Jan 31, 2010

Oreo com chocolate Godiva

Eu tinha $25 em cupons para gastar na Godiva até dia 5 de fevereiro, e resolvi ir hoje conferir a seleção de Valentine's Day. A loja fica linda, cheia de ursos, laços vermelhos e corações, na minha opinião, até mais bonita do que no Natal.

Comprei 2 coisinhas bonitinhas que obviamente custam mais caro por conta do frufru Valentine's, mas eu estava com aquele pensamento "não estou gastando dinheiro real". Eu sei que no dia 14 elas estarão com uns 50% de desconto, mas o cupom estará vencido e os chocolates no meu estômago. O pirulitão e a caixa de trufas saem por $15.

Mas o que mais me encantou foi o novo Oreo coberto com chocolate. Tem ao leite, amargo, branco, e branco com morango. Lindos, vem em embalagem com 5 unidades a $10 ou então 2 por $5. Pensando friamente, um absurdo por uma bolacha coberta por chocolate, mas era TÃO gostoso, que valeu cada centavo que a gente usou do cupon! E que graça o fundo da bolacha ter impresso o logo da Godiva. Não dá pra ver? Clica na foto que ela aumenta. A foto do iPhone ficou ruim, mas era tão bom que não deu tempo de ir buscar a máquina e tirar uma foto melhor. Tentei achar no site da Godiva, mas não tem! Vai entender...

Jan 30, 2010

Shepherd's Pie

Eu sempre gostei muito de uma torta de batata que a minha tia faz. Basicamente, é purê/carne/purê e vai ao forno. E eu descobri que a Shepherd's Pie (torta do pastor), super famosa nos EUA, é muito parecida, mas geralmente leva carne moída de cordeiro (por isso a relação com o pastor).

E com o frio que faz lá fora, além de total ausência de vontade de sair de casa, fica impossível comer uma saladinha. Por isso, resolvi fazer a torta hoje com algumas adaptações. Refoguei carne moída (mais ou menos 300g) com cebola, alho, salsinha, sal e pimenta e um pouquinho de tomate. Quando estava pronta, adicionei umas cenouras picadinhas e cozidas.

Eu resolvi estreiar as minhas cocottes e fazer porções individuais, mas geralmente se coloca a carne no fundo de uma travessa. Pra ficar um pouquinho diferente, coloquei também uma rodela de mussarela fresca que estava na geladeira e uns restinhos da beringela de ontem em cima da carne. Por cima de tudo vai o purê de batata, e pra dar uma graça, polvilhei um pouco de farofa da Yoki, mas também pode pincelar gema em cima do purê pra ficar um douradinho bonito.

E aí é só colocar no forno por uns 30 minutos a 200ºC. Dá para inventar e colocar milho, ervilha, o que quiser na carne. E o purê também pode ser da misturinha pronta pra não ficar cozinhando e amassando um monte de batata.

Jan 29, 2010

Beringelando

Enquanto as aulas não chegam - elas começam na segunda, yu-hu! - eu continuo fazendo as próprias experiências gastronômicas em casa. Tudo indica que elas ainda continuarão por um tempo, pois estava estudando as primeiras aulas e vi que o curso começa bem teórico. Calma, gente, não sou TÃO nerd assim, mas depois de ir a Orientation, onde eles explicam funcionamento do curso, matérias, provas etc, eu descobri que preciso ir para a aula com toda a matéria lida e anotada em pequenos cartões que cabem no bolso. Teoricamente isso facilita o estudo para as provas mensais e também para manter os livros em condições decentes, sem molhos e manchas.

Mas voltando a minha osciosidade momentânea, eu resolvi beringelar. Eu nunca fui muito fã de beringela, por um trauma da adolescência onde tive que comer beringela para agradar a mãe que acolhia os amigos do(a) filho(a). Não adianta, eu não revelo quem era a mãe, pois eu sei que alguém vai correndo contar pra senhora que eu comi beringela engolindo sem mastigar.

Mas eu tenho uma mãe que adora beringela, e experimentei uma lasagna muito gostosa lá em Chicago que começou o plano "vamos perder o trauma". Também foi graças ao Sant'Ana e sua beringela na praia que eu criei coragem e comprei uma mini beringela no Fresh Direct para tentar um experimento saudável e gostoso. E é dele a receita que inspirou o meu almoço de hoje.

Você pega a beringela e corta em fatias finas, tipo batata frita. Na panela, vai um dente de alho, meia cebola picada, meio tomate picadinho, orégano, salsinha, sal, 1 colher de shoyu, 1 colher de vinagre e 4 folhas de manjericão, tudo no azeite pra cobrir o fundo da panela. Deixa ali fritando uns 15 minutos. Meu segredo foi colocar um pouco de molho bolognesa que sobrou na geladeira, e deu um gostinho bom da carne, mas só depois da beringela ficar meio transparente. Coloquei tudo em cima de um pãozinho que pulou da torradeira e pronto!

