Feb 27, 2011

Variada nos legumes

Adoro purê acompanhando a carne, mas às vezes me canso do de batata. E o couve-flor-nosso-de-cada-dia que acompanha como legume? Talves brócolis? Mas também enjoa, né?

Então ontem no jantar resolvi fazer algo um pouco diferente. Eu tinha uns croquetes congelados e pensei em algum acompanhamento para eles, além de uma saladinha básica. Sairam duas combinações diferentes:

1. Abóbora Kabocha ao shoyu
Essas abóboras são bem chatinhas para descascar, com aquela casca verde dura pra caramba. Comprei um prato lá no Hortifruti em que elas já estavam descascadas e cortadas. É super prático, mas exatamente por já estarem descascadas, não podem ficar bobeando na geladeira por muito tempo.


Numa frigideira, coloquei um fio de óleo vegetal e uma colher de chá de manteiga para refogar a abóbora. Elas ficaram douradinhas, e adicionei um "splash" de shoyu - acho que 2 colheres de sopa para um pratinho de 200g - e uma colher de sopa de açúcar. Minha avó falou que um splash de Mirim também ia bem, mas eu não tinha. Coloquei água até a metade da altura das abóboras e deixei cozinhar, com tampa, até ficarem macias. Sobra um caldinho adocicado pra servir por cima!

2. Purê de Mandioquinha com sal defumado

Essa é uma variação clássica, né? Mas ele ficou chique DEMAIS com duas pitadas de sal defumado. Uma dica pra quem for pros EUA ou estiver por lá: esses potinhos de especiarias da William Sonoma não são caros, e fazem um sucesso! Comprei o sal defumado, lavanda comestível, Chinese 5 Spice, semente de mostarda, um melhor do que o outro! Metido demais, né? Mas adorei!


E o purê é básico: 3 mandioquinhas cozidas em água e amassadas, 1 colher de sopa de requeijão (gringos: coloquem cream cheese ou um pouquinho de creme de leite), 1 colher de chá de manteiga e o sal especial. Pode colocar também uma pitada de pimenta e um pouco de queijo ralado.


Ah, e fica ainda mais tchans se você colocar um pouco desse sal por cima, na hora de servir. Outra ideia é misturar 50/50 mandioquinha e cenoura. O purê fica super bonito e laranja! Mas uma extra pitada de sal normal vai bem, pois ele fica muito doce.

Feb 25, 2011

Lá na Dedo de Moça

Cadê, né?

Sei que os posts não foram tão frequentes por aqui. Muita coisa ao mesmo tempo, o blá blá blá de sempre. E também andei um pouco mais ocupada e usando a criatividade para escrever em outro lugar.

Pois é! Comecei a trabalhar para a [Dedo de Moça] como private chef dando aulas para quem quer aprender a cozinhar, inovar as receitas e também escrevendo para o site. Dá para achar algumas receitas minhas por lá, como o bolo do meu avô e um escondidinho de frango que fiz recentemente!

E o que acontece com o Cozinhando? Ah, ele continua aqui! Com a mesma cara, o mesmo endereço, com dicas de lugares, receitas e muita comilança!

Feb 23, 2011

Yakimeshi

O yakimeshi está para os japoneses assim como o risotto está para os italianos: pega tudo que está sobrando na geladeira, junta um pouco de arroz e voilá! Tem-se uma refeição usando apenas uma panela!

Eu acho que já falei aqui no blog dos yakimeshis, e hoje fiz mais um para nosso jantar. Não sei nem como explicar muito bem a receita, pois peguei tudo que ia estragar na geladeira. Então lá vai uma receita meio diferente, em que quase todos os ingredientes são absolutamente substituíveis. Não tem lista de ingredientes nem modo de preparo, é quase uma historinha.

Primeiro procurei o arroz. Tinha um congelado dando sopa. Oba! Descongelei mais ou menos meia xícara. Aí achei um potinho de carne moída que sobrou também, era muito pouco para uma refeição para duas pessoas. Foi pra panela com uma meia cebola que usei ontem, uma colher de shoyu e uma colher de molho inglês. Colher de sopa? Deve ser, na verdade eu nem medi, só coloquei no olhômetro mesmo!

