Nov 22, 2010

Momofuku Fried Chicken

Qual a capacidade estomacal de um ser humano? Eu sei que é pouca, mas eu andei aumentando a minha recentemente. Pelo simples processo de "sempre cabe mais um pouco", a gente consegue esticar nosso estômago e a impressão que dá é que ele quase dobra de tamanho.

E depois do Annisa, teve também [Blue Hill Stone Barns]. Maaaaraaaavilhoso, mas estou esperando o menu chegar pelo correio e escrevo direitinho.

E no dia seguinte ao Blue Hill, depois de comer um menu degustação composto por OITO pratos, o que a gente faz? Ah, se você acha que eu e as minhas meninas vamos pra salada+academia, estão é muito enganados! A gente manda ver num franguinho frito bem crocante!

Mas pra explicar melhor: o [Momofuku Noodle Bar], que eu já falei várias vezes no blog, tem o melhor ramen de NY na minha opinião. Eles tem também um prato que serve de 4 a 8 pessoas de frango frito. Não está no cardápio e você só consegue fazer a reserva com muita antecedência e online. Coisas de David Chang e seus restaurantes. E lá fomos nós.

Claro que antes não poderia faltar um pork bun, né? Carne de porco, molhinho adocicado, pickles de pepino e os buns. Esse bun, tipo um pão bem fofo, é maravilhoso... Tipo comendo o melhor travesseiro do mundo. Não, não foi uma boa comparação, pois ninguém deve achar comer pena de ganso assim tão apetitoso. Talvez dormir no melhor travesseiro do mundo possa ser comparado a comer esse bun fofo.


E veio o frango frito. São duas opções e se come assim com a mão mesmo, embrulhado em pães fininhos com alguns legumes como os bem tradicionais coreanos, ou então o típico americano southern fried chicken sem nenhuma frescura.


Os franguinhos são muito bem feitos e temperados, mas bem apimentados. Adorei os molhos e poder fazer as suas próprias combinações. E pra deixar tudo melhor ainda, um slushy - tipo raspadinha de sake com suco de frutas - de lichia. Hmmmm... E direto pra cama depois pra digerir que nem jiboia.

O custo do fried chicken é de US$100, independente se o grupo tem 4 ou 8 pessoas. Os pork buns custam $9 a porção com 2, e o slushy, $5 (pequeno) ou $10 (grande).

Momofuku Noodle Bar:
171 1st Ave
f: (212) 777-7773

Nov 18, 2010

A fenix Annisa

O que você faria se seu restaurante pegasse fogo? O que Anita Lo fez com o [Annisa]. Toca a vida e a reforma, participa de nada mais nada menos um Top Chef Masters e depois volta ao seu restaurante. E ainda encara com bom humor, substituindo a caixa de fósforo por mentinhas.

Depois disso, dá a volta por cima, conquista sua estrela Michelin, recebe mil elogios e tem seu prato na lista dos 100 melhores de NY. Claro que eu não poderia deixar de ir conhecer esse restaurante antes de ir embora, né? Ainda mais com uma amiga trabalhando na cozinha!

Nossa, que experiência maravilhosa. Com certeza o melhor "asiático" de Nova York. Ela foge do óbvio e cria um jantar di-vi-no com inovações em pratos clássicos, usando ingredientes de todos os cantos do mundo e a tradicional técnica francesa.

Seguindo o conselho da minha amiga, pedimos o pri-fixe (US$75). O primeiro prato foi o Tuna hot and cold. Um tartar de atum com gelatina de pepino e um atum grelhado.


Depois veio um soup dumpling - sim! um dumpling com sopa dentro dele - de foie gras. Você tem que comer com uma colher embaixo para não perder nem um pouquinho do caldo. Com certeza a melhor surpresa da noite.


Depois veio um peixe que me deixou nas nuvens. E olha que a expectativa era alta! Um black sable grelhado que vem em cima de um tofu crocante, tudo num caldinho de dashi com um moooonte de ovas pequeninas boiando. Para mim, 90% do sabor da comida não está no aroma, mas na combinação de diferentes texturas, e nunca comi nada igual.


O último prato foi o famoso cordeiro com especiarias africanas. Gostoso, ponto perfeito, carne macia e saborosa. Era "O prato" que eu precisava comer e pensei nele um tempão antes de ir. Mas eu trocaria por mais um do peixe black sable.


E ueba! Na nossa mesa de 3 pessoas, recebemos todas as sobremesas. Uma melhor que a outra. Começando pelo Chocolate & Malt, com bolinho, quadrado de farofa, sorvete e um "drink" em que as bolinhas são tipo Chumbinho. Muito bom.


Depois uma panna-cotta em uma "sopa" de grape-fruit e erva-doce super gostosa. Mas é panna-cotta, né? Meio mole no mole.


