Nov 4, 2011

Em Roma...

...Faça como os romanos, certo?

E lá fui eu encontrar uma grande amiga minha, que nasceu e cresceu comendo as melhores massas do mundo. Não sei o que existe naquela farinha, naquele ovo, ou nas mãos das nonnas que fazem os macarrões, mas algo de diferente tem, né?

Eu tive a grande sorte de passar um domingo inteirinho com a minha amiga e seu marido, andando sem rumo nem mapa por Roma. Ah, tem coisa melhor do que passear assim? Eles montaram um roteiro para nós com o que consideram o melhor café, a melhor massa e os lugares que, como turistas comuns, não conseguiríamos chegar.

Bom, o melhor café? Brasileiro, claro. A decoração é rústica, antiga e completa por sacos de café Brasileiro. Mas com uma espuminha perfeita no cappuccino. Ah, e o maridão vai de chocolate quente, também maravilhoso. O lugar se chama Sant Eustachio, e vive cheio. Mas faça como os romanos, peça seu café e tome com o cotovelo encostado no balcão. "Mesas são para turistas. Ou milaneses." Ui.


O almoço foi em um restaurante simples, daqueles de toalhinha branca e parede azul. Qual o nome? Roma Sparita, na Piazza de S. Cecilia, lá em Trastevere.

Foi nesse lugar que comi o melhor macarrão a la matriciana da minha vida, e olha que não foram poucos! Molho perfeito, pancetta crocante e guardanapo preso na gola da camiseta. Recomendação local, pois a massa do matriciana é o buccacino, um cruzamento de penne com spaghetti, mais difícil de puxar e que voa para todos os lados. Fiz como os romanos e saí de lá sem uma manchinha.


Mas como um macarrão nunca pode ser suficiente, eu e o maridão pedimos dois diferentes. E sim, a gente come até a metade e troca os pratos! O segundo foi o caccio e peppe. Fantástico! Parece super simples, mas é uma arte: adiciona-se queijo parmesão ralado a um pouco da água de cozimento do macarrão, que tem que ter uma quantidade certa de amido. Vira um creme! Simples assim, é servido com pimenta preta moída na hora e muito queijo, tudo dentro de uma cestinha de parmesão crocante.


E pra terminar a tarde, um gelato! Foram muitos, diariamente, porque pegamos um calor atípico para setembro - fala sério, eu que adoro frio e não preciso de desculpa pra tomar sorvete nem num dia com máximas de 10ºC. Nesse dia, fomos ao Ciampini e pedi um sabor que ficou na memória: pêssego com pignole. Que maravilhoso! Geralmente sou fã dos óbvios de leite, chocolate, morango e outras frutas, mas nesse dia inovei e acertei em cheio. O lugar estava cheio, o sorvete derretendo, eu morrendo de calor, a foto foi do telefone mesmo.


Tivemos muitos outros dias de viagem, de comilança e passeios. Vou escrevendo aqui aos pouquinhos, mas ainda está por vir o interior da Itália, Berlin, Munich e Praga!

* Comentário sobre a demora dos meus posts: eu perdi meu Moleskine no último dia de viagem na Europa. Triste, muito triste, já chorei todas as pitangas que eu podia. Recordar o nome dos lugares, então, ficou mais difícil. Mas para a sorte deste blog, das minhas memórias e consolo, eu carrego um pacote durante a viagem onde coloco meus "lixos": tampinha de cerveja, fósforo de restaurante, cartão de visita, mapas riscados, endereços de lojas. Ufa! Só ainda não tive pique pra re-escrever tudo em um Moleskine novo.

Sep 14, 2011

Queridos leitores

Calma, calma, ainda não fui viajar!

Hoje a Mayra e eu fomos dar uma [aula de compras] lá na feira do CEAGESP. Foi uma aula super legal, mesmo com o mega frio que estava.

E uma das alunas me falou algo que me emocionou: "Eu sempre li seu blog. Vi todas aquelas caixas da Kitchen Aid na foto, fiquei morrendo de inveja! Nem acreditei que você estava voltando!". Nossa! Isso é do meu oooooutro [blog], que eu escrevia lá de Nova York!

Foi a primeira vez que conheci uma leitora. Quando um blog começa, seus principais leitores são os amigos, a mãe, sogra, cunhada, marido... E eu nunca imaginei que algum dia teria leitores assim, que vão acompanhando as nossas ideias. Eu até sei que tem gente que eu não conheço que lê o blog, mas ninguém tinha sido tão espontâneo e sincero antes! Fiquei muito feliz!

Sep 13, 2011

Férias!

Vou passar algumas semanas fora do ar, e lá pelos ares da Europa. Ueba!
Vamos para Itália (Roma e Siena), Alemanha (Munich - durante a Oktoberfest - e Berlin) e República Tcheca (Praga e Pilsen).
As dicas e recomendações são mais do que bem-vindas como comentários, e lógico que escreverei um post bem guloso depois da volta!

Sep 8, 2011

E mais um dia guloso

Tudo não coube em um único final de semana! Ainda tivemos um chorinho e tem mais um lugar pra lista dessa visita super gostosa da Gi.

Fomos ao Santo Grão, eu adoro o Blossom Lassi deles, uma mistura de iogurte, flor de laranjeira, cardamomo e mel. Super refrescante, porque aquele dia estava um calor horroroso!

Também pedi o café coado. Achei a engenhoca meio destrambelhada. O primeiro vazou no pires inteiro; o barista trouxe outro, mas ele também deixou uma poça pelo pires e falou que era assim mesmo. Bom, nada que um guardanapo não resolva.

Mas demora TANTO pra coar que, por ser literalmente de gota em gota, o café fica meio morno. O sabor é bom, e o dia estava quente... Mas café morno?! Xi... Bom, da próxima vez vou no café expresso normal. Mas a experiência foi válida!

Aug 28, 2011

Visitas queridas e um fim de semana guloso

Sabe aqueles dias que a gente deita no sofá de barrigão cheio, fica até feio?! Pois é, estou me sentindo assim, jiboia pós refeição. Isso porque desde sexta recebemos queridos amigos aqui em São Paulo, e a comilança não poderia ter sido melhor!

O almoço de sexta começou no Dalva e Dito. Acho fantástico e worth every penny. O almoço executivo então é uma diversão para um gringo que aprecia a nossa comida brasileira. Sem contar que o couvert é muito simpático e eles adoraram todas as pimentas.


Os acompanhamentos são super bem feitos: a farofa é super gostosa e a batatinha, imperdível. E ainda dá para provar diversos tipos de carne, preparados de forma bem brasileira. Tem franguinho de televisão, filé mignon, costela... E depois o pudim foi devidamente devorado.

A noite, teve um encontro no bar Eu, Tu, Eles. Foi a primeira vez que fui lá, e gostei também. Achei o tubinho de provolone fantástico! Pena que as pessoas gostaram tanto que nem do repeteco eu consegui tirar uma foto!

Sábado estava lindo, céu azul, temperatura agradável, tudo perfeito para comer ao ar livre. Como o casal já tinha comido bastante carne, fomos a um italiano, já que São Paulo com certeza tem os melhores fora da Itália!

A escolha foi pelo Due Cuochi, pois poderíamos acomodar o Milo conosco nas mesas do lado de fora também, e a vista, além de linda, explica bem a maluquice de São Paulo.