Aí tinham uns ovos também, que eu mexi e joguei em cima da carne moída, tudo na mesma panela. O ovo envolveu a carne, cozinhou e ficou por ali. E que mais? Achei alguns brócolis da salada do outro dia, um pedaço de cenoura (dessa mesma salada!) e foi tudo picadinho pra panela. Epa! E ainda tinha mais sobra da salada, uns tomates cerejas que até já estavam meio murchos. Corta ao meio e pronto!

E aí misturei tudo, coloquei sal, pimenta, um pouco de mostarda com mel e uma colher bem grandona de requeijão. Pra finalizar no prato, um pouco de batata palha e uma misturadinha final, logo antes de comer, pra batata não murchar.


E a lista de opções para o yakimeshi é imensa. Pode-se usar qualquer legume que esteja sobrando, presunto, peito de peru, um pouco de qualquer queijo... Fácil assim, né?

Feb 9, 2011

Sorveteria de interior

Nos meus anos de faculdade, eu me divertia muito indo pra Limeira, onde uma grande amiga morava. Lá ela conhecia todas as pessoas do clube, ela falava oi para as pessoas no shopping, na rua e na sorveteria. E foi lá que eu tomei sorvetes maravilhosos, com aquele gostinho de caseiro, mais interior impossível.

Aí num sábado eu senti esse mesmo gostinho de interior do meu potinho. Fui lá pra Saúde com uma amiga que mora por aqueles lados e indicaram a [Pecatti], "ali na rua do lado". Uma sorveteria super simpática, decorada de forma clean e muito agradável. Me senti transportada para o interior, sentada em uma mesinha do lado de fora numa sorveteria em que alguns clientes assíduos eram tratados pelo nome.


Os gelatti são todos produzidos ali por uma dupla de chefs especializados em sorvetes. Têm uma consistência um pouco menos aerada do que os potes que encontramos nos supermercados, mas você sabe que está consumindo um sorvete sem estabilizantes e emulsificantes, com muitas frutas naturais. Melão cantaloupe, lichia, maracujá e kiwi são alguns dos sabores maravilhosos que encontrei por ali. Também experimentei o doce de leite, que era bem cremoso e com gostinho daqueles de Minas.


Eu sei que fica longe para algumas pessoas para se deslocar até a Saúde. Mas a dica é muito boa para aqueles que moram meio perto e querem fugir da bagunça de sempre e quase sentir o cheiro de terra molhada do interior.

Feb 7, 2011

De prateleira cheia

Eu sumi. Voltei pro Brasil, empacotei a casa, desempacotei a casa de novo. Caos da mudança, acho que eu estava até mais perdida que o Milo, meu cachorro.

E no meio dessa confusão toda, ainda sobrou um moooonte de coisinhas pra falar de NY, de restaurantes que eu fui antes de voltar, e claro que eu SEMPRE ficarei antenada com o que acontece no mundo gastronômico de lá. E também estou LOUCA de vontade pra explorar o mundo gastronômico daqui do Brasil, que tem muita coisa nova, gostosa e exótica.

Mas agora na volta, um dos meus maiores orgulhos foi a mini biblioteca gastronômica que veio na mudança. Sem dó nem piedade da carteira, mandei ver em TODOS os livros que eu babei por tanto tempo. Fui anotando e salvando os nomes que via e usava pra pesquisa na biblioteca da FCI, e também os nomes dos livros da biblioteca do Le Bernardin. E antes da volta, comprei todos! Mas eles foram chegando e ficando nas suas próprias caixas de envio, pois o caos da casa era demais.


E na sexta, lá pela 1am, eu consegui desempacotá-los e montar a minha mini-biblioteca, que eu espero que cresça bastante ainda! Queria muito que eles enfeitassem uma prateleira bem bonita da minha cozinha. Mas na nossa atual casa não vai funcionar, pois todos os espaços já foram ocupados pelas tralhas que trouxe. Afinal de contas, se comprei tanto livro, dá pra imaginar quantas panelas também vieram? Mas aí já é história pra outro post...