Feb 3, 2010

O dia em que eu desolhei um peixe

Como eu tinha falado, a aula de hoje era sobre stocks, que basicamente são os caldos (de frango, vegetais, peixe, carne) que a gente usa tanto e também substitui por aqueles cubinhos Knorr para não ficar 8 horas cozinhando restos de restos na nossa casa.

Como já é de se imaginar, nada muito de "qualidade" vai nesses caldos. Qualidade é uma análise relativa, pois apesar de parecer um monte de meleca e resto, os caldos são muito importantes e base para muita coisa na cozinha. Molhos deliciosos como o béchamel, de vinho branco e espagnole são feitos com caldos assim, e quanto mais caseiro, melhor o sabor. Mas voltando as melecas, claro que nenhum ingrediente é filé mignon. E lá fui eu mexer com muito osso de vitela, espinhas de peixe e ossos de frango.

Mas o auge do meu dia foi mesmo desbugalhar um peixe. Sabe quando a gente vê umas bolotinha de fruta bem redondinhas? Elas são feitas com um utensílio chamado mellon baller (na figura ao lado). Ele é bem simpático e tem mil utilidades, inclusive começar a desmistificar os meus traumas de cozinha. E foi hoje que o fofinho mellon baller virou um removedor de olho de peixe.

E diferente do que eu imaginava, não me deu yikes e igous. Eu simplesmente enfiei o mellon baller e chuift... chuift. Me surpreendeu, mas parecia algo muito normal. Realmente estou me preparando psicologicamente e aos poucos para a lagosta aferventada. Mas hoje descobri que algo ainda pior - na minha opinião - me espera: pratos com órgãos. Língua e rins de cordeiro, fígado de boi. Ui...

1 comment:

Gi said...

Pôxa... estou mto orgulhosa! Eu também sempre penso na lagosta aferventada...!!