Todos nos deliciamos com nossos pratos, que variavam entre risoto negro, ravioli com queijo de cabra e macarrão com linguiça. Eu adorei o meu, um macarrão bem fininho e simples, com molho de tomate, folhas de rúcula e camarões grelhados. E em vez de pegar as sobremesas, fomos pegar sorvetes bem típicos no Mil Frutas! Cupuaçu, açai, goiabada e queijo, beijinho... Teve de tudo!

E sei que não foi exatamente uma experiência gastronômica especial para os gringos, mas achei MUITO fofo o alfajor disfarçado de bem-casado no casamento que fomos no sábado! Isso porque o noivo é - duh! - argentino. Ficou lindo, Jane!

E hoje, domingo, foi dia de caminhar pelo centro velho de São Paulo, admirar os prédios antigos e comer no Bar da Dona Onça. Adoro aquele lugar!


Caipirinhas, couve-flor empanada, croc milanesa com molhinho de queijo, linquiça caseira com pão francês e pimenta biquinho, tudo muito gostoso. E claro, picadinho de carne e mini-churros de sobremesa não poderiam faltar. Assim como o cafézinho no final, acompanhado do brigadeiro na forma de oncinha. Agora chega, né?

Aug 25, 2011

Sumiços!

Eu tenho postado pouco aqui, mas não foi a falta de receitas colocadas em prática. É só que tudo que eu tenho feito ou vem da Dedo de Moça ou vai pra lá. Tenho me divertido muito com a produção de fotos, testes de receitas e aulas também. Pra quem quiser acompanhar mais, é só clicar [aqui].


E um dos meus favoritos foi esse [cookie de blueberry]! Depois da sessão de fotos, sobrou um pouco da massa em casa. Coloquei na geladeira e levei, no dia seguinte, para a casa de um amigo para assar lá. Assa rapidinho e aceita desaforo de qualquer forno desajustado. Mega sucesso!

Sopa pra esquentar e não estragar

Tem dias que a gente olha pra geladeira e fala: "Putz. Vou passar os próximos dias jantando fora de casa e tudo vai estragar! O que fazer?"

Foi isso que aconteceu comigo hoje. Amanhã duas queridas amigas vêm de férias para Sampa, e os próximos dias serão de belas comilanças. Mas eu tinha um monte de coisas na geladeira, o que fazer?

Vou contar como fiz a minha, mas não se prenda aos legumes em si. Use a criatividade, e o que a geladeira tiver para oferecer. Por isso, não tem lista de ingredientes!

Ralei uma cenoura.
Coloquei numa panela funda com um pouco de azeite e deixe refogar um pouco.
Adicionei duas mandioquinhas fatiadas, e refoguei um pouco mais. Eu [já contei isso], mas sempre refogo os legumes antes de adicionar a cebola, pois eles liberam seus aromas e a cebola não queima.
Foi um pouco de cebola e alho-poró bem fininho, até amolecer.
Se tiver alho, pode amassar e colocar também.
Também coloquei um pouco de couve-flor pré-cozida em água com sal que sobrou de ontem.
Cubra com um belo [caldo de frango caseiro]. Fiz um panelão de caldo há umas semanas e deixei congelado em formas de gelo. Parece complicado, mas é só jogar tudo numa panela e deixar fervendo.
Por fim, eu não tinha creme de leite, coloquei 1 colher de sopa de farinha de trigo em um copo, uns 2 dedos de leite, misturei bem e joguei na sopa, pra não ficar aguado.

Pronto! Falta só temperar com sal, pimenta e uma pitada de noz moscada. Quem falou que fazer um jantar saudável e equilibrado demora? E, como não tem batata, ainda dá pra congelar o que sobrar!

Aug 9, 2011

Adubo naturebas

Acho que muita gente já ouviu falar da compostagem. Existem diversas maneiras. Tem gente que alimenta minhocas, e elas fazem a decomposição de restos de alimentos, gerando um adubo orgânico.

Nem tão natureba assim - porque eu não consigo me imaginar criando minhocas em casa! - existe uma outra opção, em que você deixa os alimentos com uma quantidade certa de água, oxigênio e gás carbônico, e tem que ficar virando e remexendo até virar adubo. Ok, gente, eu moro num ap pequenininho e não tem COMO a casa inteira ficar com cheiro desse adubo, né?


Então vou tentar a outra opção: triturar cascas de ovo e misturá-las com a água para regar plantas. Lavei e guardei umas cascas, deixei secando nessa latinha, mas não tenho o menor conhecimento para fazer isso! É só misturar tudo mesmo? Será que funciona?

Vou testar, mas se alguém por aí puder me dar umas dicas, agradeço!

Aug 1, 2011

Pão de leite em pó

Fiz uma receita de cookies que levava leite em pó para a [Dedo de Moça]. Eu adoro leite em pó, mas o que fazer com essa latona que sobrou por aqui?! Postei a enquete no facebook e recebi algumas ideias bem legais. Pra variar os bolos que sempre saem do meu forno, peguei uma receita de pão de leite!


1 tablete (15g) de fermento biológico fresco
1 colher (sopa) de açúcar
300mL de água morna
20g de manteiga
500g de farinha de trigo
15g de sal
45g de leite em pó
1 gema
1 colher (sopa) água

Junte o fermento, água morna e açúcar e deixe descansando por 15 minutos.
Em uma tigela, misture bem todos os outros ingredientes: manteiga, farinha, sal e leite em pó.
Quando o fermento estiver com bolhas, despeje dentro da tigela com farinha e misture até ficar homogêneo. Deixe descansando até dobrar de tamanho. Como hoje está uma noite fria, deixei perto do fogão enquanto fazia o jantar, e demorou 1 hora. Não pode deixar quente demais, mas uma opção também seria colocá-lo no sol.
Abra a massa e faça o formato que desejar; podem ser pãezinhos, colocar numa forma redonda ou retangular. Deixe dobrar de tamanho novamente, mais uma hora!
Misture a gema com a água e pincele sobre o pão. Ainda usei os restinhos da farofinha de leite em pó que sobraram do [cookie] por cima! -> Comentário do maridão: "O equilíbrio doce-salgado ficou perfeito!"
Leve ao forno a 180ºC por 30 minutos.
Sirva com uma manteiguinha assim que sair do forno!

Jul 15, 2011

Receita do bolo do Jamie Oliver

Bom, eu falei, falei, falei sobre o tal bolo de limão do Jamie Oliver, que eu também fiz com mexerica. Levei para as minhas queridas cobaias do pilates e lá me pediram a receita traduzida. Segue a receita abaixo, com as alterações que eu fiz. Quem quiser a original, [clica aqui].

Bolo de limão {mexerica} do Jamie Oliver

115g de manteiga, temperatura ambiente
115g açúcar
4 ovos, separados
180g farinha de amêndoas (basta comprar amêndoas sem casca e triturar no liquidificador)
10g de papoula (se não achar, não tem problema)
2 colheres de sopa de suco de limão {mexerica}
raspas da casca do limão {mexerica}
125g de farinha de trigo peneirada
1 colher de sopa de fermento em pó peneirado

Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Bata as claras em neve.
Em um outro recipiente, ainda usando a batedeira, misture a manteiga com o açúcar até ficar homogêneo. Adicione as gemas uma a uma.
Com uma espátula, incorpore à mistura de manteiga e açúcar: a farinha de amêndoas, a papoula, o suco de limão {mexerica} e as raspas.
Adicione as claras em neve, e misture levemente, para não murchar.
Adicione metade da farinha de trigo, misture, e adicione o restante da farinha com o fermento em pó.
Despeje a massa em uma forma untada com óleo e farinha e leve ao forno por 30 minutos, ou até o palito sair limpo.

