Jan 2, 2011

Muitos Natais

Acho muito interessante aprender sobre como diferentes pessoas comemoram o Natal. Sempre me perguntaram em Nova York por que eu comemorava o Natal. "Como assim, meio budista, meio católica, japonesa e você celebra o Natal??" Difícil explicar, né?

Há os que digam que a gente comemora a "chegada do Papai Noel" num consumismo fútil e desenfreado, esquecendo o verdadeiro significado do Natal. Pode até ser, mas eu vejo de outra forma. O Natal pra mim é uma data pra estar com a família, para sentarmos juntos e celebrarmos que estamos todos ali. E acho que esse é o espírito do Natal brazuca, com algumas mudanças aqui e lá.

Lá na casa da minha avó materna, por exemplo, sempre tem sushi. Exatamente: peru, pernil, farofa e um sushi ali do lado. E como toda família nipo-brasileira, a gente faz a maior misturada. Tenho certeza de que muitos descendentes vão concordar comigo e lembrar das festinhas de "parentes" onde tem empadinha, salada de sobá, carne, coxinha, tudo meio junto combinando. E como é bom comer tanta coisa gostosa assim. Hmmm...

E além do Natal nipônico, também tive um que foi carinhosamente apelidado de "O Natal a oito mãos". Foi uma brincadeira divertida parecida com o [Thanksgiving] que passei em Lodi, em que cada um levava uma parte do jantar.

Fui responsável pelo primeiro prato: uma saladinha caprichada. Tenho certeza de que um monte de gente pensou "Mas salada, sério?!" e foi exatamente por isso que quis fazer essa salada. A gente pode sim fazer uma salada divertida, saborosa e nem tão amiga da balança nem do bolso, mas que componha um prato legal no Natal.

A minha salada tinha endívias e alface temperadas de forma bem simples: azeite, vinagre balsâmico, sal e pimenta preta moída na hora. Pra dar uma graça ao prato, também coloquei um pouco de presunto cru, pignoles, crouton caseiro e queijo de cabra.


Tivemos uma massa caseira com camarão do meu cunhado e um bacalhau super gostoso da anfitriã. Ai, tô babando só de olhar para essas fotos, como estava bom! Ah, vale lembrar que todas as porções foram servidas em pratos de salada ou sobremesa. Assim você pode comer um monte sem comer tanto.



E também teve uma mesa linda de sobremesas, com direito à [famosa cheesecake da Celina]. Pra contribuir, eu fiz uma tortinha de massa de chocolate com amêndoas, recheio de ganache de chocolate e compota de morango. O ganache é baba: chocolate ao leite derretido com um pouco de creme de leite. A compota também não tem segredo nenhum, é uma geléia de nome pomposo. Já a massa da tortinha é secreta.


Ah, charminho? Que nada. A receita vem do restaurante em que trabalhei e onde assinei uma mega papelada sobre nunca-jamais-nem-sob-guilhotina revelar as proporções e ingredientes das receitas. Uma pena, né? Mas pelo menos massa de tortinha dá até pra encontrar no supermercado. E apesar de ter reduzido a receita em 80% e ter feito 52 tortinhas, ainda sobrou um montão de massa (congelada!) para mais tortinha futuras.

4 comments:

Marilia said...

Querida Paula, fiquei emocionada com seu post.
Viva as misturas e o bem querer, afinal é ele que enxergo aqui. Beijos pra lá de carinhosos.

Luiza said...

o jantar realmente foi incrível, deveríamos fazer um por mes! ;)
Bjos!!

π said...

hmm... você sugere essa frequência só porque não cozinhou nem lavou a louça, né? rs...

Luiza said...

acertou em cheio! Comer não me deu trabalho algum! hehe...