 
(*) Essas quantidades são para 1 almoço não muito guloso de 1 pessoa. A foto não ficou boa, mas quando vi já estava tudo no estômago.

Jan 27, 2010

Moleskinando

E já que eu comecei a falar sobre coisas que quero comprar lá no meu outro [blog], fica aqui outro item da minha lista. Recebi ontem de um amigo que viu e falou que pensou em mim na hora. Realmente a minha cara e já vou deixar na wishing list da Amazon!

Pelo que eu li, a Moleskine lançou uma coleção nova com diversos temas, como Filmes, Vinhos, Livros etc. Se você quer saber um pouco mais sobre a coleção e as opções de livrinhos, leia abaixo a descrição da Amazon:

"This title is part of the new "Passions" range from Moleskine. Centering on the 6 big passions of the world (recipes, wine, music, books, wellness and film), Moleskine now offers this range of 6 notebooks specifically tailored to each passion. It features recipes and includes: 6 themed sections to be filled, 6 blank sections to be personalized, food calendars, food facts, measures and conversions and 202 adhesive labels for further personalization."

Jan 26, 2010

Baking Powder vs. Fermento em Pó

Num dos encontros lá no Brasil, sentei com uma amiga engenheira de alimentos que fez um curso de Pastry (bolos, tortas e doces) aqui nos EUA. Ela trabalhou um tempo com isso, e estávamos conversando sobre a diferença entre os ingredientes americanos e brasileiros. Porque levar uma receita daqui para lá e vice-versa não dava certo, e quais as diferenças que faziam uma torta ou pão desandar.

Primeiro, aprendi que aqui há diferentes tipos de farinha, bem diferentes do que temos nos Brasil. Há a farinha para pão, a de bolos e a "All Purpose". A nossa farinha do Brasil tem uma estrutura mais parecida com as farinhas de pão daqui, que são mais "firmes". E eu sempre tentava usar a "all purpose" pra fazer massa de torta, e ela desmoronava dentro da forma. Hunf!

Há também a diferença no fermento, aquele tipo Royal que a gente usa no bolo. Ele é mais concentrado do que o baking powder daqui, então no Brasil precisa-se de uma menor quantidade para fazer uma massa crescer. E para testar essa diferença, fiz hoje um bolo de milho e dobrei a quantidade de fermento indicada, substituindo-o pelo baking powder.

O bolo ficou maravilhoso, modéstia total a parte! Fica um pouquinho com a textura mais esponjinha de bolos de milho da fazenda, e estou comendo um pedaço quentinho enquanto escrevo este post. E o melhor: não precisa de batedeira nem de prática. Segue a receita:

Bata no liquidificador:
1 Lata de leite condensado
1 lata de milho
4 ovos
100g de manteiga

Junte ao liquido mexendo com uma colher:
1 e meia xicara de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento (eu usei 2 colheres de sopa de baking powder)

Coloque a mistura numa assadeira untada.
Leve ao forno 180ºC ou 365ºF por 40 minutos. Pronto!

A feira escondida e o Fresh Direct

Acho que todo mundo já passou pela situação de voltar pra casa de viagem e não ter nada na geladeira. Para não dizer nada, tinha um pote de manteiga Aviação e um pote de mostarda. E ainda pra piorar um pouco a situação, eu cheguei aqui mega super gripada, com dores de ouvido, sinusite e tosse, e a última coisa que eu queria fazer era sair de casa, andar longas 9 ruas - no verão elas parecem tão menores! - e ir ao Whole Foods, arrastar o marido, encher 4 sacolas e trazer tudo de volta.

E aí eu descobri dois grandes aliados que ainda não conhecia. O primeiro foi o [Fresh Direct]. O serviço é parecido com o Pão de Açúcar Delivery do Brasil, com a diferença que não existe uma loja física do Fresh Direct. E a outra grande diferença é que pode se encontrar absolutamente qualquer coisa. Você encontra produtos frescos, hortaliças e frutas, mil tipos de queijos franceses, todas as marcas de yogurt e de leite que eu já vi pelos EUA. E tem também a opção de comprar em embalagens grandes, pequenas, por unidade ou peso.

Meu único problema desse site foi que tinha tanta, tanta, tanta coisa, que eu perdi DUAS horas pra fazer as compras, e ainda acabei esquecendo cenouras e fermento em pó. Acho que com o passar do tempo, me acostumarei com o funcionamento dele e também terei minhas listas salvas. Vamos ver como tudo chega, prometido para hoje entre 6 - 8pm com uma taxa de entrega de $5.