Uma dica: bolo quentinho é MARAVILHOSO, mas ele resseca a massa. Isso porque o vapor lindo que sai dali de dentro iria condensar na massa, deixando-a molhadinha. Quando cortamos, essa umidade sai e não tem como recuperar. Então resista! Por um bolo mais molhadinho quando frio.

Jul 14, 2011

Bolo de mexerica

Vocês se lembram do bolo de [limão siciliano] do Jamie Oliver que eu fiz há algumas semanas, né? E ele me rendeu umas ideias muito boas, como substituir o cítrico.

Semana vai, semana vem, tem um MONTE de mexerica lá do sítio do meu avô na minha geladeira. Vendo que os sucos diários não dariam conta da gaveta de mexericas, resolvi testar a ideia do bolo.

Desta vez, fiz um bolinho simples, sem calda nem cobertura, com a forma de bolo inglês. Novamente, bati as claras em neve separadamente com uma pitada de sal e açúcar. Aliás, hoje uma aluna me perguntou: "Como sei se as claras estão em neve?" Quando você levantar as espátulas da batedeira, tem que ficar assim, ó:


Além da clara em neve, misturei as farinhas (de amêndoas e de trigo) com uma espátula de forma delicada, adicionei o fermento bem no finzinho e também substitui o suco e as raspas de 2 limões por 2 mexericas.


O que não me conformo é que sucos de frutas deveriam vir em quantidades mais padrão: quem nunca pegou um limão suculento ou aquele seco que dói? E aí, né? Enfim, sugiro 3 colheres de sopa de suco, seja de limão, laranja ou maracujá. Nham!

Ah, e apesar das tantas aulas de fotografia, essas foram do celular mesmo!

Jul 7, 2011

Mapa Guloso de Paris - republicando

Sou neurótica, metódica e detalhista com o planejamento de cada viagem. Me dá faniquito da possibilidade do momento "Putz! Deveria ter conhecido aquele lugar" quando já fui embora.

Então tenho me organizado cada vez mais e melhorado as técnicas. Além dos guias de viagens que sempre tenho em mãos (meu favorito é o DK Eyewitness), comecei a levar Moleskines/caderninhos e anotar TU-DI-NHO: endereços, restaurantes, lugares, preços, sites e o que mais fosse importante.

Pra quê?! Eu curto esse pré-viagem, começar a viajar sem sair do lugar. Além disso, eu sempre peço dicas para pessoas que já foram aos lugares, e também as ofereço para os próximos viajantes. A Gi até leu meu Moleskine do Japão de cabo-a-rabo (que paciência, né?!).

Na minha última ida à França, eu já estava mais no modo "gastronômico" de viajar. Fizemos um tour incrível pela Borgonha pelos restaurantes mais charmosos e deliciosos. Além disso, também fiz explorações gulosérrimas por Paris, que viraram um post no falecido blog [50th&8th].

Hoje resolvi republicar este post aqui no Cozinhando depois de receber um email de uma amiga que tem uma Pâtisserie lá em NY pedindo dicas de Paris. Lá vai!

Antes de ir pra Paris, dei uma pesquisada em lugares para conhecer. Há vários blogs de outros comilões que me ajudaram muito com a minha pesquisa, e assim saí com uma lista de coisas gostosas, algumas simples, outras bem refinadas, e umas visitas a alguns museus pelo caminho.


View Minha Paris mais gorda in a larger map

Fui em busca do melhor mil folhas de Paris, e o encontrei na doceria do Jacques Genin, acompanhada da Monica, uma grande amiga minha que mora por lá. É realmente o melhor que comi - e não foram poucos - e vale a viagem de metrô até lá (133 Rue de Turenne). Pedimos o tradicional de baunilha, além de uma bomba (éclair) de chocolate maravilhosa. Para acompanhar, uma carta inspiradora com muitos tipos de chá. Tentei voltar pra comer antes de embarcar de volta pra casa, mas eles fecham às segundas-feiras.


Também fui em busca do melhor macarron, e o encontrei na [Gérard Mulot]. O favorito foi um de caramelo, puxa-puxa e doce na medida, recheio molhadinho e casquinha crocante.


O melhor pain au chocolat? Com certeza da [Ladurée], com alguns endereços espalhados pela cidade. Fresquinho e com o chocolate distribuído pelo croissant todo, não concentrado no meio como a grande maioria.


E a sobremesa mais marcante? Talvez por ter sido a primeira, mas o sorvete de leite de ovelha do [Le Comptoir du Relais Saint-Germain]. Consistência perfeita, sabor suave e maravilhoso, daquele que dá vontade de passar o dedo no derretidinho.


Pra finalizar, uma visitinha a um canto de Paris que tem várias lojas de utensílios de cozinha no 2éme Arrondissement. Vale uma andadinha pelo bairro e pelas lojas empoeiradas, com panelas de cobre e forminhas de todos os tamanhos. Minha favorita: [E.Dehillerin], eu podia ficar o dia inteiro lá!

Jul 6, 2011

Feijão sem pressão

Nem só de tartare, bechamel e beurre noisette se faz o repertório das aulas e técnicas que a gente aprende e ensina. Às vezes tem gente que pede uma tradicional cheesecake novaiorquina, um strogonoff de carne e até um feijão bem básico.

Lá no site da Dedo de Moça tem o passo a passo de um bom [feijão], e ele funciona muito bem. É engraçado que, no começo da aula, ninguém acredita que dá para fazer um feijão rapidinho, sem deixá-lo de molho de um dia pro outro. E quando a aula acaba... voilá! O grande segredo está em deixá-lo de molho na água fervente, que acelera o processo.

Mas aí veio a pergunta de um amigo solteiro, que mora sozinho e tem uma cozinha... minimalista: "Py, dá pra voltar do trabalho, ficar com vontade de comer feijão, ir ao mercado, fazer a compra e jantá-lo, sem a panela de pressão?"

Conversa de bar vai, chopp vem, expliquei como eu achava que daria para fazer esse bendito feijão. Até por não usar a pressão, dá para ir testando o ponto (argh, feijão semi-cozido deve ser muito ruim!), mas eu sinceramente não sabia quanto tempo ia demorar.

Hoje recebi um email... e deu certo! Olha como ele fez:

"Fervi a água e coloquei no feijão escolhido e lavado.
Depois de 30min foi o feijão + a água pra panela.
18min depois já estava bom.
Daí apliquei uma técnica que minha mãe me ensinou: tira uma concha de feijão num prato e amassa bem, até ficar uma papinha bem homogênea. Depois volta pra panela pra engrossar o caldo."

Obrigada pelo feedback! Já dizia o post que trocar a água elimina o estufamento indesejado, mas 'tá valendo, né?! Só espero que ele tenha se lembrado da cebola, bacon, alho, louro...

Jun 29, 2011

Sem Comentários!

Recebi alguns emails de pessoas que não conseguem comentar nos meus posts. Ufa! Já estava ficando triste, achei que ninguém mais lia o blog, não achava as receitas ou dicas interessantes.

Enfim, criei um [link para a discussão num forum do Blogger] para ver se consigo resolver o problema. Enquanto isso, se você não consegue postar comentários também, peço que envie dicas, sugestões, críticas e perguntas para o meu email.

E se alguém por aí, mais entendido de programação de blogs do que eu, souber resolver o meu problema, pode falar também!