A terceira sobremesa é outra mini-explosão: beignets de nozes com butterscotch e um sorvete de leite com bourbon! Tipo um upgrade de sonho, e o garçon recomenda que você coma uma inteira pra não se lambuzar. Opa! Eu comi duas!


Mas a melhor sobremesa da noite foi um bread pudding de limão meyer com poppy seed. Simples e perfeito. Daqueles que a barriga não aguenta, mas a gente faz caber mais uma mordidinha. E outra. E outra. E acabou!


O lugar é mini, tem 30 lugares e precisa de reservas. Eu fiz a minha com 40 dias de antecedência, pois precisava que fosse em um dia específico para coincidir com a visita da Gi. Mas é bem concorrido mesmo.

13 Barrow Street
f: (212) 741-6699

Nov 17, 2010

Kilo Paulistano

Nossos queridos e famosos kilos sairam em um blog do New York Times num post sobre como comer bem e baratinho em São Paulo. [Clique aqui] para ler o texto inteiro.

Comida por kilo é realmente algo que não há por aqui, e eu sempre senti um pouco de falta. Poder fazer aquela mistureba de coxinha com arroz, feijão, salada, as vezes até um abacaxi perdido pelo caminho. Mas acho que daria um susto em todos os rechonchudos americanos que olhassem pro peso da balança de um almoço, né? Será que americano emagreceria se soubesse o peso da garfada? Concordo que o problema reside na qualidade, mas já viu o balde de frango frito típico em jogos de futebol americano?

Procurando por Sake

Bom, eu estava hoje em busca de uma loja de sakes em Nova York. E depois de fuçar um tanto no google, achei o [Urban Sake]. Gente, que fantástico! Ele tem mapas de Nova York e San Francisco com indicações de restaurantes que vendem sake, lojas e bares!


Agora vamos lá, né? Eu aqui fazendo propaganda, mas ainda não fui conferir nenhuma dessas garrafinhas. Mas dei uma olhada nos ícones e tem, por exemplo, o En Japanese Brasserie, um restaurante que gosto bastante e tem uma seleção bem legal mesmo de sakes. Tem também o Decibel, um bar manjadíssimo pelos seus sakes. E agora, com tantas opções, qual escolher?

Do outro lado da mesa

Uma das provas que temos na FCI é o Midterm. Bem no meio do curso, no final do nível 3, somos julgados por uma banca de ex-alunos. É a primeira grande prova que fazemos, e vale 50% da nota do nível 3. Os vinte e quatro alunos são divididos em três grupos, e cada grupo tem três avaliadores. A ideia até é pegar pessoas que se formaram em anos e turmas diferentes, e dar um mix legal à banca.

A experiência do meu grupo foi bem traumática, pois infelizmente pegamos um grupo de pessoas não seguiam o critério de avaliação da forma que nos foi passada, e por serem todos de uma mesma turma, não tinha um equilíbrio mto legal. Houve uma situação chata, notas completamente fora da curva, discussões, enfim. Águas passadas.


E por que eu estou falando sobre isso? Foi a minha vez, fui convidada por um chef para fazer parte da banca. E exatamente por ter tido uma experiência ruim, lembrei do meu momento naquela boca do fogão. O stress, o suor, os nervos a flor da pele. E acredito que todos se esforçam ao máximo e levei em consideração não somente o que chegou ali, mas também ao esforço na cozinha.

O primeiro prato foi um consommé. Como se avalia? É bem interessante, e o chef nos explicou os parâmetros que ele passou aos alunos. O consommé não pode ser turvo, não pode ter gotas de gordura na superfície. Tem que ter notas de vegetais, mas nenhum pode se sobrepor a outro. Os legumes tem que estar todos cortados em cubos do tamanho de uma ervilha, e devidamente cozidos e salgados.

Tudo bem similar ao que nós aprendemos também, mas tem chefs que gostam de consommé mais claro, mais escuro, e tem vezes que o tomate está menos vermelho, mais vermelho, e é legal a gente saber, pois isso altera a cor do produto final. O meu chef dizia que o prato tinha que estar super super quente e o consommé tinha que chegar esfumaçando, mas esse falou que quentinho já estava bom.


E assim vai. Depois teve também um prato de peixe, porco e torta de maçã. Devo ter dado sorte, pois nada que recebemos - e olha que a gente recebeu oito de cada coisa! - veio ruim. Talvez um porco um pouco seco, uma batata um pouco queimadinha, um molho que não reduziu o suficiente, mas isso é questão de gosto, né? Senão as pessoas não pediam carne mal passada ou ao ponto!