E a feira? Pois é, ali do lado do Correio da 52nd tem um cobertinho bem esquisito. Eu já tinha visto umas caixas de frutas e verduras na frente, mas nunca dei muita bola. E hoje eu resolvi ver como é, pois estava com vontade de comer uma frutinha e sem paciência pra esperar até as 6pm. Bem estilo de coisas de NYC, uma porta horrorosa esconde um armazém com muitas frutas e verduras super frescas e baratas! Me assustou a diferença de preço, considerando que estamos no inverno, e as coisas estavam mais baratas que no verão do Whole Foods! A variedade não é muito grande, mas nunca mais posso dizer que não fiz um jantar saudável pela distância casa-supermercado.

Jan 22, 2010

A Colher de Pau

Como todo bom engenheiro de alimentos, eu aprendi a abominar os utensílios de madeira. Todos sabem que uma tábua de madeira em que se corta carne e vegetais vira uma Disneylândia para bactérias e fungos, pois não é possível limpar completamente os espaços que existem ali nem secá-la  por completo.

E mesmo assim, depois das inovadoras colheres de silicone, eu não consigo abandonar a minha colher de pau. Eu sei de todos os males e micróbios, e por isso sempre tenho um pacotinho com colheres novas para repor as velhinhas e escuras. Para mim a colher de pau é que nem a rolha de cortiça do vinho. Há aqueles que digam que elas podem ser de plástico e até uma de metal, mas eu realmente acredito que o aroma e reações com a madeira deixam tanto o vinho quanto a comida mais saborosos.

E será que durante o curso vou aprender a substituir a madeira pelo silicone?

Jan 14, 2010

Os Melhores de Sampa

Enquanto as aulas ainda não vêm, junto um pouquinho de conhecimento e experiências para aproveitá-las ainda mais. Como fiz recentemente na viagem à Paris, montei uma lista de restaurantes que gostaria de conhecer. Claro que nunca dá pra encaixar toda da lista e pelo caminho surgem outros diferentes, mas sempre levo uma listinha maior do que o necessário para não ficar perdida.

Gostei muito do [La Mar], um restaurante peruano que abriu suas portas em SP depois de conquistar o México, Chile e EUA. A comida é levinha, os temperos agradáveis e muito saborosos. Também experimentei as famosas coxinhas do [Veloso], além das coxinhas de mandioquinha do [Original]. Teve sushi do [Lika], comida mineira do [Graça] e arroz com feijão do Republlica Lago.


E as expectativas não foram decepcionadas com o [Kinoshita] e o [Dalva e Dito]. O primeiro, japonês que começou na Liberdade e conquistou um lindo espaço na culinária paulistana e na Vila Nova Conceição, me deixou com vontade de quero-mais. Além de uma maravilhosa refeição, contamos com a simpatia dos sushi-men, que nos deram uma amostra de sashimi de toro e também de mochi recheado com chocolate Valrhona. Quer um mimo maior?


No Dalva e Dito também fomos bem paparicados com uma visita à cozinha da sofisticação e técnicas inovadoras de cozimento e resfriamento. A comida era muito gostosa, com gostinho de fazenda mesmo, do couvert com caldo de feijão ao arroz com farofa e bife. O pudim, consequência de um trauma de infância, é uma enormidade que acaba rapidinho!


E além desses e outros tão famosos, conheci o novo [Ping Pong], que trouxe os dim sums londrinos para São Paulo com muito estilo. Comi pizza do [Quintal do Braz], carne do [Pobre Juan], croquete do Viena, torta de limão do Limmon e tomo um sorvete de coco com pedacinhos enquanto escrevo este post guloso.

Jan 6, 2010

O Primeiro Post

Mais um blog?

Pois é, entre tantas descobertas gastronômicas, resolvi criar um blog especialmente para o meu novo projeto: um curso para ser uma chef profissional. Nossa, soa bem metida, então acho que só prefiro chamá-lo de "meu curso de culinária".

O curso será em NYC e terá a duração de 6 meses com aulas diárias e muita comilança. Estou ansiosa por tudo que vem, os aprendizados, manuseios corretos de utensílios e descobertas. Escolhi fazer um curso que se chama Culinary Arts e engloba tudo que pode ser relacionado a cozinha, de higiene e manutenção a doces, salgados, molhos e carnes.

Também quero ver como posso utilizar os conhecimentos da Engenharia de Alimentos e, quem sabe no futuro, juntar literalmente a fome à vontade de comer. Sonhos, planos, batedeira e liquidificador vem aí!