* atualização! *
Não poste usando seu google account!
As opções Open ID e Name/URL parecem funcionar melhor.
Google, google... Que decepção...

Jun 26, 2011

Bolo Cookie

Uma vez fui a uma festinha de aniversário de criança e comi um bolo incrível feito pela Lu, mamãe da aniversariante. Mandei um email pedindo a receita, e ela me mandou super fofa com as recomendações todas. Me contou que excluiu o coco ralado da receita, deu dicas e lá fui eu testá-la. A receita virou post no site da [Dedo de Moça] e foi até pro [Taste do UOL]. YUHU!

E já fiz o bolo algumas vezes, levei de presente para uma amiga, e hoje fiz em casa para o aniversário do maridão. Algumas coisas que mudei para o bolo de hoje:

- substitui o creme de leite da cobertura por 1/4 de xícara de leite. A aparência fica de chocolate mesmo, mas a consistência é bem mais molinha, daquelas que derrete na boca super rápido, coisa que não acontece tão rápido assim em dias frios do inverno.

- em vez de 200g de chocolate picado para a massa, coloquei 3 tubos de M&M-mini e 1/2 barra de chocolate picado. O M&M deixou um efeito interessante, parecia que uma criança tinha brincado de aquarela no bolo! Perfeito!

E pra completar, me inspirei na receita do [Brigadeiro Gourmet], usando 1 barra de Alpino Dark, e fiz brigadeiros de copinho! Afinal de contas, já desisti de usar as festinhas de crianças como desculpa para me esbaldar nessas gulodices!

Jun 18, 2011

Limão siciliano + papoula + chocolate Laka

Vocês se lembram do post anterior, da amiga que fez um bolo que ficou esquisitinho?

Então, hoje nós refizemos aquele bolo juntas! O bolo é do [Jamie Oliver] e tem uma cara super gostosa, mas fizemos  algumas adaptações para os ingredientes brasileiros e aos nossos gostos. O quê? Vamos lá:

1. O modo de preparo fala para incorporar os ovos à mistura de manteiga com açúcar. Eu bati as claras em neve separadamente, misturei com a manteiga e açúcar, e depois adicionamos as gemas.

2. Também pesamos todos os ingredientes, e descobrimos que 180g de farinha de amêndoas é um MONTE de amêndoas! Opa! Faltou 30g de farinha de amêndoas, então em vez de 125g de farinha de trigo, usamos 155g. Esssa é uma substituição que, feita moderadamente, funciona. Mas não dava pra substituir toda a farinha de amêndoas por trigo, e acho que tivemos sorte! ;)

3. A farinha de trigo americana com fermento - self-raising flour - é diferente da brasileira. Então usamos uma farinha comum + 1 colher de sopa de fermento em pó.

4. Para a calda - eu não sou muito fã de açúcar meio durinho em cima - derretemos uma barra de chocolate Laka em banho maria e adicionamos 1/3 de xícara de leite morno. Antes de colocá-la sobre o bolo, esprememos 1/2 limão siciliano, pra ficar mais molhadinho. Ficaram alguns pedacinhos de chocolate que eu adoro!

O bolo não é muito doce, acho que dava até pra abusar um pouco mais do chocolate branco. A papoula não é imprescindível, então dá pra fazer sem também. E pra variar, dá pra substituir o limão por suco de maracujá, morango, tangerina...

Jun 14, 2011

Dicas de bolos

Uma amiga minha me ligou perguntando onde ela encontrava papoula. Como não achou de jeito nenhum, "emprestei" uma tantinho, pedindo o pagamento em um pedaço do bolo de limão que ela ia fazer no fim de semana.

Ela ficou super super chateada que o bolo não deu certo, não cresceu e deixou a receita comigo. Dei uma olhada e achei alguns pontos que poderiam ter sido a causa da tragédia. Como a receita era britânica, ela não sabia da diferença das farinhas, do uso de farinha de amêndoas, do baking powder e baking soda e o bolo não cresceu.

Nesta mesma semana, uma outra amiga falou que queria fazer um bolo que eu já havia feito antes. Lembrei que eu alterei bem a receita, pois achei que faltavam alguns passos super importantes.

Então resolvi compartilhar algumas dicas para bolo. Independente da receita, há algumas coisas que sempre funcionam. Lógico que tem bolo que nem precisa disso tudo, como por exemplo, aqueles de liquidificador. Mas vamos lá:

1. Peneire a farinha, o amido de milho, o açúcar. Parece besteira, mas não é. Deixa o bolo mais fofinho.

2. Sempre, sempre, sempre que for usar ovo, separe a clara da gema. Bata as claras até ficarem em neve com uma pitada de açúcar e uma pitada de sal. Por quê? Pra quem quer a explicação científica, lá vai: o sal e o açúcar estabelecem pontes de hidrogênio, aquelas -OH que você viu há muitos anos em química no colégio, com o ar e com a clara, segurando o ar ainda mais e deixando o bolo mais fofo. Ah, e nem um pinguinho de água, se não a clara não fica fofa!

3. Uma professora minha falava sempre da regra W-W C-C: warm whites, cold cream. Então claras (whites) devem sempre ser usadas a temperatura ambiente, e creme de leite fresco (cream), sempre gelado!

4. Sempre que for usar alguma fruta cortada, misture-a com 1 colher de sopa de suco de limão, para manter a cor, principalmente com maçã, ameixa, pera.

5. Quanto mais você bater a massa depois de misturar a farinha de trigo, mais dura ela vai ficar. Isso porque o calor e o "trabalho" da massa ativam as cadeias de glúten, algo super desejável em pães, mas horroroso em bolos! Então depois que adicionar a farinha, use uma espátula para misturar delicadamente, somente o suficiente para não ver pelotas de farinha!

6. Em bolos com recheio, molhe a parte de dentro (no corte) com suco de laranja, maracujá - pode ser o de garrafinha concentrado, sem açúcar - ou até guaraná, para o bolo ficar bem molhadinho. Ah! Mas cuidado! Se o recheio tem muito leite (ganache de chocolate, por exemplo), a acidez pode talhar o recheio, então use suco de maçã que é menos ácido.

7. As gemas, quando separadas das claras, sempre são adicionadas uma a uma. Essa é uma dica de um confeiteiro que trabalha há décadas no Le Bernardin e não sabia me explicar o que acontecia de errado quando as gemas vão todas juntas. Só sei que funciona, então continuo fazendo!

8. Eu sou da teoria que é melhor ter uma forma um pouco menor do que uma grande demais, pois o bolo seca e queima! Mas pequena demais também queima e fica cru. Tenha em casa uma forma redonda de 30cm, que funciona muito bem pra qualquer bolo. Pode ser com furo no meio ou não. Mas a conta, que aprendi com minha mãe, é simples: bolo com 3 ovos é pequeno! Use uma forma pequena, de pudim! Bolo com 6 ovos vai bem na redonda com 30cm ou então na retangular 20x30cm. E assadeira maior, serve pra assar peixe, não bolo!

9. Se o bolo é "de liquidificador", nunca bata a farinha de trigo e o fermento. Misture todos os ingredientes, bata bem e despeje em um recipiente. Aí adicione a farinha, fermento e misture com delicadeza com uma colher ou espátula. Aqui se aplica o mesmo princício da sova da massa e da formação das cadeias de glúten.