Nov 15, 2010

Fondue do Taureau

Tem aquele restaurante em que o serviço é ótimo. Outro com um peixe excelente. Ou uma sobremesa que é o final "feliz para sempre" da sua refeição. E têm aqueles em que você sai pela porta querendo voltar amanhã. Foi esse pensamento que passou pela minha cabeça ao sair pela porta do [Taureau].


Uma noite fria, um passeio pelo Lower East Side e uma portinha pequenina. Algumas mesas, corredor espremido e franceses super simpáticos. Quando eles resolvem ser simpáticos, bem que conseguem!

E qual é a desse restaurante: fondue! Queijos, muitos queijos, carne no óleo ou em caldinho e vários tipos de chocolate. Os potinhos tem um tamanho pequeno, ideal para uma pessoa ou para poder pedir vários sabores, e vem acompanhados de salada e croutons.

Há duas opções de pri-fixe com queijos, carnes e chocolates, mas achei que seria uma comilança exagerada até para os meus padrões. Pedimos então dois fondues de queijo: 90 Days Old Swiss, o tradicional fondue suíco, e The Pyrenees, receita desenvolvida pelo chef e propriertário Didier que viajou de lá da França com ele.


Cada fondue de queijo custa entre US$19 - US$29. Há também acompanhamentos que vem à vontade, e recomendo as batatinhas Fingerling Potatoes (US$4 por quantas você conseguir comer). Fazem parte da lista também cogumelo, brócolis, pimentão e outros legumes que deixam a refeição com uma cara mais esbelta.


Claro que não poderia faltar o fondue de chocolate (US$14). Branco, ao leite ou amargo, é acompanhado por um prato de frutas, gengibre, marshmallow, bolo de banana e nozes caramelizadas, que foram o melhor acompanhamento do chocolate amargo.


Tudo fica quentinho na mesa com uma boca de fogão por indução, sem aquela chama que queima demais ou esquenta de menos. Uma mistura louca e muito legal do tradicional e caseiro com um toque mais moderno.

E como todo cantinho gostoso de Nova York, o restaurante tem conquistado muita gente e não dá pra conseguir uma mesa ao chegar lá em uma noite fria do fim de semana sem reserva.

127 East 7th Street
Cross Street: Avenue A
(212) 228-2222

Nov 6, 2010

Giant Cookie da Bouchon Bakery

E falando em comilança master, outro dia fui encontrar duas amigas lá na [Bouchon Bakery] do Columbus Circle. Ela é a padaria do Thomas Keller, proprietário do Per Se e French Laundry, que fazem parte da lista dos melhores restaurantes dos EUA.

A padaria surgiu em Yountville, CA, numa pracinha linda com bancos ao ar livre. Aqui em Nova York, além de poder pegar um sanduíche ou pães rápidos no balcão, há também uma área para sentar e comer com calma a quiche do dia, um sanduba ou salada. Os sanduíches são muito bons, mas eu resolvi pedir um cookie de peanut butter acompanhado de sorvete de baunilha.


Dá pra perceber o tamanhão desse cookie ao lado da xícara de cappuccino? Sem contar que eram DOIS cookies, super recheados com um creme muito bom de peanut butter. É maravilhoso e recomendo para todos os amantes de pasta de amendoim, mas da próxima vez, vou dividir.

Nov 5, 2010

Norma's Brunch

Eu adoro café da manhã de hotel. Será que tem alguém que não gosta? Bom, imagino que quem viaja muito a trabalho deve começar a enjoar daquelas mesmas comidas, mas eu acho muito divertido. E o [Norma], o restaurante do Hotel Le Parker Meridien - ali onde também fica o Burger Joint - estava quotado como melhor brunch de NY pelo OpenTable. Oba!


Tentei fazer a reserva na sexta pensando no fim de semana, mas não tinha nada disponível. Pelo menos não pelo site Opentable. Então deixei o brunch um pouco menos casual e espontâneo e fiz uma reserva com duas semanas de antecedência.

O lugar é lindo, e por US$9 você tem suco de laranja fresco a vontade. Eu sei que soa um roubo, mas eu achei maravilhoso! Sucos naturais aqui, ainda mais de laranja simples, não são tão fáceis de se encontrar.

Já aviso que os pratos são gigantes e vale a pena dividir. O marido pediu uma French Toast recheada com foie gras, aspargos e cogumelo. Veio praticamente um brioche inteiro no prato! E muito, muito molho.


Eu pedi um Lox-and-lox bagel, que era uma pilha com três fatias de bagel, muito salmão defumado e algumas ovas. Até está escrito "Piled High" no cardápio, mas não achei que fosse tanto assim.


É bem interessante e a comida estava gostosa, mas achei a enormidade dos pratos... exagerada até para americanos. Aí olho pro lado e a mesa recebeu um modesto Eggs Benedict, tamanho normal para uma pessoa normal. Vai entender...

119 W 56th Street
f: (212) 245-5000