Mar 18, 2010

O Mito do Souffle

Eu estava empolgadíssima para a minha aula de souffles. Primeiro porque eu acho uma coisa muito gostosa, fofinha e perfumada. E segundo porque eu ia aprender a fazer um dos maiores mitos da culinária francesa. As coisas podem perder um pouco do brilho quando a gente aprende que elas são até simples, mas pra mim ai mora a graça nas coisas tão interessantes e refinadas que foram criadas com simplicidade, na fazenda, no campo e com ingredientes de qualidade e locais.


O souffle é um bom exemplo em que alguns restos de outros pratos eram aproveitados. Tinha-se ali um pouco de chocolate, um queijo que sobrou ou até mesmo uma ponta de fruta que não foi utilizada, uma migalha de pão, junta tudo, bate clara em neve - na mão! - e vira souffle. E quantas coisas realmente não surgiram assim, indo dos risottos a nossa feijoada?


Mas voltando ao que interessa: os souffles eram muito gostosos e foi uma aula gordíssima. Eu adorei a casquinha que se forma quando ele cresce e leva para as bordas o açúcar ou a farinha de rosca que untava o recipiente. Segundo o chef, a receita do souffle de chocolate é infalível, mas o de queijo pode virar um vulcão em erupção - 1 dos nossos 5 realmente tinha massa pra todos os cantos. E ninguém sabe explicar por quê. Mas o charme dele está mesmo na maratona entre o forno e a mesa, que deve ser percorrida em menos de 3 minutos.

Demorou, murchou. De souffle para sou-flat (piadinha que ouvimos 3x na aula).

3 comments:

Felipe Camara said...

acho que eu tenho uma queda por esses pratos de sobras...

Dea said...

Que delicia!! Eu quero aprender, me ensina? Troco por uma receita bem brasileira e divina de suflê de cenoura passada por uma prima mestre cuca.
Minha Vó tb tem umas receitas em q se bate a clara em neve à mão! :)

Marilia said...

Eu estou na fila para comer souffle de "qulque chose"!!