E vamos lá: a receita original que eu recebi do bolo de maçã para o ano novo judaico era assim (copiada sem nenhuma alteração!):

2 eggs
1c. sugar
1 tsp. vanilla
1/2 c. oil
3 tbsp water or orange juice
1 1/2c. flour
2 tsp. baking powder
1/2 tsp salt
6-8 apples. pared & thinly sliced
1/2c white or brown sugar
2 tsp cinnamon
1/4c. icing sugar

Beat eggs, sugar and vanilla until fluffy. Beat in oil. Add liquid alternately with dry ingredients and beat just until smooth. Spoon half of batter into a lightly greased 9" square baking pan. Spread evenly with rubber spatula. Add apples which have been sprinkled with sugar and cinnamon. Cover with remaining batter. Sprinkle with icing sugar. Bake at 350ºF for 50 to 60 minutes, until nicely browned.


Gente, o que é esse parágrafo ÚNICO de preparo?! E imaginem, a receita ainda vinha sem foto e eu nunca tinha visto um bolo judaico na vida! Mas deu certo, e olha como eu escreveria a receita:

6 maçãs, sem semente nem miolo, fatiadas bem fininhas
1/2 xícaras (chá) açúcar
2 colheres (chá) canela
1 colher (sopa) suco de limão

2 ovos, clara e gema separadas
1 pitada de sal
1 pitada de açúcar
1 xícara (chá) de açúcar peneirado
1/2 xícara (chá) de óleo
3 colheres (sopa) de suco de laranja
1 colher (sopa) essência de baunilha
1 1/2 xícara (chá) farinha de trigo peneirada
2 colheres (chá) fermento em pó

1/4 xícaras (chá) açúcar de confeiteiro
Óleo e farinha de trigo para untar a assadeira

Pre-aqueça o forno a 180ºC. Corte e fatie as maçãs (com casca) e adicione 1/2 xícara de açúcar, a canela e o suco de limão.

Misture as claras com a pitada de sal e de açúcar e bata em neve (vire o pote por 5 segundos de cabeça para baixo e a clara não pode se mexer!). Adicione o açúcar peneirado e bata bem. Depois vão as gemas uma a uma, batendo bem entre cada gema. Ainda na batedeira, adicione o óleo aos poucos, o suco de laranja e a essência de baunilha. Desligue a batedeira.

Peneire toda a farinha, e junte 1/2 xícara de farinha de trigo. Misture bem antes de adicionar mais 1/2. E por fim, combine a última 1/2 xícara de farinha com o fermento em pó e incorpore, bem de leve.

Despeje 1/3 da massa em uma assadeira de fundo falso untada com óleo e farinha de trigo. Coloque as maçãs em cima, com a casca para fora, para ficar bonito. Cubra as maçãs com os 2/3 restantes de massa. Assim não fica aquelas partes faltando massa, e temos menos massa sendo comprimida pelas maçãs!

Asse até que o palito saia limpo quando espetado bem no meio da massa, geralmente 50-60 minutos. Observe lá pelos 20 minutos se o calor do seu forno é torto. Se for, abra a porta rapidinho e gire o bolo.

Eu desenformo quente mesmo, pois adoro bolo quente! Por isso uso a forma de fundo falso, fica mais fácil - e polvilhe o açúcar de confeiteiro por cima.

Ah, se o bolo estiver muito quente, o açúcar vai derreter um pouco. Eu não vejo problema, mas pode polvilhar um pouco mais depois para ficar bonito!

Alguém mais tem dicas?!

Jun 4, 2011

Choc choc choc... é de chocolate!

Aula de chocolate com luz contínua.
As coisas derretem por causa do calor.
Ainda bem que está um friozinho, se não a gente derretia junto!

Jun 3, 2011

Madeleines pras moças

Sumi. Eu sei, que decepção não ver um post novo, e esse bendito feijão que não saia da tela. Mas fomos viajar pro Chile - Santiago, Atacama e Rancágua - e fiquei tão perdidinha que nem atualizei o blog. E aí voltei, já tive duas aulas de fotografia e também nem postei nada. Ai ai ai!

E ontem, meio de última hora, fiz umas madeleines para minha mãe, que precisava levá-las numa reunião da ONG. Usei [aquela mesma receita dos cookies] que já passei aqui, mas adaptei para um gosto mais - não me levem a mal! - "de senhoras".


Essa receita é super versátil! Dessa vez levou açúcar mascavo, raspas de laranja, baunilha e canela. Queria colocar umas papoulas, mas o açúcar mascavo ia esconder os pontinhos charmosos, então desisti. E vamos entrando no mood dia dos namorados com esse prato fofo, né?!

May 9, 2011

O flash de câmera

Começamos a ter aulas com flash de câmera e a entender um pouquinho mais sobre ele. O flash de câmera não é o embutido que vem ali e levanta quando você tira alguma foto no automático. Ele é aquela coisa compridinha que é acoplada na parte de cima da câmera.

Quando comprei a minha, me recomendaram comprar um flash. Mas naquele momento eu mal sabia usá-lo e achei que era um investimento que deveria esperar um pouco. Agora estou morrendo de vontade de comprar um!

Além de iluminar bem a foto, não assustar as pessoas e não deixar todo mundo com cara de fantasma, você ainda pode escolher a direção da luz, colocar difusores, filtros, enfim! Inúmeras opções, que variam de acordo com o que está sendo fotografado.


E olha o que eu fiz: deixei minha câmera ali paradinha no tripé e usei o flash de diferentes formas. Aí deixei algumas especificações fixas: ISO100 e f9.0. Começando pelo canto esquerdo superior e indo em sentido horário:

1. Foto sem flash
2. Foto com flash embutido
3. Foto com 9 disparos de flash de câmera atrás do potinho, perpendicular à lente
4. Flash com filtro laranja à direita da lente

Eu gostei bastante do efeito alaranjado do filtro. Há também outras cores e opções, e claro que você sempre pode aplicar filtros no Photoshop. Mas a ideia dessas aulas sempre tem sido conseguir obter uma foto legal sem ter que editá-la.

May 7, 2011

Sopa de Mandioquinha

Acho que todo mundo sabe fazer sopa de mandioquinha. Mas mesmo assim, não tem dias que a gente faz algo que fica bem melhor do que das vezes anteriores? E também tem aqueles em que parece que tudo dá errado!

Hoje foi um dos dias bons, em que uma sopa de mandioquinha caiu super bem como jantar e saiu melhor do que a encomenda. O maridão amou a sopa, e resolvi compartilhar a receita aqui. Teve um segredinho especial: outro dia sobrou um pouco do [espaguete de alho negro] em uma das reuniões da Dedo de Moça. Lá foi ele pra panela!

Foto tirada com o celular... Não ia deixar a sopa esfriar, né?

2 colheres de azeite/óleo vegetal
5 mandioquinhas descascadas e cortadas
1 cebola picada
1 xícara de água
1 xícara de caldo de frango caseiro
3 dentes de alho negro
2 colheres de sopa de requeijão
1 ramo de alecrim
sal e pimenta
azeite extra virgem bom pra finalizar

Refogue as mandioquinhas até que elas mudem um pouco de cor, ficando mais amarelas e douradas. Adicione as cebolas e refogue até ficarem transparentes. Essa refogada ressalta o sabor da mandioquinha, e deve ser feita em qualquer sopa com legumes pra ficar mais saborosa. Além disso, eu refogo a cebola depois pois gosto dela transparente, mas não queimada.

Cubra com água e caldo de frango. Sem usar o de cubinho, hein?!

