May 10, 2017

Bolo de nectarina

Um monte de nectarinas azedas chegaram em casa. Eram daquelas de torcer o nariz, puxar as bochechas para dentro! Não dava para jogar fora, mas também não queria só simplesmente transformar tudo numa geléia e pronto.

Fui procurar uma receita e achei, no site da [Martha Stewart], um bolo de nectarinas. Adaptei alguns ingredientes tanto aos que temos no Brasil quanto aos que tinha em casa e deu super certo!

Recentemente, resolvi abolir o padrão "Lista de Ingredientes seguido por Modo de Preparo" e comecei a escrever as receitas para as amigas num formato mais simples, como se elas estivessem tomando um chá comigo na cozinha. 

Foi assim que enviei esta mesma receita a uma amiga, que já testou e aprovou.

Vamos lá!

Primeiro, pré-aqueça o forno a 180 °C.

Coloque 4 colheres de sopa de manteiga na assadeira e leve para derreter na boca do fogão. Eu usei uma assadeira redonda de 23cm com furo no meio, mas poderia ser menor também.

Aí, joga por cima da manteiga derretida ½ xícara de açúcar mascavo e 4 xícaras de nectarinas picadas por cima. Eu só tinha 3 nectarinas, foi o que usei e deu certo. Não precisa misturar nada.

Para a massa do bolo, bata bem com um fouet:
2 ovos
1 colher de chá de essência de baunilha
¾ de xícara de açúcar
¾ xícara de óleo
½ colher de chá sal
½ xícara de iogurte natural

Acrescente misturando com espátula:
1+½ xícara de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó

Por fim, jogue a massa por cima das nectarinas. Asse por 40-45min ou até o palito espetado sair limpo. Qdo ficar morno (e der pra segurar a assadeira) pode desenformar!

Nov 14, 2015

Bolo de abóbora com chocolate

Há tempos não testava um bolinho novo. Mas com toda a empolgação do Halloween, vi uma receita de cookies com abóbora, daqueles americanos bem fofinhos, que me inspirou. Tinha uns pedaços de cabochá cozidos aqui na geladeira, o Dani adora comer com um salzinho e azeite nas refeições, mas acho que a receita ficaria boa com outro tipo de abóbora também.

Como sempre, tento fazer minhas receitas usando o mínimo de potes possíveis e também sem batedeira ou liquidificador: detesto lavá-lo, acho que sempre fica um sujinho eca embaixo das lâminas, vou lá limpar e corto o dedo.

A receita é assim:

1 xícara de açúcar mascavo
½ xícara de óleo
1 ovo
1 xícara de abóbora cozida e amassada
1/4 de xícara de água
1+½ xícara de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
1 colher de chá de canela em pó
½ colher de chá de sal
1 xícara de chocolate picado (ou gotas)

Coloque o açúcar, óleo e ovo em um recipiente e misture bem. Adicione a abóbora e a água, e misture um pouco mais. Para esta etapa, eu sempre uso um fouet, mas você pode usar um garfo grande.

Com a ajuda de uma espátula, incorpore os secos: farinha de trigo, fermento, canela e sal. Por último, misture o chocolate. A receita original pedia chocolate em gotas, mas não tinha aqui em casa, então peguei uma barra e cortei com a faca em pedaços pequenos.

 Leve para assar em forno pré-aquecido a 180 ºC até que um palito saia limpo quando espetado. A minha receita rendeu 16 bolinhos em forma de cupcake e assou por 25 minutos.

Aug 5, 2015

O bolo de mel

Sou a parida louca dos bolos. Aconteceu com o Dani e aconteceu, de novo, com a Lalá. É só esses micro-seres saírem da minha barriga que sou tomada por uma vontade enorme de assar coisas. Os bolos são práticos, servem as visitas, viram lanches da madrugada entre mamadas... Mas fico muito feliz também com pães, pudins e o que mais vier pela frente.

E agora tenho um pequeno ajudante que escolhe sabores, mistura ovos e adora "experimentar" farinha de trigo. Hoje ele me pediu para fazermos um bolo de mel. Não sei de onde saiu isso, se viu em algum desenho, ouviu de algum amigo... E lá fui eu achar uma receita.

