor pain au chocolat? Com certeza da [Ladurée], com alguns endereços espalhados pela cidade. Fresquinho e com o chocolate distribuído pelo croissant todo, não concentrado no meio como a grande maioria.


E a sobremesa mais marcante? Talvez por ter sido a primeira, mas o sorvete de leite de ovelha do [Le Comptoir du Relais Saint-Germain]. Consistência perfeita, sabor suave e maravilhoso, daquele que dá vontade de passar o dedo no derretidinho.


Pra finalizar, uma visitinha a um canto de Paris que tem várias lojas de utensílios de cozinha no 2éme Arrondissement. Vale uma andadinha pelo bairro e pelas lojas empoeiradas, com panelas de cobre e forminhas de todos os tamanhos. Minha favorita: [E.Dehillerin], eu podia ficar o dia inteiro lá!

Jul 6, 2011

Feijão sem pressão

Nem só de tartare, bechamel e beurre noisette se faz o repertório das aulas e técnicas que a gente aprende e ensina. Às vezes tem gente que pede uma tradicional cheesecake novaiorquina, um strogonoff de carne e até um feijão bem básico.

Lá no site da Dedo de Moça tem o passo a passo de um bom [feijão], e ele funciona muito bem. É engraçado que, no começo da aula, ninguém acredita que dá para fazer um feijão rapidinho, sem deixá-lo de molho de um dia pro outro. E quando a aula acaba... voilá! O grande segredo está em deixá-lo de molho na água fervente, que acelera o processo.

Mas aí veio a pergunta de um amigo solteiro, que mora sozinho e tem uma cozinha... minimalista: "Py, dá pra voltar do trabalho, ficar com vontade de comer feijão, ir ao mercado, fazer a compra e jantá-lo, sem a panela de pressão?"

Conversa de bar vai, chopp vem, expliquei como eu achava que daria para fazer esse bendito feijão. Até por não usar a pressão, dá para ir testando o ponto (argh, feijão semi-cozido deve ser muito ruim!), mas eu sinceramente não sabia quanto tempo ia demorar.

Hoje recebi um email... e deu certo! Olha como ele fez:

"Fervi a água e coloquei no feijão escolhido e lavado.
Depois de 30min foi o feijão + a água pra panela.
18min depois já estava bom.
Daí apliquei uma técnica que minha mãe me ensinou: tira uma concha de feijão num prato e amassa bem, até ficar uma papinha bem homogênea. Depois volta pra panela pra engrossar o caldo."

Obrigada pelo feedback! Já dizia o post que trocar a água elimina o estufamento indesejado, mas 'tá valendo, né?! Só espero que ele tenha se lembrado da cebola, bacon, alho, louro...