Passe o alho negro por uma peneira e adicione a sopa. Deixe a sopa ferver por 20 minutos, ou até os pedaços de mandioquinha ficarem macios.

Adicione o requeijão e bata a sopa em um liquidificador ou use um mixer na própria panela. Por fim, coloque o alecrim e deixe cozinhar por mais 5 minutos. Ajuste o sal e a pimenta - sempre moída na hora, dá um sabor muito melhor!

Coloque umas gotinhas de azeite. Vale inve$$$tir em um azeite extra virgem legal para finalizações e molhinhos de salada incrementadas! Mas deixe ele bem escondido da luz (para evitar oxidação e gosto de ranso) e de pessoas que usarão pra fritar bife! Não ficou tão bonito quanto eu esperava, mas dá um gostinho especial!

May 1, 2011

E o fotômetro... Nhoc.

A aula de sexta-feira foi sobre o fotômetro.

Fiquei pensando durante o final de semana: será que os leitores desse blog se interessam MESMO sobre o que é o fotômetro, como funciona, pra que serve? Acho que não! A aula foi bem técnica, e até a professora falou que seria um tema chato.

Então pra não chatear ninguém, fica aqui só a minha foto favorita do dia.


PS: se você tiver interesse em saber pra que serve o fotômetro, deixa um comentário que eu explico!

Apr 27, 2011

O bolo da minha mãe

O aniversário da minha mãe caiu bem pertinho da Páscoa, então comemoramos na sexta-feira Santa.

- Mami, que que você quer pro seu almoço de aniversário?
- Ah, tanto faz.
- Posso fazer um rosbife?
- Mas é Páscoa! Não pode ser algo sem carne?
- Mas mãe! Você é budista!
- Ah... mas melhor, né?

Eu acabei fazendo um macarrão com molho de tomate, nada sofisticado, mas daqueles bem da nonna, com molho só com tomates bem vermelhinhos, manjericão fresco, cebola. Minha receita fácil e infalível que já tinha usado antes num almoço de domingo com os amigos.

E como o almoço foi assim, mais simples, resolvi incrementar na sobremesa e fui inventando. Fiz um bolo de maracujá: peguei uma receita simples de bolo, e coloquei um pouco de suco concentrado. O recheio foi creme de confeiteiro, [aquele] que eu sempre uso e nunca falha, mas dessa vez deixei bem chique com baunilha de verdade. E pra finalizar, uma caldinha de chocolate (50% chocolate ao leite, 50% creme de leite).


E voilá! Ficou bem legal a versão individual, né? Confesso: Meu forno esquisito e desigual queimou uma parte do bolo. Não estava ruim nem amargo, mas pra não ficar feio, usei uns anéis, cortei o bolo em mini-bolinhos e recheei um a um. Uma dica: na hora de rechear, umedeci a parte de dentro do bolo com um pouco de suco de maracujá, sem açúcar mesmo, só pra dar mais gostinho. E em cima tem um pouco de nozes trituradas.

Ah, e os cantos não foram desperdiçados não! Dá pra cortar em cubinhos e servir com o café.

Apr 19, 2011

Os meus 11 do mundo em 2011

Eu adoro ver listinhas dos restaurantes do mundo, e uma delas é a [S. Pellegrino World's 50 Best Restaurants]. Eu sei que é besteira, que é marketing, que não mede muito, que as pessoas tem gostos diferentes, que tem gente que não gosta da nova onda moderna molecular. Ainda assim, eu acho legal saber quem está aonde. Até porque será que sou a única orgulhosa bobona ao ver 3 brasileiros na lista dos 100 melhores do mundo?!

Mas me perguntaram sobre alguns dos restaurantes, se eu conhecia, o que achava. Consegui conhecer alguns deles durante o tempo que moramos nos Estados Unidos, e também por algumas viagens. Muita, muita sorte! E vou escrever um pouquinho sobre o que eu acho, não levando em consideração as análises dos críticos amadores ou profissionais, e levando muito em consideração os meus gostos, os momentos especiais, as comemorações e as companhias.

[D.O.M]
O Alex Atala fez coisas com os nossos ingredientes brasileiros de tirar o chapéu. Lembra um tanto a fantasia criada pelo chef René Redzepi do Noma, que explorou a região da Escandinávia para entender melhor os ingredientes locais. Um dos meu pratos favoritos lá foi um confit de pato com purê de cará. Isso porque geralmente eu não curto nem a gordura do pato nem o cará, e quase lambi o prato!


10º [Per Se] (USA)
O PerSe é o irmão mais novo do French Laundry, que despencou algumas posições. Os dois são sensacionais, cada um com a cara da sua cidade. O PerSe, em Nova York, fica no prédio da Time Warner, ali no Columbus Circle. A vista é linda, a cozinha é impecável, e não poderia ter um ar mais novaiorquino. Terá sempre o gostinho de despedida de NY, pois foi o lugar escolhido para nosso último jantar lá. Nem preciso falar mais, né?!

Rib-eye de cordeiro com brócolis, mini alcachofras, meyer lemon e alcaparras

11º [Daniel] (USA)
Dos 3 estrelas Michelin em NY (atualmente são 4: Le Bernardin, Daniel, PerSe e Jean Georges), eu achei o... my least favorite. Longe de ser ruim, claro! Mas eu acredito este é um caso em que a falta do chef presente, fazendo parte do dia-a-dia do restaurante e em cima do controle de qualidade compromete a qualidade final. Com seus tantos outros restôs espalhados pela cidade e pelo mundo, não tem jeito e perdeu o tchans.

14º [L'Atelier de Joel Robuchon] (França)
O L'Atelier entrou para lista daqueles momentos micos de viagem. Não pela comida, mas pela falta de vergonha alheia minha mesmo. Eu e o maridão estávamos andando meio sem rumo por Paris, quando vi o restaurante na nossa frente. Entrei e perguntei: "Tem mesa?" E tinha! E quem disse que nós tínhamos trajes apropriados para tal ocasião!? Não estávamos xulezentos, mas quem anda de blazer e sapato passeando a turismo, né? Mico a parte, foi com certeza a melhor codorna caramelizada que eu já comi na vida.


18º [Le Bernardin] (USA)
Eu poderia ficar até amanhã falando sobre o Le Bernardin. Eu escolhi trabalhar lá exatamente porque ele é o melhor restaurante de peixes e frutos do mar de Nova York. Provei absolutamente TUDO que constava no cardápio, matei lagostas, limpei os peixes mais variados e passei horas esvaziando ovos para a sobremesa. Jantei às 4:30 da tarde, antes do restaurante abrir, numa mesa com Eric Ripert! Emoção demais! E meu favorito? Sempre foi o hiramasa com risoto de trufas.


40º [Momofuku Ssam Bar] (USA)
O mais sem graça dos Momofuku's, prefiro o Noodle Bar. Bom, eu sou mega fã dos noodles do David Chang, e recomendo pra qualquer turista. Então minha dica seria: dê uns passinhos a mais, pegue o noodle do Noodle Bar e termine a noite com a sobremesa do Ssam Bar.

56º [The French Laundry] (USA)
O French Laundry fica em Yountville, o que chamam de "a cidade do Thomas Keller". Lá também ficam a Bouchon Bakery, o restaurante Ad Hoc, a hortinha dos restaurantes e muitos outros fornecedores. É um daqueles lugares para se passar o dia, andar pela plantação de rabanetes, conhecer a cozinha e voltar calmamente pela estrada. Melhor que o PerSe?! Na minha opinião, é sim!