Procurei no Google e descobri que há algumas receitas judaicas de bolo de mel. E lembrei do xerox de um livro que ganhei de uma amiga. Há alguns anos, fiz algumas receitas para um jantar de [ano novo judaico]. Ela comentou comigo que iria passar essa data sozinha, e acabei fazendo algumas receitas do livro da avó dela na nossa casa. Foi uma delícia.

Essas receitas foram parar em uma pasta que, de relance, parece um caos. Um monte de recortes, receitas de embalagens, impressos, fontes diferentes, receitas escritas a mão, sem índice - nem parece minha! Mas é exatamente esta bagunça que a deixa tão especial: são receitas que comecei a juntar desde que casei, em ordem cronológica e que fazem parte da nossa vida.

Lá tinha um bolo de mel que testamos hoje e ficou uma delícia. Substitui alguns ingredientes e exclui outros, como as uvas-passas, que passam longe da minha casa. Reduzi a receita para a metade, porque achei que seria um bolo muito grande.

A minha versão da receita vai aqui:

2 ovos
½ xícara de açúcar mascavo
½ xícara de de óleo
3/4 xícara de de mel
1½ xícara de de farinha de trigo
1½ colher (sopa) de fermento em pó
1/4 colher (sopa) de bicarbonato de sódio
½ xícara de chá (usei chá preto)

Misture bem, com um fouet, os ovos, açúcar e óleo. Incorpore o mel e misture um pouco mais.

Em outra vasilha, misture todos os ingredientes secos (farinha de trigo, fermento e bicarbonato).

Coloque metade dos ingredientes secos na mistura de ovos e, com uma espátula, misture levemente. Incorpore o chá e, por fim, adicione o restante da mistura seca.

Asse em forno pré-aquecido a 180ºC por 30 minutos ou até um palito de dente sair limpo ao ser espetado na massa. Eu usei uma forma anti-aderente de bolo inglês, mas se a sua não for anti-aderente, é melhor untá-la com manteiga e um pouco de açúcar mascavo.

Uma breve explicação do meu sumiço desde o ano passado: engravidei. E enjoei. O tempo todo, todo o tempo, todos os meses, as semanas e os dias até a Lalá nascer. Sobrevivi me alimentando daquilo que tinha os cheiros menos ruins, exclui mandioquinha e brócolis do meu cardápio por todo esse tempo e fui a maior devoradora de sorvete de menta do inverno paulistano. E de guacamole também, o desejo mais incontrolável e constante. Voltei para a cozinha há duas semanas! Agora cozinhando com um pequeno ao meu lado e esperando ansiosamente para que o número de mãos ajudantes pequeninas dobre pela minha cozinha.

Dec 4, 2014

Cookies Natalinos

Estava conversando com uma amiga um dia desses sobre a minha cozinha. Há 3 anos, quando começamos nossa reforna, eu fazia questão de uma cozinha para receber. Aberta para a sala, daquelas que abraça sempre mais um, onde os amigos entram e pegam comida, bebidas e o que quiserem da geladeira.

Uma coisa que também sempre passou pela minha cabeça eram os momentos em família, fazendo panquecas para o café da manhã, bolos para o chá e algumas outras coisas. O Dani ainda é pequeno, mas já nos aventuramos juntos em bolos, pipocas e até um nhoque - que sobrou comigo aqui fazendo toda a lambança que um bom nhoque caseiro faz.

E aliado a isso, veio essa conversa sobre como a cozinha é um ambiente ridiculamente definido como feminino. Aliás, algo super contraditório, porque a gente é mandada de forma pejorativa para pilotar o fogão, mas as maiores e mais famosas cozinhas são em sua grande maioria comandadas por homens. Vai entender.

E nessa mesma conversa, falei como achava que, apesar de tentarmos sempre incluir meninos na cozinha, cookies decorados acabavam sendo uma atividade "de menina". Mas que injustiça!

E lá fomos nós, mães e meninos, hoje para a cozinha. Com este post aqui eu quero não só dividir a receita, mas também alguns passos que me ajudaram bastante na organização desse dia. Comandamos uma empreitada com 4 crianças de 2 a 3 anos de idade. Dá pra imaginar que eu estou até agora com farinha na cabeça?