Lagosta poché com cogumelos chanterelle e ervilhas

59º [Fasano]
Fui só uma vez ao Fasano, ainda quando essas coisas todas eram chiques e caras demais para o meu bolso universitário, mas o atual-marido-que-era-noivo-na-época me levou lá para comemorarmos nosso noivado. E ele ficou assim, na minha memória, um lugar de comemoração. Vixe! E isso faz mais de 4 anos...

62º [Jean Georges] (USA)
Esse era mais um dos restaurantes em que eu imaginava que a ausência do chef no dia-a-dia comprometeria o resultado. Mas me enganei. Achei a comida maravilhosa! Mas a sobremesa... Eu tinha uma grande expectativa, pois o chef Johnny Luzzini é bem famoso. Mas achei over. Parecia um pouco carnavalesco, e com tantos itens em um prato só, fica difícil não ter algo que você não curte tanto.

Gnocchi de queijo de cabra com mini-alcachofras caramelizadas

65º [Momofuku Ko] (USA)
Fotos proibidas, 12 lugares e um sistema de reservas malucos te surpreendem. E aí você vai... E praticamente cai da cadeira. Ou melhor, do banquinho, pois lá não há mesas. Ovo mole recheado com caviar, macaroon salgado e um fois gras ralado com lichia, pé-de-moleque de pignole e geléia de riesling fazem parte dos possíveis pratos que podem te oferecer. Maluco, né? E divino.

91º [Blue Hill at Stone Barns] (USA)
Esse restaurante pra lá de charmoso fica em Terrytown, a 40 minutos de Nova York. Parece que você foi muito mais longe do caos da cidade quando percorre as estradinhas cercadas por fazendas. Tudo é produzido ali na própria fazenda ou então na região, de forma ecológica, sem sofrimento de animais, sem pesticidas e hormônios. O leite é produzido por uma das 19 vaquinhas que são super bem tratadas, e vira uma manteiga maravilhosa. A cebola fica 8 horas assando sobre carvão. E até o carvão é produzido lá, usando restos de ossos e carcaças. Ah, e o sabor dos mini leguminhos é inexplicável!


PS: nenhuma dessas fotos foi tirada no modo "Py-aspirante-a-fotógrafa". Então contei com a sorte - ou azar - da iluminação do lugar e também com as capacidades limitadas da minha máquina amadora.

Apr 18, 2011

Registrando coisas que voam

Finalmente aprendi o segredo pra registrar legumes salteados em uma foto! Sabe, aqueles que saem voando de uma frigideira e ficam congelados no ar!?

Antes da aula de hoje, andei fuxicando sobre isso em alguns blogs de fotografia. Tinha aprendido que, para conseguir pegar movimentos muito rápidos, a velocidade do obturador tinha que ser muito rápida também. Cheguei a fazer uns testes, mas não entendia por que as fotos ficavam escuras.

Foto do meu modelo Aspira Pedott, o inconformado do post anterior.
E hoje aprendi que a redução de entrada de luz é uma consequência do aumento da velocidade do obturador. Por causa disso, a foto sai mesmo mais escura. E como compensar? Aumentando o ISO, tema da aula passada. E olha que bonitinho esses macarrões voadores!


Aumentando ainda mais a velocidade, a gente também consegue maior definição de detalhes do movimento. É a diferença nestas duas fotos. Com uma velocidade mais alta, o fio de azeite é capturado mais rapidamente, e fica muito mais definido.


Teoricamente, não há certo e errado entre essas duas fotos. Na verdade eu acho que faltou um pedaço da garrafa do azeite, mas ela era feia, de plástico sem graça... E aí, leitores?! Qual vocês preferem?

Apr 15, 2011

Cookies de lavanda com limão siciliano

Todo mundo sabe que sou apaaaaaixonada por lavanda, né? De cheirinhos de casa à sorvete, não tem nada de lavanda que, bem feito e com moderação, não me agrade.


Hoje resolvi fazer alguns cookies com a lavanda que trouxe comigo de NYC. O meio limão continuava sobrando na geladeira, dessa vez usei o suco! E para não ficar com um monte de cookies por aqui, eu fiz exatos OITO cookies. Reduzi tudo de uma receita, então não dá pra fazer sem balança:


60g de farinha de trigo
30g de manteiga
11g de açúcar
pitada de sal
18g de líquido, sendo 5g de suco de limão e 13g de água
pitada de lavanda comestível
açúcar de confeiteiro para polvilhar

É só juntar tudo, menos o açúcar pra polvilhar! Pensando na Páscoa, eu fiz formato de cenourinha! Aí leva ao forno pré-aquecido por uns 20 minutos. O tempo depende da espessura dos cookies, os meus tinham mais ou menos 0.5cm.

Amo arroz doce - comentário da professora

Já que eu estou falando tanto das minhas fotos, hoje cheguei um pouquinho mais cedo na aula - sempre fui nerd de carteirinha, tá?! - e perguntei para a Luna, nossa professora do curso de Foto Gourmet, umas dicas sobre a foto do arroz doce.

Ela me explicou, como eu já tinha percebido, que fotos de arroz são ingratas. Arroz doce e risotto ficam mesmo bem esquisitinhos em fotos. O segredo: tirar da panela antes dele ficar completamente cozido, e assim os grãos ficam mais nítidos e bonitos. Um pouco de azeite também ajuda a dar brilho. Bom, com um arroz que já tinha sido cozido, e eu não ia colocar azeite no meu arroz doce, não tinha muito remédio.

Aí também mostrei as 3 opções das fotos, usei três potinhos diferentes. E ela não curtiu muito a combinação do arroz doce com meu potinho rosa e verde. Ela gostou desta foto aqui, com o reflexo:


Ela também me deu uma dica de enquadramento bem legal, para cortar uma "faixa" em cima e deixá-la assim, no cantinho. Na outra foto, eu deixei o pote do arroz doce no canto direito, e ela sugeriu que ficasse no esquerdo. Isso porque nossa mente sempre analisa as coisas da esquerda para a direita, como se estivéssemos lendo algo. A foto anterior estava meio pra japonês, né?

Apr 14, 2011

Amo arroz doce

Temos um grupo de amigos que está praticamente toda semana aqui em casa. E em um desses encontros, alguém perguntou pro Fê-marido: "Como é que vocês conseguem manter a forma? TODA vez que venho aqui na sua casa tem alguma guloseima gostosa!!"

E vou contar pra vocês como isso é mais forte do que o meu controle, e que a forma realmente está indo pro beleléu. Sabe aquelas pessoas que vêem um bichano na rua e entram na contra-mão, estacionam em lugar proibido e até levam multa só pra salvá-lo? Então, eu preciso constantemente salvar os ingredientes da minha geladeira, eles não podem ir pro lixo!

E pra explicar, olha como esse monte de circunstâncias se uniram em um lindo desfecho:

- Sobrou da semana passada meia lata de leite condensado aberto. Foi pro potinho.
- Ontem dei uma aula e sobrou meio limão siciliano. Ia pro lixo, foi pra minha bolsa.
- Hoje fiz arroz pro almoço, e sobrou. Guardei na geladeira.
- Comprei um ovo de Páscoa Bis branco que veio meio murcho, então tirei os pedaços de Bis e separei só o chocolate.
- Fui a livraria e comprei o livro de sobremesas da [Carla Pernambuco].
- Fiquei folheando o livro... E achei uma receita de... Arroz doce!


E na receita ia limão siciliano, chocolate branco e leite condensado! JURO!! Vai dizer que não são os deuses gordelícios me dando um sinal?!

E acabei dando uma adaptada na receita original. Lá vai!

25g de chocolate branco (são os dois pedaços da foto)
2 colheres de sopa de leite quente
1 xícara de arroz cozido
½ xícara de leite
¼ xícara de leite condensado
raspas da casca de meio limão siciliano
1 pedaço de 5cm de canela em pau

Dissolva o chocolate branco nas 2 colheres de leite quente.
Coloque todos os ingredientes em uma panela e leve ao fogo médio.
Cozinhe, misturando sempre, até o arroz absorver o líquido.
Sirva gelado.

Apr 12, 2011

Como é dar aulas?

Essa é uma frase que eu tenho ouvido muito recentemente. Com a volta e as mudanças todas, muitos perguntam o que ando fazendo. Toda vez que respondo "Dou aulas de culinária", as pessoas reagem de uma forma interessante.

Fico me perguntando por que seria tão diferente de outras profissões. Não tinha esse tipo de reação quando falava "Sou engenheira.", só o "Ahn..." sem graça mesmo. Pode ser porque ser chef está na moda com os reality shows, Alex Atala, e os restaurantes do Brasil cada vez mais conhecidos lá fora.

Também me passou pela cabeça a opção de que todos nós, em uma grande fase da nossa vida, tivemos professores. Então aulas fez ou faz parte da vida de todo mundo. E aí, será que as pessoas se perguntam "Como seria a Py dando aula?"

Mas o que EU tenho achado disso tudo, né? Mais clichê impossível, mas é gratificante. Eu fico muito feliz quando a vejo que uma pessoa vai comer melhor e mais feliz por uma influência minha. Em qualquer aula há tanto momentos interessantes, tantas pessoas diferentes, tantas expectativas novas, que não sei nem bem como explicar.

Às vezes dou aulas para pessoas que me esperam e já me conhecem. Fazem um café delicioso pra mim e tentam de todas as formas me alimentar. Tem vezes que as pessoas são desconhecidas, e vem aquele friozinho na barriga do imprevisível.

E tem tantas outras como hoje, em que duas alunas experimentaram peixe cru pela primeira vez. Fizemos dois tipos de atum selado, daquele que é cozido por fora, mas cru por dentro. Quando passamos a receita juntas, não esconderam a cara de nojo, de receio, de "igous!!".

Mas corajosas, experimentaram. Até eu me perguntei: "Será que eu experimentaria algo assim, tão fora do meu paladar, algo que desconheço, que tem uma aparência esquisita, que foge completamente do que estou acostumada?" E pior que eu acho que em alguns casos, a resposta seria não! Já pensou frango cru, por exemplo?

E o final foi ainda mais inesperado: as duas adoraram o peixe cru! Começar com um pedaço pequeno, incrementar com um molho gostoso e deixar um lixo bem pertinho "Pode cuspir, tá?!" deram aquele empurrãozinho que faltava para que elas tivessem coragem. Da próxima vez, vou pensar nisso também e não torcer o nariz pro desconhecido.

Apr 9, 2011

Tostada no sol

"O que aconteceria se você tivesse que tirar fotos debaixo de um sol quente, ardido, entre 10:00 e 13:00 da manhã? Já pensou se um chef quer uma piscina de fundo do prato? Ou uma foto debaixo de uma árvore?"

E foi isso que aconteceu com a gente na segunda aula de Foto Gourmet. Além de aprender um pouco mais sobre difusores, rebatedores e a utilização de cada cor, a função ISO da máquina e como usá-la, também tivemos que nos virar com um solzão na cabeça.

Bom, vamos lá: para quem não sabe lhufas do que eu acabei de escrever:

Difusor lembra um papel vegetal bonito que limita a passagem de luz. Então você pode criar um efeito legal tirando a "dureza" da luz ardida do sol em certos horários. Nessa foto do tomate, ele tira o brilho excessivo que reflete do sol na pele do tomate.

ISO 100 com uso de difusor
Rebatedores servem para rebater a luz (duh!), iluminar um objeto e remover sombras. Tem diversas cores: branco, preto, prata e dourado, e cada cor serve para um tipo de foto, luz, ambiente ou objeto.

Experimentamos tirar fotos com luz do sol direta, e brincar com sombras, para entender a função do rebatedor. A primeira foto das framboesas foi tirada assim, sem apetrecho nenhum e com aquele sol quente na nuca. Já na segunda foto das framboesas, usamos um galhinho de árvore para criar sombra e um rebatedor (que está posicionado à direita da foto). As framboesas ficam bem mais iluminadas e apetitosas, e a sombra dos galhos, mais amena.

luz direta, ISO 100

sombra de galhos, ISO 100 e rebatedor prata
E por fim, ISO é a captação da luz pela máquina. Quanto maior o ISO, menos luz precisa entrar na máquina para captar a imagem, mas também maior a granulação das fotos.

A primeira foto tem ISO100, e a segunda, ISO1600. Todas as outras configurações como abertura e velocidade são as mesmas. Dá pra ver bem como a segunda foto fica estourada e esquisita. Além disso, o fundo fica meio granulado, que às vezes é imperceptível em uma foto assim desse tamanho, mas já pensou se você decidisse cortar e usar somente o galhinho da maçã, e desse um zoom ali?

ISO 100

ISO 1600

A primeira foto da maçã ficou um pouco escura, o que pode ser corrigido com um rebatedor bem posicionado ou redução da velocidade - opa! tema da próxima aula.

Não experimentamos tirar fotos à noite ou em ambientes escuros, onde um ISO mais alto é bem importante. Fica pra lição de casa.

Apr 1, 2011

Foto de chorar... Literalmente

E lá vem coisa nova: comecei a fazer um curso na Escola Panamericana de Arte chamado [Foto Gourmet]. No começo até fiquei MUITO tentada a fazer o curso de formação em fotografia deles, mas achei que ainda não era o momento de fazer um investimento (de tempo e grana) assim tão grande.

Um grupo bem interessante de pessoas se misturou: somos dez alunos, sendo 2 fotógrafos profissionais, 5 chefs, uma cineasta-publicitária, uma jornalista e uma advogada. Deu pra imaginar a mistureba, né? Gente que manja pacas de fotografia, e outros que manjam pacas de comida, mas ninguém que manja pacas de tudo!

A primeira aula foi bem teórica, então acabei nem escrevendo muito sobre ela. Mas a aula de hoje teve nossa primeira prática: entender o modo AV da câmera, saber fotografar com luz natural em tripé usando foco automático, timer e refletor.

Imagino que para os fotógrafos tudo isso tenha sido bem básico, mas para a grande maioria da sala foi um belo aprendizado. E o meu grupo pegou... Cebolas!

Foram 55 fotos de cebolas. Cheguei em casa, organizei e anotei o que lembrava, o que fiz em algumas fotos, comparações, fotos que deram errado e porquê. Comparação de abertura, posição de refletor, etc etc. Não há nenhum tratamento de imagem (sem photoshop!) nem edição posterior. E esse print screen aqui foi o que melhor ilustrou o tema da aula.


A diferença entre as fotos é o fundo mais focado ou menos. Pros entendidos, um f/36 e um f/5.6. Para nós amadores, é saber se você quer mostrar o limão do grupo do lado ou não. Qual a sua favorita?