A receita é bem simples. Procurei em vários sites e achei uma que [era comparada à PlayDoh], uma massinha americana. Ótimo! Tem algumas receitas de cookies, aqueles mais macios, que levam bastante manteiga, precisam ser refrigeradas depois de moldadas, tudo nada muito compatível com crianças tão pequenas. Essa receita que achei era super fácil de mexer, gostei bastante.

Eu também comecei a receita ontem, assim seria mais fácil já ter a massa pronta para os meninos. E quem tem criança pequena sabe que não dá para passar tanto tempo na cozinha e cuidar deles ao mesmo tempo.

Com uma batedeira, misture 200g de manteiga em temperatura ambiente, 60g de cream cheese e 1 xícara de açúcar. Bata bem até obter uma massa leve e esbranquiçada. Adicione 1 ovo e 1 colher de chá de essência de baunilha, e bata um pouco mais.

Incorpore com uma espátula 3 xícaras de chá de farinha de trigo, 1½ colher de fermento em pó e raspas das cascas de 1 limão. Misture até ter uma massa lisa e homogênea.

Aqui, eu cortei a massa em 4 partes, estiquei com um rolo de macarrão até ter um pouco menos de 0,5cm de espessura e coloquei sobre um pedaço de papel manteiga. Empilhei as 4 massas e foram para a geladeira.

Hoje, mais ou menos 1 hora antes da bagunça, tirei da geladeira. Os meninos se divertiram, amassaram, comeram, decoraram e os biscoitos foram para o forno em cima de um papel manteiga para assar por 15 minutos a 180 ºC. Para guardar, é legal colocar em um pote bem fechadinho, mas os biscoitos tem que estar completamente frios.

Oct 10, 2014

Laranja revolution

Dani nunca foi muito de laranja. Lááá em tempos de um passado remoto, que parece ter acontecido há trocentos anos e na verdade nem foram dois, ele não curtia. Mãe perde mesmo a noção de tempo e acha que dois anos são vinte. Enfim, voltando ao assunto, sabe aquela ideia do suquinho de uma laranja, às vezes até lima? Não rolava. E eu sempre ficava pensando em como contornar a situação.

O mesmo aconteceu com melão, e fiz bolinhas divertidas, super sucesso. Postei no Instagram há um tempão e podia jurar que tinha colocado a foto aqui no blog... Mas não achei. Então lá vai, foto com quase um ano de atraso! Comprei este utensílio fofo com um nome mais óbvio impossível - melon baller - lá em NY, mas dá para encontrar por aqui também.

E voltando à laranja, depois de um tempo, descobrimos que ele se encantou pelas tangerinas descascadas, sem bagaço. Uma vovó super paciente descascou gomo por gomo, e muitas laranjas começaram a ser devoradas.

Aí lembrei das tal supremes. Aprendemos no curso de gastronomia que as supremes são os gomos dos cítricos cortados com uma faca, sem bagaço nem casca. Sempre falo nas aulas de como tirar a casca da laranja para usar em doces ou mesmo em uma receita de lagarto assado, e comparo com a famosa laranja da feijoada, aquela das rodelinhas.

Pois esse bicho começa como as laranjas da feijoada. Tiramos as cascas, sem deixar o bagaço. Em vez de cortar pedaços contra os bagaços internos, tiramos o "recheio" com uma faquinha pequena, deixando o gomo inteiro, no formato meia-lua. E vamos ser sinceros por aqui: eu sempre achei isso bem intútil. Ou melhor, nem tão inútil, mas com usos bem limitados.

Eu faço supremes de limão, corto em pedacinhos bem pequenos e sirvo em cima de uma mortadela dobrada. Pode ser no salame também, dobrado em 4, num formato triangular. Ó a dica do aperitivo! Basta espetar um palito e pronto, não tem nada daquela lambança de limão espremido, gente sujando os dedos, espirrando limão para todos os lados e saindo com medo de tomar um solzinho e ficar com bronzeado da mariposa que pousou na cara.

E juntando tudo isso, consegui achar um jeito que servir a laranja para o Dani que ele ama: super-supremes-surpresa! São 3 passos simples:


1. Tirar a "tampa" da laranja dos dois lados, para deixá-la reta na tábua;
2. Descascar toda a laranja, deixando sem bagaço;
3. Cortar, com uma faca bem afiada, ao lado de cada gomo. Para o Dani, eu ainda corto ao meio, fica um tamanho melhor para ele comer sozinho, sem engasgar.